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Grupo retirava rastreadores de caminhões e deixava em posto para encobrir desvio de fertilizantes em MG

Fertilizante falsificado Polícia Civil de Minas Gerais/Divulgação A Polícia Civil de Minas Gerais indiciou dez pessoas suspeitas de integrar uma organização criminosa que, segundo as investigações, adulterava e desviava cargas de fertilizantes no Triângulo Mineiro. Em julho de 2026, uma apreensão foi feita em Araguari. Para esconder o desvio dos caminhões, o grupo retirava os rastreadores dos veíc

Por Redação Publicado em 8 de outubro de 2026 às 17:36 3 min de leitura

Conteúdo de G1 — ler no site de origem

Grupo retirava rastreadores de caminhões e deixava em posto para encobrir desvio de fertilizantes em MG
Publicado originalmente por [fonte]

Fertilizante falsificado

Polícia Civil de Minas Gerais/Divulgação

A Polícia Civil de Minas Gerais indiciou dez pessoas suspeitas de integrar uma organização criminosa que, segundo as investigações, adulterava e desviava cargas de fertilizantes no Triângulo Mineiro. Em julho de 2026, uma apreensão foi feita em Araguari. Para esconder o desvio dos caminhões, o grupo retirava os rastreadores dos veículos e deixava os equipamentos em um posto de combustíveis, fazendo com que o sistema indicasse que as cargas permaneciam no local.

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A investigação aponta que o esquema causou prejuízo superior a R$ 1,5 milhão a fabricantes e transportadoras do setor agrícola. O centro da operação funcionava em um galpão às margens da MG-414, em Araguari.

Segundo a Polícia Civil, caminhões carregados com fertilizantes puros desviavam das rotas previstas e seguiam para o imóvel. Antes disso, os motoristas envolvidos no esquema desacoplavam os rastreadores dos veículos.

Quase 100 toneladas de fertilizantes são apreendidas por suspeita de adulteração

Os equipamentos eram entregues a outro integrante do grupo, que permanecia em um posto de combustíveis. Dessa forma, as empresas de gerenciamento de risco e as seguradoras recebiam a informação de que os caminhões continuavam parados no posto, enquanto, na verdade, estavam no galpão.

Como funcionava a adulteração

No galpão, parte do fertilizante puro era retirada das cargas. O restante era misturado a insumos de menor valor, com a ajuda de máquinas como pá carregadeira e empilhadeira.

Depois, o produto era colocado novamente nos bags, que tinham os lacres violados, e seguia para o destino previsto. Já a parte do fertilizante puro retirada das cargas era, segundo a investigação, vendida separadamente pelo grupo.

A Polícia Civil identificou uma divisão de tarefas entre os investigados. Havia pessoas responsáveis pelo financiamento e pela locação do imóvel, além de motoristas e integrantes que atuavam na manipulação e no transporte dos produtos.

Mais de 125 toneladas apreendidas

Em 9 de julho, durante a ação que localizou o galpão, foram apreendidas mais de 125 toneladas de fertilizantes e insumos.

Também foram apreendidos uma pá carregadeira avaliada em R$ 330 mil, uma empilhadeira estimada em R$ 75 mil e um caminhão avaliado em aproximadamente R$ 420 mil.

Ao fim da investigação, os dez suspeitos foram indiciados pelos crimes de adulteração de produtos destinados ao consumo ou à agricultura, organização criminosa e falsidade ideológica.

O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário. A eventual responsabilização criminal ainda depende da análise do Ministério Público e das decisões da Justiça.

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