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Dia das Crianças: Entenda como brincadeiras ajudam no desenvolvimento do cérebro e na fala

Projeto no ISD estimula interação entre bebês para neurodesenvolvimento Divulgação A primeira infância - período entre a gestação e os seis anos de idade - é considerada a principal fase para o desenvolvimento do cérebro humano. Segundo especialistas, apenas o ato de brincar é uma ferramenta terapêutica capaz de estimular as conexões neurais, o desenvolvimento neurofuncional e a comunicação das cr

Por Redação Publicado em 12 de outubro de 2026 às 09:33 4 min de leitura

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Dia das Crianças: Entenda como brincadeiras ajudam no desenvolvimento do cérebro e na fala
Publicado originalmente por [fonte]

Projeto no ISD estimula interação entre bebês para neurodesenvolvimento

Divulgação

A primeira infância - período entre a gestação e os seis anos de idade - é considerada a principal fase para o desenvolvimento do cérebro humano. Segundo especialistas, apenas o ato de brincar é uma ferramenta terapêutica capaz de estimular as conexões neurais, o desenvolvimento neurofuncional e a comunicação das crianças.

Baseado nessa lógica, um projeto no Instituto Santos Dumont (ISD) - uma Organização Social do governo federal localizada em Macaíba (RN) e supervisionada pelo Ministério da Educação - se utiliza da interação entre bebês para estimular a linguagem na primeira infância.

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Kettily Katiane, mãe de Arthur Gael, de um ano e 11 meses, participa das atividades do grupo semanalmente.

"O grupo estimula ele a brincar, a participar de brincadeiras e interações com outras crianças e a partilhar brinquedos e objetivos. Percebo que ele está aprendendo a se comunicar com outras crianças e com o mundo ao seu redor", relata.

Especialista orienta famílias sobre estímulos na primeira infância

A fonoaudióloga e preceptora do ISD, Mirelly Danglês, explica que a evolução das crianças resulta do contato com outras pessoas e da troca de experiências entre os familiares. "O MultiGIS objetiva promover a interação social entre os bebês e as crianças, além da aprendizagem prática das famílias sobre estratégias de estímulo para a comunicação", disse.

➡️ O MultiGIS é o Grupo Multiterapêutico de Interação Social, projeto que estimula a linguagem e incentiva o protagonismo da família no cuidado. O projeto ocorre no Centro de Educação e Pesquisa Anita Garibaldi, em Macaíba. Segundo a especialista, na fonoaudiologia, o lúdico é visto como a base da linguagem. Os bebês aprendem a se comunicar ao imitar sons, gestos e expressões faciais. Brincar vai além da diversão

A psicóloga e preceptora do ISD Júlia Carmo explica que a brincadeira nessa fase da vida ultrapassa apenas a questão do entretenimento.

"Para o bebê e para a criança pequena, brincar é uma das principais maneiras de conhecer o próprio corpo, experimentar o ambiente, estabelecer relações, desenvolver a comunicação, expressar emoções e construir novas aprendizagens", diz.

Segundo a especialista, os adultos devem participar desse processo por meio da observação e do acolhimento. A interação, como responder aos balbucios ou acompanhar o interesse do bebê por um objeto, auxilia na formação da arquitetura cerebral.

"O vínculo seguro é justamente aquilo que favorece a exploração. A criança não precisa de uma infância repleta de atividades programadas para se desenvolver. Ela precisa de relações suficientemente boas, segurança, oportunidades de explorar, tempo para brincar, movimento, linguagem, afeto, limites e presença", explica a psicóloga.

Interação entre crianças no ISD

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Estímulos devem ser feitos em casa

A orientação dos especialistas é que que os estímulos continuem em casa. Segundo a fonoaudióloga Mirelly Danglês, os pais podem incentivar a fala durante refeições, trocas de roupa ou no caminho para a escola, sem a necessidade de passar horas brincando no chão. "Quando as famílias aplicam essas estratégias no dia a dia, os avanços aparecem mais rápido", reforça a fonoaudióloga.

A especialista ressalta que a evolução observada nos pequenos participantes do grupo é fruto de uma somatória de fatores que inclui o contato com outras crianças e a rica troca de experiências entre os próprios familiares. Trabalho visa desenvolver interação das crianças

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