PF investiga grupo que comprava veículos com desconto em impostos em RO e revendia para outros estados
PF durante a Operação Utilitarium em RO Polícia Federal A Polícia Federal realizou, nesta quinta-feira (8), uma operação para investigar um grupo suspeito de fraudar impostos e lavar dinheiro por meio da compra e venda de veículos utilitários. Ao todo, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão em Porto Velho, Ji-Paraná (RO) e Guajará-Mirim (RO). Servidores públicos, despachantes e pessoas
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PF durante a Operação Utilitarium em RO
Polícia Federal
A Polícia Federal realizou, nesta quinta-feira (8), uma operação para investigar um grupo suspeito de fraudar impostos e lavar dinheiro por meio da compra e venda de veículos utilitários. Ao todo, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão em Porto Velho, Ji-Paraná (RO) e Guajará-Mirim (RO).
Servidores públicos, despachantes e pessoas que emprestavam suas empresas para as negociações também são investigados por possível participação no esquema. Os nomes dos suspeitos não foram divulgados.
Segundo a investigação, empresas de Guajará-Mirim compravam veículos com descontos em impostos concedidos pela Área de Livre Comércio. Depois, os veículos eram revendidos para pessoas de outros estados, o que não é permitido pelas regras do benefício fiscal.
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A PF suspeita que alguns veículos eram revendidos pouco tempo depois da compra, antes do prazo exigido para manter o benefício. Também há indícios de que empresas usadas nas negociações existiam apenas para realizar essas operações ou estavam registradas em nome de terceiros.
A investigação também apura a suspeita de que restrições tributárias dos veículos eram retiradas de forma irregular dos sistemas de trânsito. A medida permitiria que os veículos fossem transferidos para compradores de outros estados.
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Além disso, os investigadores encontraram movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a renda declarada pelos suspeitos. Pagamentos feitos em nome de terceiros também levantaram suspeitas de que o grupo tentava esconder a origem do dinheiro e quem realmente recebia os valores.
Segundo a PF, os investigados podem responder por crimes contra a ordem tributária, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Viatura da Polícia Federal
Divulgação/PF