Fumaça de incêndio em área com lixão de Manaus pode causar tontura e dor de cabeça; químico orienta quando procurar atendimento
Incêndio em vegetação continua pela manhã em Manaus A fumaça provocada pelo incêndio em uma área de descarte de resíduos no Distrito Industrial 2, na Zona Leste de Manaus, pode causar diferentes reações à saúde devido à queima de materiais diversos. O alerta foi feito nesta quarta-feira (7) pelo químico Armando Andrade, especialista da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semm
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Incêndio em vegetação continua pela manhã em Manaus
A fumaça provocada pelo incêndio em uma área de descarte de resíduos no Distrito Industrial 2, na Zona Leste de Manaus, pode causar diferentes reações à saúde devido à queima de materiais diversos. O alerta foi feito nesta quarta-feira (7) pelo químico Armando Andrade, especialista da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), que orientou moradores a procurar atendimento médico ao apresentar sintomas como tontura e dor de cabeça.
O incêndio começou por volta das 15h de terça-feira (6), em um terreno na Avenida dos Oitis. O fogo já dura quase 20 horas e já atingiu mais de 15 mil metros quadrados. Segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), o trabalho para controlar totalmente as chamas pode levar entre 24 e 48 horas.
Segundo o especialista, a queima de materiais como plásticos e solventes pode liberar diferentes gases na atmosfera. Por isso, os efeitos podem variar de acordo com o tipo de substância inalada e com a exposição de cada pessoa.
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"Por ser um lixão que tem vários materiais, desde plásticos a solventes, pode produzir diferentes gases. E esses diferentes gases podem gerar diferentes situações em cada cidadão", explicou Armando Andrade.
O químico orientou que moradores das áreas atingidas procurem uma unidade de saúde ao perceber os primeiros sinais de mal-estar.
"Nossa ideia é orientar vizinhança, as pessoas, para que no caso em que elas venham sentir algum sintoma de desmaio, tontura, dores de cabeça, procurem imediatamente a rede municipal ou estadual de saúde para verificar qualquer problema que esteja ocorrendo nos pulmões", destacou. Material não autorizado
Andrade também afirmou que a intensidade do incêndio indica a possibilidade de terem sido descartados no local materiais diferentes dos previstos na licença ambiental.
Segundo ele, a autorização para o depósito é de responsabilidade do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) e permite apenas o recebimento de resíduos sólidos não combustíveis.
"Como é um material combustível que está queimando aqui, possivelmente jogaram material diferente [do autorizado], com certeza. Porque o material que era autorizado a despejar aí era apenas resíduos sólidos não combustíveis, ou seja, materiais inertes", pontuou o químico da Semmas.
A Semmas informou que acompanha o caso. Se forem identificados danos à população vizinha ou outras irregularidades, o município poderá adotar medidas administrativas e aplicar sanções.
Fiscalização Ipaam
A situação também é investigada pelos órgãos ambientais. Segundo a fiscal e analista ambiental do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), Maria do Carmo, como ainda há focos de incêndio, calor intenso e risco de explosões, os fiscais não conseguiram entrar no depósito.
Um drone está sendo usado para verificar a área e avaliar os possíveis danos.
"Nós não temos condições de acessar a área por conta do risco, ainda tem muita coisa pegando fogo. Por isso estamos verificando com o drone e vamos analisar para decidir os procedimentos administrativos", concluiu a fiscal.
Caso a perícia e as análises técnicas confirmem que houve descumprimento da licença, o empreendimento poderá ser autuado e multado pelos danos ambientais.
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Lucas Macedo/g1 AM
Combate ao incêndio
O incêndio começou na tarde de terça-feira (6), em uma área de descarte irregular de resíduos no Distrito Industrial 2. O Corpo de Bombeiros informou que o fogo está confinado e não oferece risco de avanço para áreas próximas.
Até a manhã desta quarta-feira (7), mais de 150 mil litros de água haviam sido usados no combate, que conta com 16 bombeiros, quatro viaturas, brigadistas e apoio de empresas da região.
Por causa da fumaça intensa e do calor provocado pelo incêndio, funcionários de empresas próximas foram orientados a deixar temporariamente os locais de trabalho.
Incêndio em vegetação continua pela manhã após se intensificar durante a noite em Manaus
Foto: William Duarte/Rede Amazônica