Irã acusa EUA de 'propagar desinformação' ao negarem vistos a jornalistas para reunião da ONU
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, criticou nesta segunda-feira (21) a decisão dos Estados Unidos de não emitir vistos para jornalistas e integrantes da equipe de imprensa iraniana que acompanhariam a delegação do país na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Em uma publicação na rede social X, Baghaei afirmou que a medida seria uma tentati
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O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, criticou nesta segunda-feira (21) a decisão dos Estados Unidos de não emitir vistos para jornalistas e integrantes da equipe de imprensa iraniana que acompanhariam a delegação do país na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).
Em uma publicação na rede social X, Baghaei afirmou que a medida seria uma tentativa de impedir o acesso a informações.
“Quando um governo impede até mesmo o acesso da imprensa de seu próprio país às informações e, ao mesmo tempo, fecha o caminho para jornalistas estrangeiros, incluindo a equipe de imprensa do presidente do Irã — cuja voz não quer que seja ouvida —, isso não é gestão de acesso. É uma tentativa de esconder a verdade e dar continuidade a uma campanha de desinformação por meio da violação do direito de acesso à informação", disse.
O porta-voz também fez uma referência à Guerra Fria. Segundo ele, os Estados Unidos, que já se orgulharam de contribuir para derrubar a chamada “Cortina de Ferro”, agora estariam vivendo sob uma, dentro de suas próprias fronteiras.
▶️ A Cortina de Ferro foi a expressão usada para descrever a divisão política, militar e ideológica que separou a Europa Ocidental dos países do Leste Europeu sob influência da União Soviética durante a Guerra Fria. O termo ficou conhecido após um discurso do ex-primeiro-ministro britânico Winston Churchill, em 1946, e passou a simbolizar a divisão entre os dois blocos.