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Debate da Rede Amazônica com candidatos ao Senado pelo AM é marcado por propostas voltadas à saúde, Zona Franca e povos indígenas

Candidatos posicionados no estúdio da Rede Amazônica para o debate ao Senado pelo Amazonas Patrick Marques/g1 O debate promovido pela Rede Amazônica com candidatos ao Senado Federal pelo Amazonas foi marcado por propostas e discussões voltadas à saúde, à defesa da Zona Franca de Manaus (ZFM), e aos povos indígenas. O encontro foi realizado na noite desta sexta-feira (25), na sede da emissora em Ma

Por Redação Publicado em 26 de setembro de 2026 às 01:01 9 min de leitura

Conteúdo de G1 — ler no site de origem

Debate da Rede Amazônica com candidatos ao Senado pelo AM é marcado por propostas voltadas à saúde, Zona Franca e povos indígenas
Publicado originalmente por [fonte]

Candidatos posicionados no estúdio da Rede Amazônica para o debate ao Senado pelo Amazonas

Patrick Marques/g1

O debate promovido pela Rede Amazônica com candidatos ao Senado Federal pelo Amazonas foi marcado por propostas e discussões voltadas à saúde, à defesa da Zona Franca de Manaus (ZFM), e aos povos indígenas. O encontro foi realizado na noite desta sexta-feira (25), na sede da emissora em Manaus. Participaram do encontro os candidatos Eduardo Braga (MDB), Capitão Alberto Neto (PL), Plínio Valério (PSDB), Wilson Lima (União Brasil), Ismael Munduruku (Rede) e Professora Evanyr (PSOL). Os temas apareceram em diferentes momentos do debate, com os candidatos classificando a fila do Sistema Nacional de Regulação (Sisreg) como "fila da morte", além de críticas à estrutura da saúde no Amazonas. Sobre a ZFM, os candidatos defenderam o modelo econômico e que a ampliação da capacidade de receber novas empresas. Os candidatos também debateram, ao longo dos blocos do debate, medidas voltadas aos povos indígenas, como inclusão da língua indígena no ensino e projetos sobre o turismo na capital e no interior.

O encontro integra a cobertura das eleições de 2026 realizada pela Rede Amazônica, pelo g1 e pela TV Globo e foi mediado pelo jornalista César Menezes. A programação foi dividida em três blocos, com perguntas feitas de candidato para candidato. 1º bloco: perguntas de tema livre;

2º bloco: perguntas de tema determinado;

3º bloco: perguntas de tema livre e considerações finais.

Em cada rodada, o participante responsável pela pergunta teve 30 segundos para formulá-la. O candidato escolhido para responder contou com 1 minuto e 30 segundos. Para a réplica e a tréplica, foram destinados 1 minuto e 15 segundos a cada participante.

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1º Bloco

Debate entre candidatos ao Senado pelo AM: Bloco 1 - tema livre

O primeiro bloco do debate entre os candidatos ao Senado pela Rede Amazônica foi marcado por perguntas sobre Zona Franca de Manaus, saúde pública, saneamento, segurança, políticas para povos indígenas e atendimento às mulheres. Na abertura, Capitão Alberto Neto questionou Plínio Valério sobre a atuação dele, nos últimos oito anos como senador, em defesa da Zona Franca. Plínio citou a defesa da prorrogação dos incentivos da Zona Franca e a relatoria da Lei de Informática. Alberto Neto, por sua vez, mencionou projetos e leis relacionados ao setor. Na tréplica, Plínio também fez críticas à relação de Alberto Neto com o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro.

Na sequência, Eduardo Braga questionou Capitão Alberto Neto sobre saúde pública, citando filas do SisReg e a falta de maternidades e hospitais. Alberto Neto criticou o cenário atual e afirmou que pretende buscar recursos no Senado para a construção de hospitais e centros de exames. Braga apresentou uma proposta para tentar zerar, em 100 dias, a fila do SisReg. O terceiro confronto teve como tema o acesso à água potável e saneamento. Wilson Lima perguntou à Professora Evany sobre propostas para o setor. Evany afirmou que é necessário garantir água potável à população e defendeu a destinação de emendas e a criação de políticas de Estado. Wilson Lima citou o programa “Água Boa” e ações de tratamento de esgoto realizadas durante seu governo. Na sequência, Ismael Munduruku questionou Wilson Lima sobre segurança pública, crime organizado e tráfico de drogas. Munduruku contestou o cenário apresentado e afirmou que o crime organizado ainda está presente em bairros de Manaus. Wilson Lima respondeu que as forças estaduais não conseguem combater sozinhas o crime organizado nas áreas de fronteira e defendeu maior atuação e investimento do Governo Federal.

