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Autor haitiano-canadense Thélyson Orélien nega ter usado IA, mas admite ter cometido plágio no passado

Autor canadense Thélyson Orélien JOEL SAGET / AFP O escritor haitiano-canadense Thélyson Orélien rejeitou nesta terça-feira (13) as acusações de que teria usado inteligência artificial para escrever seu romance best-seller, mas admitiu ter cometido plágio no passado. Em uma carta enviada à Reuters e a outros veículos de mídia por sua editora francesa, a Grasset, Orelien abordou pela primeira vez e

Por Redação Publicado em 14 de outubro de 2026 às 09:10 3 min de leitura

Conteúdo de G1 — ler no site de origem

Autor haitiano-canadense Thélyson Orélien nega ter usado IA, mas admite ter cometido plágio no passado
Publicado originalmente por [fonte]

Autor canadense Thélyson Orélien

JOEL SAGET / AFP

O escritor haitiano-canadense Thélyson Orélien rejeitou nesta terça-feira (13) as acusações de que teria usado inteligência artificial para escrever seu romance best-seller, mas admitiu ter cometido plágio no passado.

Em uma carta enviada à Reuters e a outros veículos de mídia por sua editora francesa, a Grasset, Orelien abordou pela primeira vez em detalhes as alegações de que seu romance premiado, publicado este ano, “C’était Ça ou Mourir” (“Era Isso ou Morrer”), teria sido escrito com o uso de IA, bem como as acusações de plágio no passado.

Autor de livro finalista de prêmios é acusado de ter usado IA; escritor denuncia 'ataques racistas'

Uma conta pouco conhecida no X, chamada “Balance ton Claude”, havia afirmado em setembro que uma ferramenta de detecção de IA havia mostrado que o romance de 2026 foi escrito quase inteiramente por IA. O ensaísta francês Samuel Fitoussi posteriormente reivindicou a autoria da conta, dizendo que a administrava com outras pessoas não identificadas.

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Em seguida, o jornal canadense La Presse informou que um conto de Orelien, de 2012, havia plagiado trechos de um livro do autor francês Louis Pauwels, enquanto um artigo de opinião de 2013 havia sido copiado do jornal The Philippine Star.

Orelien negou ter usado IA, mas reconheceu o plágio anterior, afirmando que a admiração por outros escritores não justificava apresentar o trabalho deles como se fosse seu e classificando suas ações como “erros inaceitáveis”.

Um exemplar do livro "C'était ça ou mourir", um romance do autor Thelyson Orélien

REUTERS/Sarah Meyssonnier

Ele afirmou que “a crítica é sempre legítima, mas as ameaças, o linchamento midiático e o assédio racista a que venho sendo submetido há semanas são insuportáveis”, acrescentando que deseja que seu romance seja julgado “pelo que é”.

As acusações desencadearam um debate sobre raça, mérito literário e originalidade que agitou o meio literário francês.

“C’était Ça ou Mourir” é o romance de estreia do autor de 37 anos e conta a história de um migrante haitiano que viaja para o norte pela América Latina antes de chegar ao Canadá. O livro ganhou diversos prêmios literários e deveria ser traduzido para vários idiomas.

“Este romance, eu mesmo o escrevi. Ele vem das minhas feridas e das de outros migrantes. Aquela ferida do exílio, da qual nunca se cura. Este romance é o seu fruto; é o fruto do meu trabalho; é a minha criação”, escreveu Orelien na carta.

Após as acusações de IA e plágio, os organizadores do prêmio literário francês Goncourt retiraram o livro da lista de indicados.

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