Vereador de MS que tentou subornar policial após fugir de acidente e solto da prisão
Vereador foi preso em flagrante nesta sexta-feira (18) Reprodução/Redes sociais ( Após 11 dias preso por se envolver em um acidente, fugir do local e tentar subornar um policial civil, o vereador Morinigo, de Ponta Porã, foi solto nesta terça-feira (30) com tornozeleira eletrônica. O pedido da defesa para que o político responda ao processo em liberdade foi aceito pela Justiça de Naviraí. O aciden
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Vereador foi preso em flagrante nesta sexta-feira (18)
Reprodução/Redes sociais
(
Após 11 dias preso por se envolver em um acidente, fugir do local e tentar subornar um policial civil, o vereador Morinigo, de Ponta Porã, foi solto nesta terça-feira (30) com tornozeleira eletrônica. O pedido da defesa para que o político responda ao processo em liberdade foi aceito pela Justiça de Naviraí.
O acidente ocorreu no dia 18 de setembro e deixou um adolescente de 17 anos gravemente ferido.
Morinigo deixou o Presídio Militar, em Campo Grande, no fim da tarde desta terça-feira 29). Na decisão, o juiz Fernando Moreira Freitas da Silva determinou uma série de medidas cautelares, entre elas a proibição de sair de casa após as 22h e de manter contato com a vítima e testemunhas.
O monitoramento eletrônico terá prazo inicial de 180 dias e poderá ser renovado mediante decisão fundamentada da Justiça. O descumprimento das medidas impostas poderá resultar na decretação de nova prisão.
Segundo o juiz, a manutenção da prisão preventiva poderia violar prazos legais, considerando a existência de diligências policiais ainda pendentes no caso.
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Relembre o caso Segundo os autos, Dionaldo dirigia uma Toyota Hilux quando passou em alta velocidade por uma lombada e bateu na lateral de uma Volkswagen Saveiro.
O adolescente que dirigia a Saveiro ficou desacordado e foi levado ao Hospital Regional. Conforme a decisão judicial, ele sofreu ferimentos graves.
Conforme o registro oficial, após a batida, Dionaldo fugiu sem prestar socorro. Um escrivão da Polícia Civil que presenciou o acidente seguiu a caminhonete por cerca de dois quilômetros e conseguiu abordá-lo.
Durante a abordagem, o vereador se identificou como bombeiro e agente político. Segundo o relato do policial, Dionaldo perguntou se havia uma forma de “resolver ali” a situação sem envolver os órgãos policiais. A fala foi interpretada como uma tentativa de suborno.
A Justiça também considerou que a conduta pode indicar, em tese, uma tentativa de interferir na atuação dos agentes públicos.
Ainda segundo os autos, Dionaldo teria xingado e ameaçado o escrivão, dizendo que iria “pegá-lo depois”.
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Sinais de embriaguez
Dionaldo se recusou a fazer o teste do bafômetro. Policiais registraram hálito etílico, desordem nas vestes, agressividade e exaltação. Latas de cerveja também foram encontradas na caminhonete.
Ele foi preso em flagrante e indiciado por crimes que incluem lesão corporal no trânsito, corrupção ativa, desacato e ameaça. O processo também aponta a fuga do local do acidente.
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) pediu a conversão do flagrante em prisão preventiva. A Justiça aceitou o pedido e entendeu que medidas mais brandas não seriam suficientes diante das circunstâncias do caso.
Na audiência de custódia deste domingo, Dionaldo relatou ter sofrido violência durante a prisão. O juiz determinou que o caso seja encaminhado ao Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial (Gacep) para apuração.
A Justiça também suspendeu o porte de arma do vereador e manteve apreendida uma pistola Sig Sauer 9 mm. O Comando-Geral do Corpo de Bombeiros foi comunicado para adoção de medidas administrativas. Confira os posicionamentos do partido e da defesa do parlamentar, divulgados diante da repercussão do caso. O que diz a defesa
"A defesa entende que o flagrante está exacerbado, porque não existe prova de ter ingerido bebida alcoólica, não existe prova de ter tentado subornar. O que houve foi uma discussão com o policial civil quando da tentativa da prisão.
A defesa requereu a liberdade, mas o juiz entendeu que não era o momento oportuno e manteve a prisão preventiva. Na segunda-feira, a defesa vai buscar, junto ao juízo competente, a liberdade provisória, monitorada ou não, ou qualquer outra medida cautelar menos drástica que a prisão.
A defesa entende que é uma barbárie a manutenção da prisão e que os requisitos estão mais do que claros para que ele possa responder em liberdade.
Marcos Ivan, advogado de Dionaldo Morinigo"
O que disse o PDT
"A respeito das informações veiculadas recentemente envolvendo o vereador Subtenente Morinigo, de Ponta Porã, o Partido Democrático Trabalhista (PDT) lamenta profundamente o ocorrido.
O PDT reitera seu compromisso com a transparência e o respeito ao devido processo legal, e informa que acompanhará o desdobramento da Justiça e a apuração dos fatos pelas autoridades competentes.
Partido Democrático Trabalhista (PDT)"
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