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Miriam Leitão: segundo turno precisa de mais confronto de ideias

Miriam: Flávio e Lula precisam ir a debates O primeiro turno da eleição presidencial terminou com a definição de dois candidatos para a disputa final. Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) agora terão uma nova etapa de campanha pela frente, com a necessidade de ampliar o diálogo com os eleitores e apresentar propostas para o país. No Bom Dia Brasil desta segunda-feira (5), a comentarista Miriam Leitão

Por Redação Publicado em 5 de outubro de 2026 às 11:09 3 min de leitura

Conteúdo de G1 — ler no site de origem

Miriam Leitão: segundo turno precisa de mais confronto de ideias
Publicado originalmente por [fonte]

Miriam: Flávio e Lula precisam ir a debates

O primeiro turno da eleição presidencial terminou com a definição de dois candidatos para a disputa final. Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) agora terão uma nova etapa de campanha pela frente, com a necessidade de ampliar o diálogo com os eleitores e apresentar propostas para o país.

No Bom Dia Brasil desta segunda-feira (5), a comentarista Miriam Leitão avaliou que os dois candidatos precisam participar de debates e promover um confronto mais claro de ideias no segundo turno.

Segundo Miriam, faltou, ao longo do primeiro turno, um embate mais aprofundado entre os candidatos sobre propostas e os principais problemas do país.

"O que se espera é que tenha campanha, ou seja, que tenha debate. E, quando eu falo em debate, não estou falando apenas de um evento. Ao longo da campanha, não houve um embate de ideias."

Para Miriam, Lula precisa apresentar de forma mais clara quais serão suas propostas para os problemas enfrentados pelo governo, incluindo a situação fiscal e as contas públicas.

Ao mesmo tempo, ela avalia que Flávio Bolsonaro também precisa ser mais questionado sobre suas propostas e posições. Na avaliação da comentarista, o candidato não precisou, durante o primeiro turno, explicar de maneira mais detalhada como pretende governar e responder a questões relacionadas à democracia e a outros temas de sua campanha.

"Ele não precisou mostrar nada e não precisou se explicar sobre coisa nenhuma", afirmou Miriam.

Ela citou como exemplo o discurso de Flávio Bolsonaro após o resultado do primeiro turno, quando o candidato atribuiu ao governo atual a responsabilidade pelo recorde de feminicídios. Para Miriam, declarações como essa precisam ser confrontadas durante a campanha.

Para a comentarista, portanto, o segundo turno deve ser marcado por uma campanha mais efetiva dos dois candidatos — tanto nos debates quanto nas ruas.

"Flávio Bolsonaro e o presidente Lula têm que fazer campanha. Lula ficou muito no salto alto, como disse a Sadi, e ele tem que fazer campanha, tem que ir para a rua e tentar convencer o eleitor."

Miriam avalia ainda que os dois candidatos precisarão disputar especialmente os eleitores que não se sentiram representados pelas opções do primeiro turno e não foram votar.

"É preciso tentar convencer principalmente o eleitor que não foi votar porque não se sentia representado por nenhuma das duas forças políticas."

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