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quarta-feira, 7 de outubro de 2026
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O que um elefante-marinho de 3 toneladas faz no Rio? Entenda a passagem do visitante pelas praias

Chegou, gostou e ficou: elefante-marinho já esteve em várias praias no Rio e em Niterói Um visitante de quase 3 toneladas e cerca de 5 metros de comprimento tem chamado a atenção de quem passa pelas praias do Rio de Janeiro e de Niterói nos últimos dias. O elefante-marinho, uma espécie que não costuma frequentar as águas cariocas, já foi visto em São Conrado, na Zona Sul do Rio, em Icaraí, em Nite

Por Redação Publicado em 7 de outubro de 2026 às 04:00 5 min de leitura

Conteúdo de G1 — ler no site de origem

O que um elefante-marinho de 3 toneladas faz no Rio? Entenda a passagem do visitante pelas praias
Publicado originalmente por [fonte]

Chegou, gostou e ficou: elefante-marinho já esteve em várias praias no Rio e em Niterói

Um visitante de quase 3 toneladas e cerca de 5 metros de comprimento tem chamado a atenção de quem passa pelas praias do Rio de Janeiro e de Niterói nos últimos dias. O elefante-marinho, uma espécie que não costuma frequentar as águas cariocas, já foi visto em São Conrado, na Zona Sul do Rio, em Icaraí, em Niterói, e, nesta terça-feira, em Copacabana.

A presença do animal na região há vários dias desperta uma série de perguntas: de onde ele veio? Está perdido? Por que passa tanto tempo deitado na areia? Quanto tempo pode ficar no Rio? E há algum risco em chegar perto dele?

Segundo biólogos, aparições como essa são incomuns, mas podem acontecer. Uma das hipóteses é que o animal tenha chegado à costa do Rio acompanhando correntes marítimas mais frias e buscando alimento.

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Da esquerda para a direita: o elefante-marinho em Copacabana, em Icaraí, em Niterói; e em São Conrado

Reprodução/ TV Globo e Fabrício Pioyani/ AgNews

Ele está perdido?

Não necessariamente. Elefantes-marinhos são capazes de percorrer grandes distâncias pelo oceano em busca de alimento. Durante esses deslocamentos, um indivíduo pode acabar aparecendo muito longe das regiões onde a espécie é encontrada com maior frequência.

O biólogo Pedro Fróes explica que esse não é um animal comum nos mares cariocas e que a passagem pelo Rio pode estar relacionada justamente a esse deslocamento em busca de comida.

A hipótese, portanto, não significa necessariamente que o elefante-marinho tenha perdido a capacidade de voltar. O deslocamento pelo litoral pode fazer parte de uma movimentação temporária.

Elefante-marinho na orla de Copacabana, na Zona Sul do Rio, na manhã desta terça-feira (6)

Reprodução/ TV Globo

Por que ele fica tanto tempo deitado na praia?

A cena pode preocupar quem encontra um animal desse tamanho imóvel na areia, mas o simples fato de um elefante-marinho permanecer deitado na praia não significa que ele esteja doente.

A saída da água é importante para o descanso desses animais. Por isso, aproximar-se para tentar fazê-lo voltar ao mar pode ter justamente o efeito contrário ao desejado: interromper um período de repouso.

Em Copacabana, o elefante-marinho passou boa parte do tempo praticamente no mesmo lugar. Deitou de barriga para baixo, virou de barriga para cima, enterrou parte do rosto na areia, se coçou e chegou a bocejar.

Em determinado momento, quando parecia disposto a sair da água novamente, encontrou uma aglomeração de pessoas e voltou para o mar.

Elefante-marinho na Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio

Josué Luz/ TV Globo

É o mesmo animal visto em diferentes praias?

Os biólogos acreditam que sim. Segundo os especialistas que acompanham o caso, o elefante-marinho visto em Copacabana é provavelmente o mesmo que apareceu anteriormente na Praia de Icaraí, em Niterói, e, antes disso, em São Conrado, na sexta-feira (2).

A sequência ajuda a mostrar que o animal está se deslocando pela costa da Região Metropolitana.

Ele pode ficar quanto tempo no Rio?

Não é possível saber exatamente. A permanência depende do comportamento do próprio animal e das condições que encontrar durante o deslocamento. Ele pode continuar aparecendo em diferentes praias antes de seguir viagem.

Por isso, uma nova aparição não significa necessariamente que o elefante-marinho esteja com dificuldade para deixar a região.

Banhistas observam elefante-marinho na Praia de Copacabana

Josué Luz/ TV Globo

Elefante-marinho faz aparição discreta em Icaraí, na orla de Niterói, na Região Metropolitana do Rio

Reprodução/ TV Globo

Ele é perigoso?

A aparência preguiçosa engana. Apesar de passar horas aparentemente indiferente à movimentação ao redor, o elefante-marinho é um animal selvagem, grande e territorial. Especialistas alertam que ele possui dentes afiados e pode reagir caso se sinta ameaçado ou encurralado.

O tamanho também impressiona. O animal observado no Rio tem cerca de 5 metros e pesa quase 3 toneladas.

Por isso, a orientação é não tocar, alimentar ou tentar conduzir o elefante-marinho de volta para a água.

O que fazer se encontrar o elefante-marinho?

A principal recomendação é simples: observar de longe. É importante evitar aglomerações ao redor do animal, não bloquear seu caminho entre a areia e o mar e manter animais domésticos afastados.

Fotos e vídeos podem ser feitos, desde que a aproximação não altere o comportamento do elefante-marinho.

A distância também ajuda o animal a fazer exatamente aquilo que provavelmente procura quando sai da água: descansar.

Veja mais imagens da aparição do elefante-marinho:

Elefante-marinho no mar em São Conrado

Dilson Silva/ AgNews

Elefante-marinho na Praia de São Conrado, na Zona Sul do Rio

Dilson Silva/ AgNews

Animal marinho aparece na Praia de São Conrado

Fabrício Pioyani/ AgNews

Animal marinho aparece na Praia de São Conrado

Fabrício Pioyani/ AgNews

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