PF indicia 13 pessoas em investigação sobre suposta infiltração do PCC no setor de combustíveis e no sistema financeiro
Terceira fase da Operação Carbono Oculto realizada em São Paulo e Rio de Janeiro. Divulgação/Receita Federal A Polícia Federal em São Paulo concluiu o inquérito da Operação Quasar, um dos braços da Carbono Oculto, e indiciou 13 pessoas. Segundo a investigação, os envolvidos são executivos de fundos de investimento, corretoras e fintechs. A PF atribui aos investigados os crimes de organização crimi
Conteúdo de G1 — ler no site de origem
Terceira fase da Operação Carbono Oculto realizada em São Paulo e Rio de Janeiro.
Divulgação/Receita Federal
A Polícia Federal em São Paulo concluiu o inquérito da Operação Quasar, um dos braços da Carbono Oculto, e indiciou 13 pessoas. Segundo a investigação, os envolvidos são executivos de fundos de investimento, corretoras e fintechs.
A PF atribui aos investigados os crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e gestão fraudulenta. O indiciamento é o ato pelo qual, ao fim da investigação, a polícia aponta formalmente quem considera responsável por crimes.
Segundo a PF, os 13 investigados ajudaram o esquema comandado pelos empresários Mohamad Hussein Mourad, o Primo, e Roberto Augusto Leme da Silva, o Beto Louco. Os dois estão foragidos desde o ano passado e não eram alvo direto deste inquérito.
O relatório final da investigação já foi encaminhado ao Ministério Público Federal (MPF). Nos próximos dias, o órgão deverá decidir se apresenta denúncia, que é a acusação formal à Justiça, se pede novas investigações ou se arquiva o caso.
Terceira fase da Operação Carbono Oculto mira executivos do mercado financeiro
Operação Quasar
A Quasar foi uma das três operações realizadas em 28 de agosto de 2025 contra a suposta infiltração do PCC no setor de combustíveis e no sistema financeiro.
As outras duas foram a Tank, da PF no Paraná, e a Carbono Oculto, do Ministério Público de São Paulo e da Receita Federal.
A Quasar teve como alvo uma suposta rede de lavagem de dinheiro e de fraudes na gestão de instituições financeiras, com indícios de ligação com facções criminosas.
Naquele dia, a PF cumpriu 12 mandados de busca e apreensão na capital e no interior paulista. A Justiça também determinou o bloqueio de cerca de R$ 1,2 bilhão.
Como funcionaria o esquema
O grupo usava fundos de investimento e uma teia de empresas para esconder dinheiro de origem ilegal. Os investigadores afirmam que empresas do mesmo grupo simulavam operações de compra e venda de imóveis e títulos, sem qualquer finalidade econômica real.
A PF descreve a existência de "múltiplas camadas societárias e financeiras", com fundos que eram donos de participações em outros fundos ou empresas.
Para os investigadores, essa estrutura dificultava a identificação de quem efetivamente ficava com o dinheiro. O modelo também serviria para blindar o patrimônio e esconder a origem dos valores.
Agora, cabe ao Ministério Público Federal analisar o relatório da PF e decidir os próximos passos do caso.