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EUA deve enviar ao Brasil proposta de negociação do tarifaço, diz equipe de Lula após reunião com representante de Trump

Os ministérios das Relações Exteriores (Itamaraty) e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) divulgaram uma nota nesta quarta-feira (30) na qual afirmam que o governo do presidente Donald Trump se deve encaminhar "nas próximas semanas" uma nova proposta de negociação acerca do tarifaço contra produtos brasileiros. A nota foi divulgada após os ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores) e

Por Redação Publicado em 30 de setembro de 2026 às 13:11 3 min de leitura

Conteúdo de G1 — ler no site de origem

Tarifaço: EUA devem enviar ao Brasil proposta de negociação, diz equipe de Lula após reunião com representante de Trump
Publicado originalmente por [fonte]

Os ministérios das Relações Exteriores (Itamaraty) e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) divulgaram uma nota nesta quarta-feira (30) na qual afirmam que o governo do presidente Donald Trump se deve encaminhar "nas próximas semanas" uma nova proposta de negociação acerca do tarifaço contra produtos brasileiros.

A nota foi divulgada após os ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores) e Márcio Elias Rosa (MDIC) terem se reunido em Milwaukee (EUA) com o representante comercial da Casa Branca, Jamieson Greer.

Mauro Vieira e Márcio Elias estão na cidade para participar da reunião ministerial de comércio do G20, grupo do qual Brasil e Estados Unidos fazem parte.

"O governo norte-americano deverá encaminhar, nas próximas semanas, um documento com uma proposta para o escopo dos trabalhos, contemplando questões tarifárias e não tarifárias. Também foi acordada a criação de um Grupo de Trabalho para discutir temas relacionados a um possível acordo", informou a nota.

Ao todo, o Brasil foi alvo de dois tarifaços anunciados pelo governo dos EUA:

de 25%: em razão do entendimento da Casa Branca de que o Brasil adota práticas desleais na economia em relação a empresários americanos em áreas como PIX, etanol e propriedade intelectual;

de 12,5%: diante do entendimento dos EUA de que dezenas de países, incluindo o Brasil, falharam ao coibir a importação de mercadorias de países onde há trabalho forçado.

Durante as negociações para tentar evitar o tarifaço, representantes do governo brasileiro disseram que os americanos desconsideraram os argumentos técnicos, levando o Brasil a considerar que as medidas tiveram caráter político, não comercial.

Nesse contexto, o Brasil abriu um pedido de consultas na Organização Mundial do Comércio (OMC), alegando que ao agir dessa maneira os EUA tratam o Brasil de maneira diferente dos demais parceiros comerciais.

Em resposta, os Estados Unidos informaram à OMC estarem à disposição do Brasil para discutir o tema, mas ainda não indicaram, segundo diplomatas brasileiros, qualquer sinal de reversão do tarifaço.

Na semana passada, representantes dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump se reuniram em Genebra, na sede da OMC, para negociar.

Com isso, abriu-se o prazo de 60 dias para que os dois países cheguem a um consenso. Se não houver acordo no prazo, uma das partes pode abrir um painel, ou seja, pedir que o tema vá a julgamento pela OMC.

O governo da China pediu formalmente à OMC para participar do processo, mas os EUA se manifestaram contra a abertura de espaço para os chineses.

Jamieson Greer e os ministros brasileiros Márcio Elias Rosa (MDIC) e Mauro Vieira (Itamaraty) durante reunião sobre tarifaço

Divulgação/Itamaraty

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