Incêndio de grandes proporções ameaça comunidades e mobiliza moradores em Arapixuna, na zona rural de Santarém
Focos de queimadas avançam para várias comunidades do interior Reprodução redes sociais Um incêndio florestal de grandes proporções atinge áreas de vegetação na região de Arapixuna, na zona rural de Santarém, no oeste do Pará, e ameaça diversas comunidades próximas. As chamas começaram no fim da tarde de terça-feira (13), em uma área conhecida como Campo da Natureza, nas proximidades da comunidade
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Focos de queimadas avançam para várias comunidades do interior
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Um incêndio florestal de grandes proporções atinge áreas de vegetação na região de Arapixuna, na zona rural de Santarém, no oeste do Pará, e ameaça diversas comunidades próximas. As chamas começaram no fim da tarde de terça-feira (13), em uma área conhecida como Campo da Natureza, nas proximidades da comunidade Membeca, e continuam avançando.
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A fumaça intensa se espalha por localidades vizinhas, provocando dificuldades respiratórias em moradores, além de colocar em risco animais silvestres, plantações e áreas de floresta nativa.
Na região do Arapixuna, residem cerca de 4 mil pessoas, distribuídas em 15 comunidades. Diante da gravidade da situação, moradores pedem socorro às autoridades e se mobilizam em mutirões voluntários para tentar conter o fogo.
Fumaça causa falta de ar e mata animais silvestres
Ao g1, a enfermeira Luana Costa, que atende a região e mora em Guajará, relatou que a vegetação rasteira é a mais afetada neste primeiro momento, mas há um temor real de que o incêndio alcance áreas residenciais das comunidades de São José, Auarí e Maicá.
“O fogo é tão alto que consegue ser visto até no Arapixuna, que é a comunidade mais longe de onde as chamas começaram”, afirmou a enfermeira.
Luana alertou para os impactos imediatos na saúde da população, que já apresenta sintomas como falta de ar e tosse seca, especialmente crianças e idosos. Ela também relatou que animais silvestres estão morrendo queimados por não conseguirem escapar da velocidade do fogo, que é impulsionado pelo tempo seco e ventos fortes.
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Mutirão de moradores com baldes e enxadas
Diante do avanço das chamas, moradores de diferentes comunidades organizaram frentes de trabalho voluntárias para tentar criar barreiras contra o fogo no Campo da Natureza. Eles utilizam ferramentas básicas como baldes, enxadas, pás e terçados.
Fogo tem causado uma série de prejuízos aos moradores
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O presidente da Associação dos Moradores do Arapixuna, Anderson José Garcia Farias, gravou um vídeo cobrando apoio urgente dos órgãos competentes.
“Estamos vivendo um momento difícil, onde pessoas que não amam a natureza estão ateando fogo nas áreas de nossas matas. O incêndio ameaça casas, animais e plantações, além de provocar grandes prejuízos ambientais”, declarou Anderson.
Os agricultores locais temem perder plantações inteiras que foram cultivadas ao longo de meses de trabalho e que servem para o sustento das famílias de Membeca, Aninduba, Amari, Lago Central e Guajará.
A Defesa Civil do município e uma equipe do Corpo de Bombeiros seguiram para a região de Arapixuna para reforçar o combate ao fogo. De acordo com os bombeiros, militares já atuam na área por meio da Operação Fênix, que combate incêndios florestais no oeste do estado durante o período de estiagem.
A orientação das autoridades é para que a população evite o uso do fogo para limpeza de terrenos, quintais e roças, uma vez que as queimadas podem sair do controle rapidamente com os ventos fortes desta época do ano.
O g1 solicitou um posicionamento da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) de Santarém sobre o incêndio e as medidas de fiscalização e combate adotadas. Até a última atualização desta reportagem, o órgão não havia enviado resposta.