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PM investigado por agredir duas mulheres no MA não falou sobre os crimes em depoimento, diz delegada

PM investigado por agredir mulheres não falou sobre agressões em depoimento, diz delegada O capitão da Polícia Militar do Maranhão (PM-MA) Jurambergson Gomes Soeiro Sobrinho Silva, conhecido como “Berg”, investigado por suspeita de agredir duas mulheres e efetuar disparos de arma de fogo durante uma confusão em um posto de combustível, em São Luís, não esclareceu a dinâmica dos fatos durante depoi

Por Redação Publicado em 8 de outubro de 2026 às 15:06 9 min de leitura

Conteúdo de G1 — ler no site de origem

PM preso por agredir duas mulheres no MA não falou sobre os crimes em depoimento, diz delegada
Publicado originalmente por [fonte]

PM investigado por agredir mulheres não falou sobre agressões em depoimento, diz delegada

O capitão da Polícia Militar do Maranhão (PM-MA) Jurambergson Gomes Soeiro Sobrinho Silva, conhecido como “Berg”, investigado por suspeita de agredir duas mulheres e efetuar disparos de arma de fogo durante uma confusão em um posto de combustível, em São Luís, não esclareceu a dinâmica dos fatos durante depoimento à Polícia Civil. Segundo a delegada Kazumi Tanaka, coordenadora das Delegacias da Mulher no Maranhão, o militar informou que vai apresentar sua versão posteriormente, na Justiça. Ele foi preso preventivamente nesta quinta-feira (8), cinco dias após o ocorrido.

As agressões aconteceram na manhã do último sábado (3), em um posto de combustível na Avenida Jerônimo de Albuquerque, nas proximidades do Elevado da Cohama, em São Luís. O caso foi registrado em vídeos que circularam nas redes sociais e mostram o militar agredindo as mulheres durante a confusão.

O capitão prestou depoimento na última terça-feira (6), na Delegacia Especial da Mulher (DEM), no bairro Jaracaty, e foi liberado. De acordo com a delegada, ele não apresentou esclarecimentos sobre como ocorreram as agressões e os disparos.

"É claro que ele não ia falar a respeito da dinâmica dos fatos. Ele vai se manifestar posteriormente na Justiça a respeito do que aconteceu, mas as vítimas foram ouvidas a respeito dessa situação e já foram encaminhadas para os exames necessários, e a investigação vai continuar", afirmou Kazumi Tanaka.

Após prestar depoimento e ser liberado, capitão da PM suspeito de agredir mulheres é preso em São Luís

Reprodução/TV Mirante

Mulher foi agredida com coronhadas ao tentar defender outra vítima

Durante a entrevista, a delegada explicou que uma das mulheres agredidas não conhecia o capitão e tentou intervir ao presenciar as agressões contra outra mulher, que já havia mantido um relacionamento com o militar.

Segundo Kazumi, a vítima tentou impedir que a situação se agravasse, mas acabou sendo agredida com golpes de arma de fogo, conhecidos como coronhadas.

"Uma das vítimas, que é aquela que vocês observaram no vídeo, que foi a mais lesionada, inclusive com coronhadas, ela não o conhecia. Ela viu aquela situação, mas, vendo as agressões que aquela outra mulher estava sofrendo, não se conteve e, naquele ímpeto de ajudá-la a evitar que uma situação pior viesse a acontecer, ela interveio", explicou a delegada.

A mulher precisou de atendimento hospitalar após as agressões e, posteriormente, compareceu ao plantão especializado da Polícia Civil para prestar depoimento.

Além das agressões contra as duas mulheres, a Polícia Civil também investiga os disparos de arma de fogo efetuados durante a confusão.

Discussão antecedeu agressões; vítima pediu medidas protetivas

PM agride mulher e atira contra outra em posto de combustível em São Luís;

Reprodução

A delegada informou ainda que a mulher que havia mantido um relacionamento com o capitão também prestou depoimento. Segundo Kazumi, ela está muito abalada com o ocorrido e solicitou medidas protetivas de urgência.

De acordo com a investigação, uma discussão entre o militar e a mulher antecedeu as agressões. A delegada também relatou que os envolvidos haviam consumido bebida alcoólica antes da confusão.

"Houve uma discussão entre eles. Eles haviam ingerido também bebida alcoólica e aí desencadeou naqueles fatos que todo mundo verificou nos vídeos que foram divulgados", afirmou.

Questionada sobre a possibilidade de a discussão ter sido motivada por ciúmes, Kazumi disse que não poderia revelar detalhes da situação, atendendo a um pedido da própria vítima.

"Não é possível, porque a vítima pediu preservação a respeito da sua intimidade", explicou.

Delegada explica por que capitão havia sido liberado após depoimento

O capitão compareceu à delegacia na última terça-feira (6), prestou depoimento e foi liberado. Segundo Kazumi Tanaka, a prisão não pôde ser realizada naquele momento em razão das restrições previstas na legislação eleitoral.

