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Faculdade sem diploma? Gigante do Vale do Silício cria escola para desafiar universidades tradicionais

Empresa cria escola privada como alternativa à universidade. Freepik A Andreessen Horowitz (a16z), uma das principais gestoras de capital de risco do Vale do Silício, lançou uma escola privada que pretende oferecer uma alternativa à universidade tradicional. A iniciativa surge em um momento em que parte da elite do setor de tecnologia dos Estados Unidos questiona o valor do diploma universitário.

Por Redação Publicado em 10 de outubro de 2026 às 04:00 3 min de leitura

Conteúdo de G1 — ler no site de origem

Faculdade sem diploma? Gigante do Vale do Silício cria escola para desafiar universidades tradicionais
Publicado originalmente por [fonte]

Empresa cria escola privada como alternativa à universidade.

Freepik

A Andreessen Horowitz (a16z), uma das principais gestoras de capital de risco do Vale do Silício, lançou uma escola privada que pretende oferecer uma alternativa à universidade tradicional. A iniciativa surge em um momento em que parte da elite do setor de tecnologia dos Estados Unidos questiona o valor do diploma universitário.

A Horowitz Andreessen Academy (HAA) tem o apoio dos investidores Marc Andreessen e Ben Horowitz, fundadores da Andreessen Horowitz. A gestora investe principalmente em startups e empresas de tecnologia com alto potencial de crescimento, em troca de uma participação nesses negócios.

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“Acreditamos que esta pode ser uma instituição de elite, capaz de atrair os melhores talentos e preparar os estudantes para o futuro, em vez de permanecer presa ao passado”, escreveu no X Gagan Biyani, CEO da instituição.

A escola promete aos alunos palestras com executivos e empresários do setor de tecnologia, entre eles Jensen Huang, CEO da Nvidia; Satya Nadella, CEO da Microsoft; e Travis Kalanick, cofundador da Uber. O projeto recebeu US$ 42 milhões (R$ 214,9 milhões) em investimentos.

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Biyani explicou que o programa pretende substituir as aulas predominantemente teóricas por projetos independentes voltados aos negócios. Segundo ele, o modelo se aproxima mais do sistema tutorial da Universidade de Oxford ou do método Montessori do que de uma universidade convencional.

A academia, porém, não terá credenciamento oficial nem concederá diplomas aos alunos. Também não aceitará auxílio estudantil do governo federal americano nem garantirá emprego ou estágio remunerado, segundo a revista Fortune.

Vários nomes de destaque do setor de tecnologia abandonaram a faculdade antes de se formar, como Bill Gates, cofundador da Microsoft; Mark Zuckerberg, cofundador do Facebook; e Steve Jobs, cofundador da Apple. Essas trajetórias são frequentemente citadas no Vale do Silício como exemplos de que um diploma universitário não seria indispensável para criar uma empresa de sucesso.

As inscrições estão abertas para a primeira turma, que terá cerca de 50 alunos e início em setembro de 2027. O programa terá duração de um ano e será gratuito.

Se conseguir a aprovação dos órgãos reguladores, a academia pretende lançar, em 2028, uma versão paga com duração de dois anos e mensalidades comparáveis às de universidades privadas de elite dos Estados Unidos, segundo Biyani.

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