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'Não nos amedronta’, diz arcebispo de Aparecida sobre risco de Nossa Senhora Aparecida perder título de Padroeira do Brasil

'Não nos amedronta’, diz arcebispo de Aparecida sobre risco de Nossa Senhora Aparecida perder título de Padroeira do Brasil Patrick Cesar/g1 O arcebispo de Aparecida, dom Mário Antônio da Silva, afirmou nesta segunda-feira (12) que não teme que Nossa Senhora Aparecida perca o título de Padroeira do Brasil em meio à polêmica eleitoral envolvendo o nome da santa e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Du

Por Redação Publicado em 12 de outubro de 2026 às 12:37 5 min de leitura

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'Não nos amedronta’, diz arcebispo de Aparecida sobre risco de Nossa Senhora Aparecida perder título de Padroeira do Brasil
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'Não nos amedronta’, diz arcebispo de Aparecida sobre risco de Nossa Senhora Aparecida perder título de Padroeira do Brasil

Patrick Cesar/g1

O arcebispo de Aparecida, dom Mário Antônio da Silva, afirmou nesta segunda-feira (12) que não teme que Nossa Senhora Aparecida perca o título de Padroeira do Brasil em meio à polêmica eleitoral envolvendo o nome da santa e o senador Flávio Bolsonaro (PL).

Durante uma coletiva de imprensa no Santuário Nacional, em Aparecida (SP), por volta das 11h, o religioso foi questionado sobre a possibilidade de mudanças no título em um eventual governo de Flávio Bolsonaro, diante de manifestações contrárias à designação por parte de algumas lideranças evangélicas. Flávio nega qualquer projeto nesse sentido.

“Não tenho nenhum temor de que Maria deixará de ter a importância que tem na vida do povo brasileiro”, afirmou.

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Na resposta, dom Mário reconheceu que existem movimentações políticas favoráveis e contrárias ao título, mas disse que isso não deve assustar a Igreja.

Homilia de Dom Mário, arcebispo de Aparecida, prega paz e critica indiferença

“Mas isso não nos aterroriza, não nos amedronta, porque o que é que nos cabe? Preservar e cultivar na piedade popular, com respeito ao nosso povo, essa devoção tão secular”, declarou.

O arcebispo também afirmou que, neste momento, não cabe à Igreja fazer projeções sobre possíveis cenários políticos após o segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro.

“Eu creio que, no momento, não cabe a nós fazer cenários que nos assustem ou que destituam aquilo que estamos vivenciando hoje com muita alegria”, disse.

Durante a coletiva, dom Mário lembrou que o título de Padroeira do Brasil foi concedido a Nossa Senhora Aparecida pelo papa em 1930 e proclamado oficialmente no país em 31 de maio daquele ano, no Rio de Janeiro, então capital federal.

O religioso afirmou que a devoção à santa deve continuar sendo preservada, independentemente das disputas políticas. Ele também defendeu o diálogo para que a Igreja contribua com a convivência entre diferentes crenças e com a construção da paz no país.

“Vamos continuar acolhendo a todos, vamos continuar, se necessário, da parte do Santuário e também da parte do nosso episcopado, dialogando para que o melhor aconteça, não só para a vida e a fé de católicos, mas da paz e da justiça em todo o nosso Brasil”, afirmou.

Mais cedo, durante a missa solene do Dia de Nossa Senhora Aparecida, dom Mário Antônio da Silva fez um apelo contra a indiferença diante da fome, da pobreza, da violência, das guerras e do sofrimento de crianças, jovens e idosos. Na homilia, o arcebispo também defendeu a construção da paz e criticou divisões e confrontos, afirmando que o Evangelho não autoriza o ódio contra quem pensa diferente. Ao citar o papa Leão XIV, destacou a necessidade de uma “paz desarmada e desarmante” e afirmou que os cristãos devem construir pontes, em vez de muros.

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Foto 1: Ricardo Stuckert / PR | Foto 2: Thiago Leon/A12 | Foto 3: Vittor Sales

Polêmica eleitoral

Nos últimos dias, Nossa Senhora Aparecida passou a ser citada no debate eleitoral após a circulação de informações falsas sobre uma suposta intenção de Flávio Bolsonaro de retirar da santa o título de Padroeira do Brasil. O senador negou a intenção de fazer essa mudança.

A discussão também envolve críticas de algumas lideranças evangélicas ao título atribuído à santa, que é venerada por católicos de todo o país.

Questionado sobre o tema, o arcebispo evitou fazer previsões sobre possíveis mudanças após as eleições e reforçou que a prioridade da Igreja deve ser manter a devoção popular.

Dom Mário também falou sobre a emoção de participar da celebração de 12 de outubro como arcebispo de Aparecida. Ele destacou a alegria dos fiéis e afirmou que a festa da Padroeira não se limita ao dia da celebração, mas se prolonga durante todo o ano.

O religioso disse que pretende se inspirar nas virtudes atribuídas a Maria, como humildade, ternura, paciência, perdão e misericórdia.

“A festa de Nossa Senhora Aparecida não termina hoje. Ela continua, ela se expande, se prolonga, digamos assim, o ano inteiro”, afirmou.

Ao comentar a possibilidade de mudanças no cenário político, dom Mário reforçou que a Igreja continuará acolhendo os fiéis e trabalhando para preservar a devoção à Padroeira do Brasil.

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