'Nenhuma ligação com organização criminosa', diz ex-secretário do Procon de João Pessoa após ser alvo de operação da PF
Ex-secretário do Procon de João Pessoa nega envolvimento com organização criminosa após ser alvo da operação da PF Reprodução/Redes Sociais O ex-secretário de Proteção e Defesa do Consumidor de João Pessoa, Júnior Pires, negou qualquer ligação ou envolvimento com organização criminosa, após ser alvo da Operação Zona de Influência, deflagrada pela Polícia Federal para investigar uma suposta negocia
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Ex-secretário do Procon de João Pessoa nega envolvimento com organização criminosa após ser alvo da operação da PF
Reprodução/Redes Sociais
O ex-secretário de Proteção e Defesa do Consumidor de João Pessoa, Júnior Pires, negou qualquer ligação ou envolvimento com organização criminosa, após ser alvo da Operação Zona de Influência, deflagrada pela Polícia Federal para investigar uma suposta negociação de apoio político-eleitoral com uma facção criminosa na Paraíba. Ele se pronunciou sobre exoneração do cargo em vídeo publicado nas redes sociais nesta terça-feira (13).
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Ainda em vídeo, Júnior Pires afirmou que todos os valores apreendidos são compatíveis com a renda dele. A Polícia Federal apreendeu R$ 220 mil em espécie, além do celular o ex-secretário e de outro investigado. "Parte dos valores foram declarados em 2025 na Receita Federal e outra parte são decorrentes de vendas de alguns bens que eu precisei realizar devido ao meu divórcio. Uma separação, a qual eu estou, há seis meses, resolvendo com a minha ex-esposa, mãe do meu filho", disse.
Durante operação na PB, Polícia Federal apreendeu R$ 220 mil na casa de um dos investigados.
Divulgação/Polícia Federal
Após a operação, os advogados de Júnior Pires já haviam negado o envolvimento com organizações criminosas ou participação em eventual negociação de apoio político com facções. Eles também informaram que o ex-secretário deixou o cargo para se dedicar à própria defesa e ao esclarecimento dos fatos investigados.
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Júnior Pires foi afastado por decisão da Justiça Eleitoral
Antes do pedido de exoneração, a Justiça Eleitoral havia determinado o afastamento cautelar de Júnior Pires das funções pelo período de 90 dias.
A decisão ocorreu no âmbito das investigações da Operação Zona de Influência, que apura uma suposta negociação de apoio eleitoral entre agentes políticos e integrantes de uma facção criminosa que atua em comunidades da Paraíba.
Após a determinação judicial, a defesa informou que Júnior Pires decidiu pedir a exoneração para se dedicar exclusivamente à própria defesa e ao esclarecimento dos fatos.
A Prefeitura de João Pessoa afirmou ainda que está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.
Operação da PF apura negociação de apoio eleitoral com facção na Paraíba e apreende R$ 220 mil
Reprodução / Polícia Federal
Operação Zona de Influência
A Polícia Federal deflagrou a Operação Zona de Influência no dia 29 de setembro para investigar uma suposta negociação de apoio político-eleitoral entre agentes políticos e integrantes de uma facção criminosa com atuação em comunidades da Paraíba.
Ao todo, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB). Durante a operação, R$ 220 mil foram apreendidos.
Segundo a investigação, integrantes da facção teriam usado o controle territorial de comunidades para negociar apoio político e autorizar a entrada de candidatos nesses locais durante campanhas eleitorais.
Em troca, são investigados possíveis pagamentos a uma liderança do grupo, o custeio de despesas de um centro comunitário e negociações envolvendo cargos ou empregos na administração pública, entre outros benefícios.
A investigação apura possíveis crimes eleitorais, organização criminosa, lavagem de dinheiro, domínio social estruturado e favorecimento ao domínio social estruturado. As diligências têm como objetivo aprofundar a apuração e individualizar a conduta das pessoas investigadas.
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