A delegada explicou que, durante o período eleitoral e nas 48 horas posteriores à votação, existem limitações legais ao cumprimento de mandados de prisão, com exceções previstas em lei.

"Devido às restrições do período eleitoral, nenhum mandado de prisão poderia ser cumprido naquele período e 48 horas posteriores ao pleito. E então, dentro desse intervalo, se não fosse flagrante delito ou por sentença penal condenatória, a polícia não poderia intervir", afirmou.

Segundo Kazumi, após o encerramento do período de restrição, foi possível cumprir o mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça.

A prisão foi realizada nesta quinta pela própria Polícia Militar. Após ser detido, o capitão foi encaminhado à Delegacia Especial da Mulher, no bairro Jaracaty, em São Luís.

Capitão também responde a processo administrativo na PM

De acordo com Kazumi Tanaka, após a formalização da prisão, o cumprimento do mandado será comunicado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público. O capitão deverá ser encaminhado ao Comando-Geral da Polícia Militar, em razão de sua condição de militar.

A delegada também confirmou que a Polícia Militar já havia instaurado um processo administrativo para apurar a conduta do oficial, independentemente da investigação criminal.

Questionada sobre a possibilidade de o capitão ser excluído da corporação, Kazumi afirmou que será necessário aguardar o andamento dos procedimentos.

"O processo administrativo também já foi aberto pela Polícia Militar, antes mesmo desse cumprimento. Vamos aguardar agora todo o desencadear desses dois processos, no caso, os processos relativos aos crimes que ele praticou e o processo administrativo que foi aberto também na Polícia Militar", afirmou.

As investigações da Polícia Civil continuam e deverão ser concluídas dentro do prazo legal.

Capitão da PM investigado por agredir mulher e atirar contra outra presta depoimento e é liberado em São Luís

Reprodução/TV Mirante

Estou deformada', diz uma das vítimas agredidas pelo capitão da PM Sara Pinto Brito disse que tentou ajudar uma mulher que era agredida por um capitão da PM e acabou sendo atacada pelo militar Sara Pinto Brito, uma das mulheres agredidas pelo capitão Jurambergson, contou que não conhecia a outra vítima e que tentou ajudá-la ao presenciar as agressões. Ela falou pela primeira vez sobre o caso nessa quarta-feira (7), em entrevista à TV Mirante.

Sara estava na loja de conveniência de um posto de combustível, em São Luís, quando viu uma policial militar caída no chão e decidiu intervir. Segundo ela, ao tentar afastar o capitão da mulher, também passou a ser agredida com coronhadas e chutes.

Sara contou que tentou afastar o capitão da outra mulher e que não esperava ser atacada. Segundo ela, naquele momento, também não havia percebido que o policial estava armado.

“Meu impulso foi ir para cima, para afastar ele. Em nenhum momento eu achei que ele fosse vir para cima de mim, entendeu? Eu empurro, tentando só afastar e nisso ele veio para cima de mim. E nessa que ele veio para cima de mim, ele já vem com a arma em punho e começa a me dar muita, muita coronhada, muita coronhada, muita coronhada”, disse a vítima.

Sara, uma das vítimas agredidas por um capitão da Polícia Militar em um posto de combustíveis, em São Luís

Reprodução/ TV Mirante

Segundo Sara, as agressões continuaram mesmo depois que ela perdeu a consciência. Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que a vítima se aproxima de outra mulher e é agredida pelo capitão. Durante a confusão, o militar também aparece armado, e um disparo atingiu um homem que estava no local.

Sara afirmou que ainda sofre as consequências das agressões e espera que o capitão seja responsabilizado pela Justiça.

“Eu espero que dessa vez a Justiça seja feita, porque não é possível eu só tentar defender alguém e ficar dessa forma aqui como eu estou, toda deformada.”

Jurambergson também responde a um processo de 2023 por violência doméstica contra a mesma policial militar que Sara afirma ter tentado defender. O caso ainda não foi julgado.

O crime

Capitão da PM agride mulher e atira contra outra em posto de combustível em São Luís

As agressões e o disparo foram registrados por câmeras de videomonitoramento. As imagens mostram o capitão agredindo uma mulher com socos e chutes. A vítima, que também é policial militar, cai no chão durante as agressões. Em seguida, Jurambergson saca uma arma e dispara contra outra mulher que estava no local. Segundo as informações da investigação, ela é amiga da policial agredida.

Um homem também ficou ferido na região do pescoço durante a ocorrência e precisou de atendimento médico.

A Polícia Civil do Maranhão (PC-MA) informou que instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias do caso. Uma das vítimas já prestou depoimento. A segunda vítima e testemunhas devem ser ouvidas nos próximos dias.

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