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Empresários suspeitos de vender areia no lugar de minério são alvos de buscas da Polícia Federal no RS

A Polícia Federal (PF) de Roraima cumpriu, hoje, oito mandados de busca e apreensão no Rio Grande do Sul. A ação investiga dois empresários gaúchos suspeitos de envolvimento em uma fraude na venda de minério para uma multinacional britânica. Os investigados são os irmãos Diego Possebon e Matheus Possebon. Segundo a PF, Diego é o articulador principal e mentor do esquema. Matheus atua como empresár

Por Redação Publicado em 23 de setembro de 2026 às 09:57 2 min de leitura

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Empresários suspeitos de vender areia no lugar de minério são alvos de buscas da Polícia Federal no RS
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A Polícia Federal (PF) de Roraima cumpriu, hoje, oito mandados de busca e apreensão no Rio Grande do Sul. A ação investiga dois empresários gaúchos suspeitos de envolvimento em uma fraude na venda de minério para uma multinacional britânica.

Os investigados são os irmãos Diego Possebon e Matheus Possebon. Segundo a PF, Diego é o articulador principal e mentor do esquema. Matheus atua como empresário do ramo musical, o que deu origem ao nome da operação, batizada de "Disco de Ouro".

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O g1 tenta contato com os investigados.

A investigação aponta que os suspeitos vendiam o mineral cassiterita, conhecido como 'ouro negro', mas os carregamentos que saíam do Brasil continham pó de brita e areia. Há também a suspeita de que minério tenha sido extraído de forma ilegal da Terra Indígena Yanomami, no Norte do país.

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Os valores da fraude apresentam divergências na apuração. O esquema é citado na investigação como uma fraude de US$ 250 milhões, mas a apuração também aponta o valor de US$ 50 milhões na venda para a empresa britânica, além de classificar o caso como um golpe bilionário.

Em Porto Alegre, um dos mandados foi cumprido em uma casa na Avenida Carlos Gomes, em área nobre da cidade. Policiais federais deixaram a residência com documentos. A operação também apreendeu carros de luxo e cumpriu mandados de sequestro de bens e valores.

O foco desta fase da operação é a lavagem do dinheiro obtido com as ações investigadas na primeira etapa. A PF identificou a existência de um esquema de lavagem de capitais por meio de empresas, movimentações financeiras internacionais, operações conhecidas como "dólar-cabo", utilização de contas de terceiros e repasses a diversos beneficiários.

Os investigados vão responder pelos crimes de usurpação de bens da União, estelionato, falsidade ideológica, lavagem de capitais, organização criminosa e operação irregular de instituição financeira.

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