Organização criminosa suspeita de comandar tráfico de drogas da prisão e punir 'traidores' é alvo de operação no Paraná
Organização que comandava tráfico da prisão e punia 'traidores' é alvo de operação no PR Uma organização criminosa "sem fronteiras", suspeita de comandar o tráfico de drogas de dentro de prisões, foi alvo de uma operação deflagrada pela Polícia Civil do Paraná nesta quarta-feira (14). As investigações começaram a partir da apreensão de três celulares na penitenciária de Clevelândia, no Sudoeste do
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Organização que comandava tráfico da prisão e punia 'traidores' é alvo de operação no PR
Uma organização criminosa "sem fronteiras", suspeita de comandar o tráfico de drogas de dentro de prisões, foi alvo de uma operação deflagrada pela Polícia Civil do Paraná nesta quarta-feira (14). As investigações começaram a partir da apreensão de três celulares na penitenciária de Clevelândia, no Sudoeste do Paraná. O grupo é investigado por tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e crimes violentos, entre eles tortura e cárcere privado de vítimas acusadas de 'traição' pelos suspeitos. ✅ Siga o canal do g1 PR no WhatsApp
Cerca de 500 policiais foram mobilizados no Paraná, Santa Catarina e São Paulo, para o cumprimento de 215 mandados judiciais. A justiça expediu 95 mandados de prisão e 120 de busca e apreensão.
Segundo a Polícia Civil, até a manhã desta quarta-feira 92 pessoas já tinham sido presas em cumprimento aos mandados de prisão e outras nove foram detidas em flagrante. Alguns dos mandados foram cumpridos com auxílio do Deppen, de pessoas que já estavam presas por outros crimes. Foram apreendidos celulares, armas, munições e drogas. Uma estufa com plantação de dezenas de pés de maconha foi localizada durante as diligências. Polícia Civil cumpre mandados no Paraná, Santa Catarina e São Paulo.
Foto: PCPR
A delegada Alini Simadon detalhou, em coletiva de imprensa, que um dos suspeitos chegou a quebrar o próprio celular para que a equipe não tivesse acesso ao conteúdo. Outro destaque do cumprimento dos mandados foi a prisão de uma advogada criminal, em Realeza, que seria esposa de um dos suspeitos de integrar uma facção. As ordens judiciais foram cumpridas em 20 cidades do Paraná, uma de Santa Catarina e duas de São Paulo: Clevelândia, Pato Branco, Francisco Beltrão, Palmas, Coronel Vivida, Realeza, Santa Izabel do Oeste, Dois Vizinhos, Cascavel, Curitiba, Piraquara, Guarapuava, Laranjeiras do Sul, Capanema, Salto do Lontra, Santo Antônio do Sudoeste, Itaipulândia, Santa Helena, Barracão e Cruzeiro do Oeste, no Paraná, além de Abelardo Luz (SC), São Carlos e Cotia (SP).
Operação de tráfico de drogas comandada da prisão A polícia apurou que o grupo controlava pontos de venda de drogas à distância, a partir de penitenciárias, transportava drogas entre cidades e usava depósitos para guardar os entorpecentes. Os líderes da facção, detidos na prisão, negociavam a compra e a distribuição de grandes quantidades de cocaína, crack e maconha para revenda em diversas regiões com preços tabelados.
“Com os dados obtidos foi possível revelar uma organização criminosa estruturada e sem fronteiras, pois o comando partia de dentro do sistema prisional e as ordens chegavam às ruas de dezenas de cidades do Paraná, de Santa Catarina e de São Paulo", explicou a delegada Alini Simadon. Segundo a delegada, o grupo se organizava com cargos e funções definidas dentro dos presídios. A polícia aponta que havia um setor próprio para fiscalizar se as regras da facção criminosa estavam sendo seguidas, que julgava presos "infratores" e aplicava castigos físicos como punição. Ainda, outros membros da organização faziam celulares e roteadores circularem entre as celas, para que as lideranças pudessem se comunicar com o meio externo. Familiares e outros colaboradores do grupo levavam drogas escondidas no corpo durante as visitas. Os valores obtidos com o tráfico de drogas eram transferidos via PIX para contas em nomes de terceiros, que não tinham relação com os criminosos. Uma empresa de fachada também fazia o recebimento de pagamentos de cargas de drogas e tudo era registrado em planilhas de controle financeiro. LEIA MAIS: Entenda: ‘Eu sabia pela TV e pela avó ensinar’, diz menino de 10 anos que reconheceu sinal de socorro e ajudou a salvar prima
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