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Colegas de estudante de medicina morto a tiros em Taubaté retomam aulas: ‘A ficha ainda não caiu’

Colegas de Bruno retomam aulas na faculdade de medicina “A ficha parece ainda que não caiu”. É assim que o estudante João Pedro Spindola, amigo de Bruno Hashimura San Juliano, descreve o sentimento dos colegas após a morte do estudante de Medicina, de 23 anos, em Taubaté. Nesta segunda-feira (5), a turma do quarto semestre de Medicina da Universidade de Taubaté (Unitau) voltou às aulas. Os alunos

Por Redação Publicado em 5 de outubro de 2026 às 10:41 3 min de leitura

Conteúdo de G1 — ler no site de origem

Colegas de estudante de medicina morto a tiros em Taubaté retomam aulas: ‘A ficha ainda não caiu’
Publicado originalmente por [fonte]

Colegas de Bruno retomam aulas na faculdade de medicina

“A ficha parece ainda que não caiu”. É assim que o estudante João Pedro Spindola, amigo de Bruno Hashimura San Juliano, descreve o sentimento dos colegas após a morte do estudante de Medicina, de 23 anos, em Taubaté.

Nesta segunda-feira (5), a turma do quarto semestre de Medicina da Universidade de Taubaté (Unitau) voltou às aulas. Os alunos chegaram à faculdade entre 7h e 7h30, seis dias após Bruno ser morto a tiros durante uma discussão de trânsito.

As atividades de outras turmas da faculdade já haviam sido retomadas na semana passada. A turma de Bruno, no entanto, só voltou às salas nesta segunda.

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A retomada acontece em meio ao luto dos colegas, que fizeram homenagens ao estudante e participaram de manifestações pedindo Justiça nos últimos dias.

“A verdade é que a ficha parece ainda que não caiu. Parece que a qualquer momento eu vou estar em sala, ele vai aparecer, ele vai estar lá e, simplesmente, não consigo imaginar”, contou João Pedro.

Bruno Hashimura San Juliano, de 23 anos, era estudante do 4º semestre de Medicina da Universidade de Taubaté (Unitau).

Reprodução/TV Vanguarda

Segundo o estudante, a morte de Bruno provocou um sentimento de revolta entre os colegas.

“Não consigo imaginar sempre a mesma coisa, tanto a minha aula quanto a faculdade quanto a vida em geral. [Fica] completamente esse sentimento de revolta, esse sentimento de querer a Justiça, que o nosso amigo, um pai de família, um jovem, um estudante, um esposo, foi brutalmente assassinado, de forma completamente horrível, de forma completamente injusta, e a gente quer que a Justiça seja feita”, afirmou.

Investigação

A Polícia Civil concluiu o inquérito sobre a morte de Bruno. Segundo a investigação, o crime aconteceu após uma discussão relacionada ao trânsito.

O bombeiro militar Marcos Paulo Fujarra de Oliveira teria descido do próprio carro, ido até o veículo de Bruno e quebrado o vidro da janela antes de atirar contra o estudante. Bruno foi atingido por quatro disparos e morreu no local.

Marcos chegou a ser preso após o crime, mas foi liberado na audiência de custódia. O Ministério Público de SP recorreu da decisão e a Justiça determinou a prisão preventiva do bombeiro.

A ordem de prisão, porém, só poderá ser cumprida a partir desta terça-feira (6), devido à restrição prevista na legislação eleitoral para prisões nos dias próximos à votação.

A defesa de Marcos afirma que ele foi ameaçado e que o bombeiro agiu em legítima defesa. O advogado informou que vai se manifestar sobre as provas e o mérito do caso durante o processo. A defesa foi procurada novamente nesta segunda-feira, mas não havia respondido até a última atualização.

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