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Operação em SP, SC e PA investiga morte de comerciante que recusou pagar extorsão em Ananindeua

Operação que investiga morte de comerciante em Ananindeua tem prisões e dois morto. Divulgação Uma operação da Polícia Civil do Pará que investiga o assassinato da comerciante Creuza Paula de Souza Tavares teve prisões e dois investigados mortos durante abordagens policiais nesta quinta-feira (8). As ações ocorreram simultaneamente no Pará, em São Paulo e em Santa Catarina. Creuza foi morta a tiro

Por Redação Publicado em 8 de outubro de 2026 às 18:45 4 min de leitura

Conteúdo de G1 — ler no site de origem

Operação em SP, SC e PA investiga morte de comerciante que recusou pagar extorsão em Ananindeua
Publicado originalmente por [fonte]

Operação que investiga morte de comerciante em Ananindeua tem prisões e dois morto.

Divulgação

Uma operação da Polícia Civil do Pará que investiga o assassinato da comerciante Creuza Paula de Souza Tavares teve prisões e dois investigados mortos durante abordagens policiais nesta quinta-feira (8). As ações ocorreram simultaneamente no Pará, em São Paulo e em Santa Catarina.

Creuza foi morta a tiros em 7 de fevereiro de 2025, enquanto trabalhava na própria loja de roupas, no bairro do Coqueiro, em Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém.

Segundo a investigação, integrantes do Comando Vermelho teriam determinado o assassinato porque a comerciante se recusava a pagar uma cobrança de extorsão, chamada de “taxa do crime”, e mantinha amizade com policiais que frequentavam o estabelecimento.

A operação Creuza cumpriu mandados de prisão preventiva, busca e apreensão e outras medidas cautelares expedidos pela Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Ananindeua.

As diligências ocorreram em cinco municípios:

Belém, Ananindeua e Tracuateua, no Pará;

São Bernardo do Campo, em São Paulo;

Guabiruba, em Santa Catarina.

Assassinato visto por chamada de vídeo

De acordo com a Polícia Civil, os envolvidos monitoraram a rotina da comerciante durante vários dias antes do crime.

No momento do assassinato, os suspeitos teriam feito uma chamada de vídeo. Segundo os investigadores, a ligação permitiu que outros integrantes da organização criminosa acompanhassem a ação à distância.

A Delegacia de Homicídios Metropolitana, vinculada à Divisão de Homicídios, informou que teve acesso a grupos do aplicativo usados pelos investigados para planejar e coordenar o crime.

Os elementos reunidos na investigação fundamentaram os pedidos de medidas judiciais.

Dois investigados morreram Em Santa Catarina, Kleber Deyvison da Silva Leal, conhecido como “Leal”, foi atingido durante uma abordagem de equipes da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais da Polícia Civil do estado. Ele morreu posteriormente.

Segundo a versão policial, Kleber reagiu à abordagem. O relato fornecido não detalha como teria ocorrido essa reação.

Em São Paulo, Lucas de Araujo Bier Roca da Costa, conhecido como “LK”, também foi atingido durante uma intervenção policial e morreu posteriormente. Conforme o registro da ocorrência, Lucas tentava fugir da região de São Bernardo do Campo em direção a Santos e teria reagido à abordagem. O material também não detalha a reação atribuída a ele.

Segundo a investigação, Kleber e Lucas eram lideranças do Comando Vermelho, com atuação principalmente nos bairros do Coqueiro e Cidade Nova, em Ananindeua. O g1 tenta contato com a defesa dos suspeitos.

A Polícia Civil atribui aos dois a determinação e a coordenação de extorsões contra comerciantes, atentados e homicídios, inclusive contra agentes públicos.

🔎 Prisões, buscas e apreensões

Durante as diligências no Pará, a polícia informou ter encontrado drogas, munições de arma de fogo e objetos de possível origem ilícita. Também houve prisões em flagrante por tráfico de drogas.

O registro da operação informa a prisão preventiva dos seguintes investigados:

Walter Tadeu de Souza Pinto, conhecido como “T2”, também preso em flagrante por tráfico de drogas;

Nataliane Sarmento Castro;

Ana Carmem Monteiro Silva;

Renan Carvalho Castro, conhecido como “MK”;

Jeferson Botelho Furtado;

Felipe dos Santos Dias;

Erick Fabricio Pereira do Nascimento, conhecido como “FB”;

David Oliveira da Silva Junior, conhecido como “Bololo”.

Edio Vinicius Silva Carvalho

Maydson Neves.

Daniele Ferreira de Oliveira.

Outras medidas judiciais

Ivaneide Monteiro Pereira Santos, Antonio Cassimiro e Gustavo Paes Fernandes Oeiras foram relacionados como alvos de medidas cautelares diversas da prisão. O documento não informa quais restrições foram determinadas.

Talicia Teixeira Fernandes foi alvo de busca e apreensão domiciliar. Segundo a Polícia Civil, os investigados têm vínculos com o Comando Vermelho.

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