A situação dos povos indígenas foi o tema da pergunta seguinte, feita pela Professora Evany a Ismael Munduruku. Ele citou problemas enfrentados por comunidades indígenas e afirmou que também representa moradores do interior e das periferias. Evany defendeu políticas de Estado voltadas às diferentes culturas e línguas dos povos tradicionais, principalmente nas áreas de educação e saúde. No último confronto do bloco, Plínio Valério perguntou a Eduardo Braga sobre políticas voltadas às mulheres. Braga defendeu a ampliação de maternidades e unidades de saúde para atendimento às mulheres. Ele também declarou ser favorável à castração química. Plínio citou emendas destinadas à saúde das mulheres e leis relacionadas à prevenção do câncer do colo do útero. 2º Bloco

O segundo bloco teve como temas Amazônia e mudanças climáticas, turismo, infraestrutura e logística, trabalho e emprego, segurança pública e educação. Na primeira rodada, Eduardo Braga questionou Wilson Lima sobre as queimadas e a fumaça que atingiram Manaus nos últimos dias e as propostas para o combate aos incêndios. Wilson citou medidas adotadas durante sua gestão como governador e afirmou que, no Senado, pretende buscar recursos para ampliar as ações. Braga defendeu o reforço das equipes de bombeiros militares e civis para atuar no chamado Arco do Fogo e citou projetos de sua autoria voltados à preservação da floresta. No tema turismo, Plínio Valério perguntou a Ismael Munduruku sobre medidas para fortalecer o turismo indígena. Munduruku afirmou que as comunidades não contam com estrutura técnica e turística suficiente e que poucos recursos chegam aos povos indígenas para fomentar o setor. Plínio citou recursos destinados por ele para o turismo no Amazonas.

Na discussão sobre infraestrutura e logística, Capitão Alberto Neto questionou Eduardo Braga sobre os desafios para o asfaltamento da BR-319. Braga afirmou que atua pela recuperação da rodovia há cerca de 30 anos e classificou a estrada como estratégica para o Amazonas. Alberto Neto disse que pretende atuar no Senado para viabilizar o licenciamento ambiental da BR-319 e defendeu investimentos em outras estradas.

O tema seguinte foi trabalho e emprego. Wilson Lima questionou Alberto Neto sobre a Zona Franca de Manaus e afirmou que o candidato destinou emendas a outros estados. Alberto Neto respondeu que as medidas apresentadas beneficiam o estado e passou a criticar a gestão de Wilson Lima, citando denúncias relacionadas ao então governador. Em segurança pública, a Professora Evany perguntou a Plínio Valério sobre o aumento dos casos de feminicídio no Amazonas e propostas para a proteção das mulheres. Plínio defendeu ações de educação desde a infância para ensinar os homens a respeitar as mulheres. Evany defendeu uma atuação integrada entre as secretarias e políticas de prevenção, combate à violência e acolhimento das vítimas, além de um SUS fortalecido e humanizado. No último tema do bloco, educação, Ismael Munduruku questionou a Professora Evany sobre a situação do ensino no Amazonas. Ela defendeu investimentos em talentos e potencialidades locais e a integração entre educação básica e universidades, além do incentivo à pesquisa para buscar soluções para problemas do estado, incluindo questões relacionadas à crise climática. Munduruku citou dificuldades de acesso às universidades e afirmou que estudantes deixam escolas de tempo integral sem uma formação profissional. 3º Bloco

O terceiro e último bloco de perguntas teve como temas STF, atuação de ONGs, BR-319, saúde pública, fim da escala 6x1, questões fundiárias e segurança pública. Na abertura, Plínio Valério questionou a Professora Evany sobre a posição dela em relação ao Supremo Tribunal Federal (STF), às organizações não governamentais e a BR-319. Evany afirmou respeitar a atuação das ONGs e disse que algumas organizações chegam a fazer mais que o poder público. Sobre a BR-319, defendeu a conclusão da rodovia, mas questionou os impactos da obra e citou a possibilidade de alternativas de transporte, como ferrovias. Plínio discordou e afirmou que o asfaltamento da estrada não precisa provocar desmatamento. Em seguida, Eduardo Braga questionou Ismael Munduruku sobre a saúde pública e a fila do SisReg. Munduruku classificou a situação da saúde no estado como “um caos” e afirmou que é necessário mudar o cenário para garantir atendimento à população. Braga citou unidades de saúde construídas durante sua gestão como governador e afirmou ter compromisso com a redução da fila do SisReg, além da construção de novas maternidades na capital e no interior.

A terceira pergunta foi feita pela Professora Evany a Capitão Alberto Neto sobre o fim da escala de trabalho 6x1. Alberto Neto afirmou ser favorável à proposta e disse que é necessário adotar medidas para evitar demissões. Também defendeu a criação de empregos e o fortalecimento de diferentes matrizes econômicas no Amazonas. Evany afirmou que é possível reduzir a jornada sem diminuir salários e sem prejudicar os empresários.

Wilson Lima, na sequência, questionou Plínio Valério sobre uma propriedade localizada em uma unidade de desenvolvimento sustentável e levantou questionamentos sobre possíveis conflitos relacionados ao imóvel. Plínio negou irregularidades e afirmou que a propriedade foi permitida e que também contribui para a reserva. Wilson Lima disse que existem documentos que, segundo ele, apontam irregularidades e também questionou a fiscalização sobre emendas destinadas por Plínio ao interior. No quinto confronto, Capitão Alberto Neto questionou Wilson Lima sobre sua atuação como governador, com foco em regularização fundiária. Wilson citou ações de suas gestões nas áreas de segurança pública e saúde. Ele também questionou Alberto Neto sobre medidas relacionadas ao Porto de Manaus. Alberto Neto respondeu que os portos não são de competência do governo estadual e criticou a saída de Wilson do cargo de governador para disputar o Senado. No último confronto do debate, Ismael Munduruku perguntou a Eduardo Braga sobre segurança pública e medidas para enfrentar a criminalidade no Amazonas. Braga defendeu a criação de um sistema integrado de segurança pública, com atuação conjunta de governos federal, estadual e municipais. Munduruku citou os mandatos anteriores dos candidatos presentes e questionou a situação atual da segurança no estado. *Reportagem em atualização

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