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Lista de meninas ‘mais estupráveis’ e máscaras com imagens de Bruno e Daniel Alves: o que se sabe sobre denúncia em escola na Bahia

Polícia apura relatos de apologia ao estupro contra alunas A denúncia de que estudantes do Colégio Anísio Teixeira, em Feira de Santana, a cerca de 100 km de Salvador, teriam elaborado uma lista com nomes de meninas classificadas como “mais estupráveis” provocou protestos e preocupação entre alunos e familiares. Quatro estudantes foram suspensos enquanto os fatos são apurados, e a Polícia Civil in

Por Redação Publicado em 11 de outubro de 2026 às 12:26 7 min de leitura

Conteúdo de G1 — ler no site de origem

Lista de meninas ‘mais estupráveis’ e máscaras com imagens de Bruno e Daniel Alves: o que se sabe sobre denúncia em escola na Bahia
Publicado originalmente por [fonte]

Polícia apura relatos de apologia ao estupro contra alunas

A denúncia de que estudantes do Colégio Anísio Teixeira, em Feira de Santana, a cerca de 100 km de Salvador, teriam elaborado uma lista com nomes de meninas classificadas como “mais estupráveis” provocou protestos e preocupação entre alunos e familiares. Quatro estudantes foram suspensos enquanto os fatos são apurados, e a Polícia Civil instaurou um procedimento para investigar o caso.

A denúncia ganhou repercussão nas redes sociais na quinta-feira (8). Segundo uma publicação feita por uma pessoa que se identificou como estudante da instituição, o episódio teria ocorrido durante um trote escolar, no qual alunos usaram máscaras com imagens de homens envolvidos em casos de violência contra mulheres, como o ex-goleiro Bruno e o ex-jogador Daniel Alves.

‘Isso soa como um aviso’, diz mãe de aluna após denúncia de lista de meninas ‘mais estupráveis’ em escola na Bahia

Ainda conforme o relato, os estudantes teriam feito comentários sobre violência sexual e, no mesmo dia, teria sido descoberta uma lista com nomes de meninas de diferentes turmas. O documento teria sido exposto na parede de uma sala de aula.

O colégio nega a existência da lista e afirma que adota medidas pedagógicas diante das situações relatadas. A Polícia Civil ouve pessoas para esclarecer os fatos.

Apesar da repercussão, pontos importantes ainda não foram esclarecidos oficialmente, como a existência do documento, quem teria participado de sua elaboração e o que aconteceu durante o suposto trote.

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Lista teria sido elaborada por estudantes do 3° ano do Ensino Médio e exposta na parede de uma sala de aula

Reprodução/Redes Sociais

Veja abaixo o que se sabe e o que falta esclarecer sobre o caso.

O que se sabe sobre a denúncia?

Uma pessoa que se identificou como estudante do colégio publicou um relato nas redes sociais afirmando que o episódio teria ocorrido durante um trote escolar.

Segundo a publicação, cinco alunos teriam participado da atividade usando máscaras com imagens de homens envolvidos em casos de violência contra mulheres, entre eles o ex-goleiro Bruno, condenado pelo homicídio de Eliza Samudio, e o ex-jogador Daniel Alves, condenado por estupro na Espanha, mas posteriormente absolvido pela Justiça espanhola.

Ainda conforme o relato, os estudantes teriam feito comentários, em tom de brincadeira, de que mulheres deveriam ser estupradas antes de serem assassinadas.

A publicação também afirma que, no mesmo dia, teria sido descoberta uma lista elaborada por alunos do 9º ano, com nomes de meninas de diferentes turmas. As estudantes teriam sido classificadas como “mais estupráveis”, e o documento teria sido exposto na parede de uma sala de aula.

As informações fazem parte da denúncia divulgada na internet e ainda são alvo de apuração.

Quatro alunos foram suspensos

De acordo com apuração da TV Subaé, afiliada da Rede Bahia na região, quatro estudantes foram suspensos das aulas enquanto os fatos são investigados. Os responsáveis pelos adolescentes também foram convocados pela direção do colégio.

Em nota, a instituição informou que está adotando medidas pedagógicas e afirmou que acompanha as situações relatadas. A escola também disse que as alunas mencionadas na denúncia receberão acompanhamento psicológico e que pretende promover campanhas de conscientização sobre a violência contra mulheres.

A direção, no entanto, nega a existência da lista e afirma que, por envolver menores de idade, o caso é tratado com cautela para preservar a identidade e a privacidade dos estudantes.

O que a Polícia Civil investiga?

A Delegacia para o Adolescente Infrator (DAI), em Feira de Santana, instaurou um procedimento para apurar uma suposta ocorrência de apologia e incitação ao crime contra estudantes da instituição de ensino.

Segundo a Polícia Civil, diligências e oitivas são realizadas para esclarecer os fatos.

A investigação busca reunir informações sobre as situações denunciadas e esclarecer as circunstâncias em que os episódios teriam ocorrido.

O que falta esclarecer?

Até as informações divulgadas pelas autoridades e pela instituição de ensino, ainda há questões sem confirmação oficial:

A lista realmente existiu? A denúncia afirma que o documento foi elaborado e exposto em uma sala de aula, mas o colégio nega sua existência.

Quem teria elaborado o documento? A publicação atribui a lista a alunos do 9º ano, mas não há confirmação oficial sobre os responsáveis.

Quantas meninas teriam sido mencionadas? Não há informação confirmada sobre o número de estudantes que apareceriam na suposta relação.

O que aconteceu durante o trote? O relato nas redes sociais menciona alunos usando máscaras e fazendo comentários sobre violência sexual, mas as circunstâncias ainda precisam ser esclarecidas pela investigação.

Qual foi a participação de cada estudante? Quatro alunos foram suspensos, mas não foram divulgados detalhes oficiais sobre a conduta atribuída individualmente a cada um.

Quais serão as próximas medidas? A escola informou que adota medidas pedagógicas, enquanto a Polícia Civil realiza diligências e ouve pessoas para esclarecer o caso.

‘Isso soa como um aviso’

Mãe de aluna denuncia falta de esclarecimentos de escola na BA após denúncia sobre lista de meninas 'mais estupráveis'

Reprodução/TV Subaé

No sábado (10), Joelma Nascimento, mãe de uma aluna do colégio, afirmou estar preocupada com a segurança dos estudantes e criticou a falta de esclarecimentos às famílias.

Ela contou à TV Subaé que soube do caso após a divulgação de uma nota da escola. Ao conversar com a filha, descobriu que um dos estudantes envolvidos nas denúncias seria colega de turma da adolescente.

“Até o momento a escola não se pronunciou com nenhum pai. A gente não sabe direito o que aconteceu, só mesmo o burburinho, né, que o pessoal está comentando”, afirmou.

A mãe também cobrou providências da direção e maior participação dos responsáveis pelos estudantes envolvidos na apuração.

“Isso aí soa como um aviso, né? Eles estão avisando o que eles são capazes de fazer”, disse.

O que diz o colégio?

Em nota, o Colégio Anísio Teixeira afirmou que acompanha as situações relatadas e adota medidas pedagógicas respaldadas pela legislação, respeitando o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e os direitos dos envolvidos.

A instituição reafirmou o compromisso com um ambiente escolar seguro e respeitoso, livre de violência, discriminação e constrangimento.

A direção também afirmou que a divulgação de informações é limitada pela necessidade de preservar a privacidade dos estudantes envolvidos.

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