Homem que matou companheira a facadas após discussão por vídeos nas redes sociais é condenado a mais de 36 anos no Paraná
Mulher foi morta porque marido se incomodou com vídeos nas redes sociais Reprodução/ Redes sociais Lenoir Damas foi condenado a 36 anos e oito meses de prisão por matar a companheira, Ivete Alves de Oliveira, de 43 anos, a facadas em Nova Prata do Iguaçu, no sudoeste do Paraná. Segundo o Ministério Público do Paraná (MPPR), o crime aconteceu após uma discussão e o homem estava “inconformado” com v
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Mulher foi morta porque marido se incomodou com vídeos nas redes sociais
Reprodução/ Redes sociais
Lenoir Damas foi condenado a 36 anos e oito meses de prisão por matar a companheira, Ivete Alves de Oliveira, de 43 anos, a facadas em Nova Prata do Iguaçu, no sudoeste do Paraná. Segundo o Ministério Público do Paraná (MPPR), o crime aconteceu após uma discussão e o homem estava “inconformado” com vídeos que a vítima publicava no TikTok.
O g1 tenta localizar a defesa de Lenoir Damas.
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O julgamento foi realizado na sexta-feira (2), no Tribunal do Júri de Salto do Lontra. O feminicídio aconteceu em 16 de maio de 2025, dentro da casa onde o casal morava.
De acordo com a denúncia, Lenoir agiu motivado por sentimento de posse e controle em relação à companheira. A filha de seis anos de Ivete estava no local no momento em que a mãe foi atacada.
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Os jurados reconheceram o feminicídio e três circunstâncias que aumentaram a pena, o crime ter sido cometido na presença de uma descendente da vítima, o emprego de meio cruel e o uso de um recurso que dificultou a defesa de Ivete.
“Infelizmente, este caso reflete uma dura realidade. De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado neste ano, em 2025, 1.568 mulheres foram vítimas de feminicídio no Brasil, um aumento de 4,7% em comparação com o ano de 2024. E, em 80% dos casos, o crime foi praticado pelos atuais parceiros ou ex-companheiros das vítimas”, disse o promotor de justiça Leonardo Penna Guedes Amin.
Após matar a companheira, segundo o Ministério Público, Lenoir levou a criança para a casa do avô paterno. Depois, foi até a residência da irmã de Ivete, contou o que havia acontecido e se entregou à Polícia Militar.
Lenoir também foi condenado por posse ilegal de munições de uso permitido. Após o crime, seis munições calibre.38 foram encontradas no guarda-roupa dele.
Durante a abordagem, os policiais encontraram com ele um canivete que também apresentava manchas de sangue. O objeto foi apreendido.
A partir das informações recebidas, uma equipe foi até a casa de veraneio indicada, onde encontrou a vítima morta. Segundo a polícia, ela tinha ferimentos provocados por arma branca.
O local foi isolado para o trabalho da Polícia Científica. O corpo foi recolhido para exames.
O homem foi encaminhado à 12ª Central Regional de Flagrantes, em Pato Branco. Depois, foi levado ao sistema penitenciário.
Andrieli era secretária de Assistência Social de São João. A prefeitura publicou uma nota lamentando a morte de Andrieli.
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) informou que investiga a motivação do crime e outras circunstâncias do caso.
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