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quarta-feira, 7 de outubro de 2026
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Farmacêutica presa em operação contra tráfico de toneladas de cocaína trabalhava em hospital de Salvador

Uma das presas foi Malena Santos de Moura, farmacêutica que trabalha na farmácia do Hospital Irmã Dulce. Reprodução/Redes Sociais Uma farmacêutica foi presa ao chegar para trabalhar no Hospital Irmã Dulce, em Salvador, durante a Operação Leakage, deflagrada nesta quarta-feira (7) pela Polícia Civil da Bahia contra um grupo suspeito de transportar, armazenar e distribuir grandes quantidades de coca

Por Redação Publicado em 7 de outubro de 2026 às 09:56 4 min de leitura

Conteúdo de G1 — ler no site de origem

Farmacêutica presa em operação contra tráfico de toneladas de cocaína trabalhava em hospital de Salvador
Publicado originalmente por [fonte]

Uma das presas foi Malena Santos de Moura, farmacêutica que trabalha na farmácia do Hospital Irmã Dulce.

Reprodução/Redes Sociais

Uma farmacêutica foi presa ao chegar para trabalhar no Hospital Irmã Dulce, em Salvador, durante a Operação Leakage, deflagrada nesta quarta-feira (7) pela Polícia Civil da Bahia contra um grupo suspeito de transportar, armazenar e distribuir grandes quantidades de cocaína no estado.

A TV Bahia apurou que a presa é Malena Santos de Moura, que coordena a farmácia da unidade de saúde. Segundo as investigações, ela é uma das pessoas investigadas por guardar e vender drogas. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia

Ao todo, nove pessoas foram presas na operação. São elas:

Gabriela Costa de Oliveira: chefe local do grupo;

Luís Paulo do Sacramento Palma: articulador logístico;

Leonardo de Jesus Ribeiro dos Santos, conhecido como "Léo Gamboa": chefe local do grupo;

Lucas de Jesus Lima dos Santos, conhecido como "PZ": auxiliar de logística;

Luciano Santos da Silva: chefe local do grupo;

Adailton Souza dos Santos, conhecido como "Bob": controle de estoque;

Douglas Araújo de Oliveira, conhecido como "DG": gerente e negociador;

Malena Santos de Moura: guardava e vendia drogas;

Sérgio Bernardo de Oliveira Júnior (preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo): chefe local do grupo.

A ação cumpriu ainda 37 mandados de busca e apreensão em Salvador, Lauro de Freitas, Camaçari e Feira de Santana, além de Cascavel, no Paraná. Na capital baiana, os mandados foram cumpridos nos bairros de Stella Maris, Gamboa, Itapuã, Cidade Nova, São Caetano e Engenho de Brotas.

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Grupo movimentava toneladas de cocaína

De acordo com a Polícia Civil, o grupo investigado movimentava toneladas de cocaína por mês. A droga era comprada em grandes quantidades no Paraguai e levada para o Paraná. De lá, os carregamentos seguiam para Salvador e municípios do interior da Bahia.

Ainda segundo as investigações, os entorpecentes eram distribuídos para diferentes organizações criminosas.

Dois dos presos são apontados pela polícia como responsáveis pelo recebimento das drogas e pela distribuição dos carregamentos para diferentes pontos.

Imóveis e carros alugados

A investigação também revelou uma estratégia usada pelo grupo para dificultar o rastreamento da estrutura.

Segundo a polícia, os suspeitos alugavam dezenas de imóveis e veículos para utilizar temporariamente no esquema. Galpões eram usados para armazenar as drogas, enquanto os carros eram empregados no transporte dos carregamentos.

A utilização de casas e veículos alugados, de acordo com a investigação, dificultava a identificação dos locais e automóveis ligados ao grupo.

Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidas drogas sintéticas, armas, balanças de precisão, uma máquina de contar dinheiro, celulares e outros equipamentos eletrônicos.

Bloqueio de R$ 25 milhões

A Justiça também determinou o bloqueio de até R$ 25 milhões em bens dos investigados. Onze veículos relacionados ao grupo foram bloqueados.

Além do tráfico de drogas, a Polícia Civil identificou indícios de envolvimento de integrantes da organização com o comércio ilegal de armas de fogo.

As investigações continuam para esclarecer a participação de cada suspeito e identificar outras pessoas que possam fazer parte da rede.

A Operação Leakage é conduzida pelo Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), por meio da 3ª Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (3ª DTE/BTS), com apoio de outros departamentos da Polícia Civil da Bahia e de equipes das polícias Civil e Militar do Paraná.

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