Ir para o conteúdo principal
domingo, 11 de outubro de 2026
AGORA RIO
Cidades

Dia de Prevenção à Obesidade: Canetas emagrecedoras não substituem hábitos saudáveis, diz especialista

Os medicamentos Ozempic, Wegovy e Monjaro são aplicados com canetas subcutâneas e têm ganhado espaço na busca pela perda de peso Reprodução/Novo Nordisk/Eli Lilly Celebrado neste domingo (11), o Dia Nacional de Prevenção da Obesidade reforça a importância da adoção de hábitos saudáveis e da conscientização sobre uma doença que tem avançado no Brasil. Nos últimos anos, as chamadas canetas emagreced

Por Redação Publicado em 11 de outubro de 2026 às 05:00 4 min de leitura

Conteúdo de G1 — ler no site de origem

Dia de Prevenção à Obesidade: Canetas emagrecedoras não substituem hábitos saudáveis, diz especialista
Publicado originalmente por [fonte]

Os medicamentos Ozempic, Wegovy e Monjaro são aplicados com canetas subcutâneas e têm ganhado espaço na busca pela perda de peso

Reprodução/Novo Nordisk/Eli Lilly

Celebrado neste domingo (11), o Dia Nacional de Prevenção da Obesidade reforça a importância da adoção de hábitos saudáveis e da conscientização sobre uma doença que tem avançado no Brasil. Nos últimos anos, as chamadas canetas emagrecedoras ganharam popularidade como alternativa para o tratamento da obesidade. No entanto, especialistas alertam que esses medicamentos devem ser utilizados apenas com indicação e acompanhamento médico, devido aos possíveis efeitos adversos e à necessidade de mudanças no estilo de vida.

✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp

Ao g1, o endocrinologista e professor da Universidade Federal do Piauí (UFPI), Wallace Miranda, explicou que as canetas foram desenvolvidas inicialmente para o tratamento da obesidade e do diabetes e podem provocar efeitos adversos quando usadas sem orientação profissional.

"Elas incluem efeitos adversos como náuseas, vômitos, diarreia, constipação e desidratação. Pode acontecer também até uma insuficiência renal por conta da desidratação e pancreatite", afirmou.

Tratamento vai além da medicação

Agora no g1

A consultora comercial Joyce Cardoso, de 31 anos, decidiu recorrer ao tratamento medicamentoso após diversas tentativas de emagrecimento sem resultados duradouros. Ela contou ao g1 que a decisão veio quando percebeu que o excesso de peso já afetava sua autoestima e sua qualidade de vida.

“Ver que nada mais me servia, não me sentia bem ao tirar fotos e ter chegado ao ápice do meu peso, com 97 kg. Naquele momento percebi que precisava buscar ajuda não apenas pela estética, mas principalmente pela minha saúde e qualidade de vida”, relatou.

Desde o início do acompanhamento, ela afirma ter perdido 18 quilos. Apesar dos resultados, Joyce destaca que a medicação foi apenas uma parte do processo, que também envolveu mudanças na alimentação, a prática regular de atividades físicas e o acompanhamento de diferentes profissionais de saúde.

“Foi um processo multiprofissional que envolveu nutricionista, psicólogo, educador físico e gastroenterologista. Mudei minha alimentação, passei a ter mais consciência sobre meus hábitos e incluí a atividade física como parte da minha rotina”, disse.

Joyce afirma que tentou emagrecer por meio de dietas

Getty Images

A importância dessas mudanças também é ressaltada pelo endocrinologista Wallace Miranda. Segundo ele, o uso das canetas emagrecedoras deve estar associado à adoção de hábitos saudáveis para contribuir com os resultados do tratamento.

“As canetas não competem com a modificação do estilo de vida, e sim precisam agir de forma conjunta para auxiliar na perda de peso”, explicou.

Preconceito e julgamento durante o tratamento

Além dos desafios relacionados ao emagrecimento, Joyce conta que precisou lidar com críticas e julgamentos sobre a decisão de utilizar a medicação. Segundo ela, algumas pessoas consideravam o tratamento uma forma de emagrecimento fácil ou questionavam os possíveis riscos à saúde.

“As críticas geralmente eram relacionadas à suposta ‘facilidade’ do tratamento ou aos riscos que ele poderia trazer para a minha saúde. Mas a minha experiência foi justamente o contrário: hoje me sinto muito mais saudável, e exames que antes apresentavam alterações tiveram uma melhora significativa. A caneta não é um atalho, e sim uma ferramenta de tratamento”, afirmou.

Tratamento deve ser individualizado e de longo prazo

De acordo com Wallace Miranda, a indicação das canetas emagrecedoras depende das características e das necessidades de cada paciente. O especialista ressalta que nem todas as pessoas com obesidade têm indicação para utilizar esses medicamentos e que existem outras alternativas terapêuticas para o tratamento da doença.

“Cada caso precisa ser individualizado”, destacou.

O endocrinologista também reforçou que a obesidade é uma doença crônica e, por isso, exige acompanhamento contínuo e estratégias que possam ser mantidas ao longo da vida.

“É necessária uma alimentação saudável, uma alimentação que você consiga manter. Não adianta fazer uma dieta muito restritiva, e sim algo que você consiga manter a vida toda. Atividade física também pela vida toda e medicação em alguns casos”, concluiu.

Consulta médica

Adobe Stock

VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube

Leia mais