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Advogado é preso por suspeita de atrapalhar investigação que apura tráfico envolvendo delegado e policiais

PIX, blindagem e sistemas de inteligência: como policiais suspeitos estruturaram desvio de Um advogado, que não teve a identidade revelada, foi preso temporariamente na manhã desta terça-feira (29), em Campo Grande, durante a segunda fase da Operação Infiltrados, batizada de "Obstructio". A polícia suspeita que ele tenha repassado informações sigilosas na ação que prendeu delegado e policiais susp

Por Redação Publicado em 29 de setembro de 2026 às 11:21 3 min de leitura

Conteúdo de G1 — ler no site de origem

Advogado é preso por suspeita de atrapalhar investigação que apura tráfico envolvendo delegado e policiais
Publicado originalmente por [fonte]

PIX, blindagem e sistemas de inteligência: como policiais suspeitos estruturaram desvio de

Um advogado, que não teve a identidade revelada, foi preso temporariamente na manhã desta terça-feira (29), em Campo Grande, durante a segunda fase da Operação Infiltrados, batizada de "Obstructio". A polícia suspeita que ele tenha repassado informações sigilosas na ação que prendeu delegado e policiais suspeitos de envolvimento com tráfico de cocaína. A ação desta terça-feira foi deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), que também cumpriu dois mandados de busca e apreensão.

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De acordo com o Gaeco, as evidências reunidas até o momento apontam que a comunicação antecipada da operação teria criado obstáculos à atuação dos investigadores. O nome da nova fase, "Obstructio", faz referência justamente à ideia de obstrução ou criação de barreiras para impedir o avanço de uma investigação.

Por se tratar de um advogado, representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) acompanharam o cumprimento das diligências.

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Desvio de cocaína

A Operação Infiltrados investiga uma organização criminosa suspeita de desviar cocaína apreendida por forças de segurança e revendê-la a traficantes. Conforme as apurações do Gaeco, policiais civis, militares e um policial penal integrariam o esquema, que também contaria com a participação de traficantes e intermediários.

Relatório do Ministério Público, divulgado na semana passada, aponta que integrantes do grupo teriam utilizado a estrutura da segurança pública para rastrear carregamentos de drogas, realizar apreensões e, posteriormente, repassar parte dos entorpecentes para comercialização ilegal. A investigação também identificou movimentações financeiras, negociações envolvendo cocaína apreendida e o uso indevido de sistemas restritos de inteligência para consultas em benefício do grupo criminoso.

Na primeira fase da operação, o Gaeco pediu a prisão de dezenas de investigados, entre eles policiais e um delegado suspeitos de participação no esquema. O Ministério Público sustenta que agentes públicos que deveriam combater o tráfico teriam atuado como fornecedores de drogas para organizações criminosas.

Agora, com a Operação Obstructio, os investigadores buscam esclarecer quem teve acesso antecipado às medidas judiciais e de que forma as informações sigilosas teriam sido utilizadas para embaraçar a apuração do caso.

Policiais investigados pelo Gaeco

Reprodução/Redes sociais

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