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ONU denuncia como 'tortura' a execução ao vivo anunciada nos EUA

O ex-psiquiatra do Exército americano Nidal Hassan em foto sem data divulgada pelas autoridades AP O Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos denunciou, nesta sexta-feira (9), como uma forma de "tortura" a decisão anunciada pelos Estados Unidos de transmitir ao vivo o fuzilamento de um condenado à morte, marcado para 3 de dezembro. A execução do autor de um massacre que deixou 13 mortos n

Por Redação Publicado em 9 de outubro de 2026 às 09:54 2 min de leitura

Conteúdo de G1 — ler no site de origem

ONU denuncia como 'tortura' a execução ao vivo anunciada nos EUA
Publicado originalmente por [fonte]

O ex-psiquiatra do Exército americano Nidal Hassan em foto sem data divulgada pelas autoridades

AP

O Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos denunciou, nesta sexta-feira (9), como uma forma de "tortura" a decisão anunciada pelos Estados Unidos de transmitir ao vivo o fuzilamento de um condenado à morte, marcado para 3 de dezembro. A execução do autor de um massacre que deixou 13 mortos no Texas em 2009 será transmitida ao vivo, anunciou na quinta-feira uma autoridade do Departamento de Defesa dos EUA. Sua execução será a primeira realizada pelas Forças Armadas desde 1961 e a primeira conduzida por um pelotão de fuzilamento desde a Segunda Guerra Mundial. "Como o Alto Comissariado ressaltou em reação às execuções públicas no Afeganistão e no Irã, as execuções públicas constituem uma forma de tratamento ou pena cruel, desumano e degradante", afirmou o escritório do Alto Comissariado em mensagem enviada à AFP. "A transmissão ao vivo de uma execução equivale a uma execução pública e violaria a proibição absoluta da tortura", insistiu o órgão. O Alto Comissariado lembra que, segundo o Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos, "a proibição absoluta da tortura proíbe as execuções públicas".

Portanto, acrescenta, descumprir essa proibição tornaria "a execução arbitrária" e "representaria uma violação do direito à vida".

Um representante do Pentágono, sob condição de anonimato, afirmou na quinta-feira à AFP que a execução do americano Nidal Hasan "será transmitida ao vivo".

Agora no g1

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