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terça-feira, 13 de outubro de 2026
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Moraes nega pedido de Mauro Cid pra palestrar em congresso sobre medicina militar em Abu Dhabi

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes negou um pedido da defesa de Mauro Cid para que ele pudesse viajar a Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. A defesa do ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro havia solicitado autorização para que ele participasse como palestrante no 46th World Congress on Military Medicine (ICMM 2026), evento previsto para ocorrer entre os dias 8 e

Por Redação Publicado em 13 de outubro de 2026 às 12:20 2 min de leitura

Conteúdo de G1 — ler no site de origem

Moraes nega pedido de Mauro Cid para palestrar em congresso sobre medicina militar em Abu Dhabi
Publicado originalmente por [fonte]

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes negou um pedido da defesa de Mauro Cid para que ele pudesse viajar a Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. A defesa do ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro havia solicitado autorização para que ele participasse como palestrante no 46th World Congress on Military Medicine (ICMM 2026), evento previsto para ocorrer entre os dias 8 e 14 de novembro de 2026. Na decisão, Moraes destacou que a autorização para a realização de viagem internacional é totalmente incompatível com as condições fixadas para o cumprimento da pena do sentenciado. Entre as medidas cautelares e obrigações impostas, estão: a vedação de saída do território nacional; e

o cancelamento dos passaportes emitidos em nome de Mauro Cid. O magistrado ressaltou que tais restrições funcionam como mecanismos essenciais de controle e fiscalização da execução penal, cuja observância é indispensável. Segundo o ministro, o fato de a viagem envolver uma atividade acadêmica ou profissional no exterior não afasta as punições nem justifica a flexibilização das regras, cabendo ao condenado adequar seu cotidiano às medidas estabelecidas pela Justiça. Quem é Mauro Cid?

Mauro César Barbosa Cid é tenente-coronel do Exército e ganhou notoriedade nacional ao atuar como ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro durante o governo. Ele se tornou uma das figuras centrais nas investigações conduzidas pelo STF sobre a articulação e os atos voltados a uma tentativa de golpe de Estado no Brasil. Após ser alvo de investigações e prisões preventivas, Cid firmou um acordo de colaboração premiada com a Polícia Federal, cujos depoimentos foram utilizados pela Procuradoria-Geral da República para formular denúncias contra Jair Bolsonaro e aliados. No processo da trama golpista, Mauro Cid foi condenado a 2 anos de reclusão em regime inicial aberto.

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