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O que é a peste pneumônica e como ela se espalha?

A peste pneumônica é frequentemente descrita como a forma mais virulenta de peste Getty Images via BBC A Organização Mundial da Saúde solicitou à Rússia mais informações sobre a morte de uma funcionária de um laboratório de pesquisa sobre peste na Sibéria. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Ainda não está claro exatamente o que levou a trabalhadora a adoecer, mas as

Por Redação Publicado em 7 de outubro de 2026 às 14:45 5 min de leitura

Conteúdo de G1 — ler no site de origem

O que é a peste pneumônica e como ela se espalha?
Publicado originalmente por [fonte]

A peste pneumônica é frequentemente descrita como a forma mais virulenta de peste

Getty Images via BBC

A Organização Mundial da Saúde solicitou à Rússia mais informações sobre a morte de uma funcionária de um laboratório de pesquisa sobre peste na Sibéria. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia

Ainda não está claro exatamente o que levou a trabalhadora a adoecer, mas as notícias veiculadas pela mídia geraram uma série de especulações.

As autoridades russas ainda estão investigando a causa da morte, mas afirmam que todos que tiveram contato com a cientista testaram negativo para peste pneumônica.

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O que é, afinal, a peste pneumônica e qual o seu grau de perigo?

O que é peste pneumônica?

A peste pneumônica é uma infecção pulmonar muito grave, frequentemente descrita como a forma mais virulenta da peste. Existem outros dois tipos de peste: a bubônica, que afeta os gânglios linfáticos, e a septicêmica, que afeta o sangue. A peste pneumônica pode ocorrer após uma infecção inicial por um desses outros tipos.

Os sintomas incluem falta de ar, dor no peito e, frequentemente, tosse com sangue. É considerada mais grave, porém menos comum que a peste bubônica. O número global de infecções pelos três tipos de peste varia a cada ano, cacula-se que fique entre mil e três mil casos. LEIA TAMBÉM:

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A maioria desses casos é de peste bubônica, e muitos deles ocorrem na África Central, mas também há registros em outros lugares, incluindo Rússia, Índia, China e Estados Unidos.

Piero Olliaro, professor de Doenças Infecciosas Relacionadas à Pobreza na Universidade de Oxford, afirma que, diferentemente do que pode se pensar, a peste não desapareceu. "A bactéria que causa a doença, Yersinia pestis, persiste em reservatórios de animais em muitas partes do mundo.

"Cerca de 200 espécies de roedores podem abrigar a bactéria, com reservatórios encontrados nas Américas, Eurásia e África." "Portanto, casos humanos esporádicos continuam a ocorrer, mas a vigilância estabelecida, as medidas de controle de infecção e o tratamento com antibiótico eficaz são ferramentas importantes para limitar seu impacto."

Como se propaga?

A peste é uma doença infecciosa causada por bactérias geralmente encontradas em pequenos mamíferos e suas pulgas. É possível contrair a doença ao ser picado por uma pulga infectada ou ao manusear um animal infectado. Mas a transmissão da peste pneumônica de pessoa para pessoa também é possível através da tosse, que libera gotículas infectadas no ar, embora isso normalmente exija um contato bastante próximo.

Também é possível desenvolver a doença se tiver tido peste septicêmica e a infecção se espalhar para os pulmões.

Algumas teorias sugerem que a peste pneumônica foi um dos principais fatores por trás do que ficou conhecido como Peste Negra, o surto massivo que matou milhões de pessoas em toda a Europa no século XIV.

Zania Stamataki, professora associada de Imunologia Viral na Universidade de Birmingham, afirma que é importante que os pesquisadores possam estudar doenças como a peste. "Eu entendo por que as pessoas acham alarmante a ideia da peste em um laboratório, então vale a pena explicar por que esse trabalho existe", disse ela.

"A peste não é uma doença histórica. Ela permanece endêmica em populações de roedores na África, Ásia e Américas, e casos em humanos ocorrem todos os anos, incluindo surtos da forma pneumônica." "O diagnóstico, o desenvolvimento de vacinas e a vigilância da resistência aos antibióticos exigem laboratórios que mantenham e estudem o organismo vivo." "Este trabalho é vital para nos prepararmos contra surtos."

Tem tratamento?

Segundo a Organização Mundial da Saúde, a peste pneumônica tem um período de incubação muito curto, às vezes de apenas 24 horas.

Se não for diagnosticada e tratada rapidamente, os especialistas alertam que é quase sempre fatal.

Mas a boa notícia é que a peste responde bem aos antibióticos se o tratamento começar cedo. Malick Gibani, professor e pesquisador do tema no Imperial College London, afirma que a infecção é amplamente reconhecida como uma séria ameaça à saúde pública.

"A peste pneumônica é uma manifestação muito grave da peste", diz. "Alguns livros didáticos afirmam que a doença tem 100% de mortalidade se não for tratada, e é difícil obter números precisos na era moderna." Ele explica que a doença é tratável com antibióticos, principalmente se o tratamento for iniciado precocemente. "É por isso que qualquer pessoa com alto risco potencial de exposição pode receber profilaxia pós-exposição com antibióticos e/ou quarentena."

No caso russo, ainda não está claro se a pessoa que morreu foi infectada pela peste pneumônica. As autoridades russas emitiram um comunicado afirmando que os exames não detectaram "nenhum microrganismo associado às atividades profissionais do paciente" – portanto, neste momento, ainda não está muito claro o que aconteceu.

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que Washington estava analisando o caso "com muita atenção", enquanto os Centros de Controle e Prevenção de Doenças, a agência nacional de saúde pública americana, afirmaram que "não havia indicação de uma ameaça mais ampla aos Estados Unidos".

A Autoridade de Saúde e Segurança do Reino Unido afirmou que está buscando mais informações, mas que o risco para a população britânica é "muito baixo".

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