Ir para o conteúdo principal
quinta-feira, 8 de outubro de 2026
AGORA RIO
Cidades

Amin, Carlos Moisés e Raimundo Colombo: ex-governadores de SC não se elegem em 2026

Carlos Moisés, Esperidião Amin e Raimundo Colombo: ex-governadores de SC que não se elegeram nas eleições 2026 Montagem/Reprodução/Redes sociais Os três ex-governadores de Santa Catarina que disputaram diferentes cargos nas eleições de 2026 não foram eleitos. Esperidião Amin (PP) tentou a reeleição no Senado e Carlos Moisés (União Brasil) e Raimundo Colombo (PSD) se candidataram ao cargo de deputa

Por Redação Publicado em 8 de outubro de 2026 às 16:55 6 min de leitura

Conteúdo de G1 — ler no site de origem

Amin, Carlos Moisés e Raimundo Colombo: ex-governadores de SC não se elegem em 2026
Publicado originalmente por [fonte]

Carlos Moisés, Esperidião Amin e Raimundo Colombo: ex-governadores de SC que não se elegeram nas eleições 2026

Montagem/Reprodução/Redes sociais

Os três ex-governadores de Santa Catarina que disputaram diferentes cargos nas eleições de 2026 não foram eleitos. Esperidião Amin (PP) tentou a reeleição no Senado e Carlos Moisés (União Brasil) e Raimundo Colombo (PSD) se candidataram ao cargo de deputado federal.

✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp

O professor de administração pública do Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas (ESAG) da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) Daniel Pinheiro analisa que o cenário para cada um deles é diferente e que a situação nacional teve um peso nas eleições estaduais.

Carlos Moisés

Carlos Moisés foi governador de Santa Catarina entre 2019 e 2023, durante a parte mais crítica da pandemia da Covid-19.

Nas eleições de 2026, candidatou-se a deputado federal, obteve 33.712 votos e ficou na lista de suplentes. A vice-governadora da chapa do mandato dele, Daniela Reinehr (PL), foi eleita deputada federal no domingo (4). Na época de Moisés, Reinehr chegou a governar o estado de forma interina por três vezes, duas delas quando ele foi afastado do cargo por causa de pedidos de impeachment.

Governador Carlos Moisés em mensagem à Alesc em 2021

Rodolfo Espínola/Agência AL/Divulgação

O professor acredita que as polêmicas no governo de Moisés, como o caso dos respiradores e os embates com a assembleia legislativa que levaram aos pedidos de impeachment tenham relação com o desempenho dele no pleito. "Foi um governo conturbado. Isso se reflete na eleição", resumiu.

Os acontecimentos do Brasil também influenciaram Santa Catarina, argumentou o professor. "O cenário nacional pós-pandemia veio para o embate Lula e Bolsonaro", disse.

Isso já refletiu na reeleição de Moisés, que não foi para o segundo turno nas eleições de 2022. Na ocasião, participaram da disputa Jorginho Mello (PL), que se tornou o governador, e Décio Lima (PT).

"Uma pessoa que surge na política sem capital político, constrói somente naquele mandato e depois acaba saindo fica refém dessa outra briga [nacional]", declarou o professor.

Como não foi reeleito, Moisés deixou o governo e ficou fora dos holofotes.

"Ele não fica tão em evidência nos últimos quatro anos. Acaba acontecendo de vir para esta eleição também com capital político limitado. Tem seus apoiadores, mas já está também dissolvendo ao longo do tempo. Isso é muito importante de entender porque, para você se manter na política, você precisa se manter em evidência", declarou Pinheiro.

Esperidião Amin

Amin foi governador do estado por duas vezes: no mandato 1983 a 1987 e no de 1999 a 2003. Atualmente é senador, eleito em 2018.

Nas eleições de domingo (4), foi o terceiro mais votado, com 1.233.034 votos, representando 15,31% do total. As duas vagas catarinenses do senado ficaram com Carol de Toni (PL) e Carlos Bolsonaro (PL).

Esperidião Amin no Senado em setembro de 2026

Saulo Cruz/Agência Senado/Divulgação

O professor lembra que a candidatura de Amin ao Senado nas eleições começou com uma polêmica. "Ele seria o candidato que viria com o PL, teria essa força. Mas, em determinado momento, o PL abraça a ideia nacional de trazer o Carlos Bolsonaro para cá [Santa Catarina]".

Diante dessa situação, Amin decidiu pela candidatura própria. Apesar de aparecer bem nas pesquisas, dois fatores influenciaram negativamente a campanha do candidato, analisou o professor.

Uma delas faz parte do próprio processo de voto. "Quando tem eleição para dois senadores, essa coisa do primeiro e do segundo dificulta muito para o eleitor. Então o eleitor já vai com vários números na cabeça, essa coisa da cola e tal. Mas não é só a cola, é todo o processo de campanha", argumentou.

Outra situação que dificultou a eleição de Amin, na opinião do professor, foi o marketing feito pelo PL. "Fizeram uma ótima estratégia de televisão de colocar quem vota em um, vota no outro. Vota no outro, vota no um", resumiu.

A esposa de Esperidião, Angela Amin (PP), também não se elegeu este ano. Ela foi candidata a deputada federal e ficou na lista de suplentes. Ela chegou a ser prefeita de Florianópolis por dois mandatos, de 1997 a 2004.

Raimundo Colombo

Raimundo Colombo foi governador de Santa Catarina entre 2010 e 2018, por dois mandatos. Nas eleições de 2026, teve 54.545 votos para o cargo de deputado federal e ficou na lista de suplentes.

Para o professor, esta é a terceira eleição que Colombo não desempenha bem. Ele saiu do governo do estado em 2018 para concorrer ao Senado, mas não foi eleito. As escolhas dos catarinenses naquele pleito foram Esperidião Amin e Jorginho Mello.

Em 2022, Colombo concorreu novamente ao Senado. Foi eleito Jorge Seif (PL).

Raimundo Colombo em 2017, quando era governador de Santa Catarina

James Tavares/Divulgação

"Isso mostra que ou ele está usando a estratégia errada ou o grupo político a que ele se associou já não tem mais tanta força como quando ele foi governador. Aquela saída para [concorrer a] senador e a perda, etc., acho que aquilo dissolveu um pouco do capital político. Isso veio piorando, agravando ao longo do tempo", opinou o professor.

Ele voltou a argumentar o mesmo do caso de Moisés. Como Colombo passou já algum tempo fora dos holofotes, isso também pode prejudicar as chances dele em uma eleição.

"Esse distanciamento de um grupo político mais forte, de estar em evidência também. Sai de cargo, perde cargo, você perde também algumas forças que a gente sabe que na nossa política são importantes", declarou.

Veja quais foram os deputados federais eleitos em Santa Catarina

Carol de Toni e Carlos Bolsonaro são eleitos senadores por SC

VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias

Leia mais