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sábado, 10 de outubro de 2026
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Polícia prende suspeitos de aliciar e transportar menores para casa de professor universitário preso por abuso e exploração sexual

A Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (Dcav) prendeu neste sábado (10) um homem e uma mulher indiciados por aliciar menores de idade para serem vítimas de estupro de vulnerável. O autor dos crimes, o professor universitário Cordovil Antônio Nogueira Martins, está preso desde março. Luiz Alberto Martins Sobrinho, de 68 anos, foi preso na Gávea, na Zona Sul. Já Ariane de Oliveira Minas foi pre

Por Redação Publicado em 10 de outubro de 2026 às 12:55 3 min de leitura

Conteúdo de G1 — ler no site de origem

Homem e mulher são presos suspeitos de aliciar e levar menores para casa de professor universitário para exploração sexual, diz polícia
Publicado originalmente por [fonte]

A Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (Dcav) prendeu neste sábado (10) um homem e uma mulher indiciados por aliciar menores de idade para serem vítimas de estupro de vulnerável. O autor dos crimes, o professor universitário Cordovil Antônio Nogueira Martins, está preso desde março. Luiz Alberto Martins Sobrinho, de 68 anos, foi preso na Gávea, na Zona Sul. Já Ariane de Oliveira Minas foi presa em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. A polícia ainda procura uma terceira suspeita. Segundo a delegada titular da Dcav, Maria Luiza Machado, os dois respondem por estupro de vulnerável, favorecimento à prostituição e associação criminosa. As investigações apontam que Luiz Alberto recebia valores em transações via pix de Cordovil para levar crianças de até 10 anos de idade para sua casa. Já Ariane recrutava adolescentes para ir à casa do professor universitário, no Grajaú, em tropa de contrapartidas financeiras. O g1 procura as defesas dos suspeitos presos neste sábado. Luiz Alberto Martins Sobrinho foi preso na Gávea, na Zona Sul do Rio

Reprodução

Cordovil é réu em um processo na Vara Especializada em Crimes contra a Criança e o Adolescente da Capital (Veca), do Tribunal de Justiça do Rio, e já teve a prisão preventiva decretada pela Justiça.

Entenda o caso

Cordovil (à esquerda) quando foi preso, em março de 2026

Reprodução

Os estupros aconteciam no bairro do Grajaú, na Zona Norte da capital. Cordovil está preso desde março.

As investigações indicam que Cordovil se aproveitava da vulnerabilidade social das vítimas para se aproximar delas, oferecendo dinheiro, lanches, presentes, celulares e outras vantagens. Além de ser uma forma de aliciamento, serviria para "comprar" o silêncio das vítimas.

Diversos prints de transferências bancárias foram juntados ao inquérito para comprovar as acusações contra o advogado.

As três primeiras vítimas identificadas pela Polícia Civil também indicaram os nomes de outras adolescentes que frequentavam a casa de Cordovil.

No entanto, a Polícia Civil destacou que teve dificuldades para intimar todas essas crianças e adolescentes, já que muitas viviam em comunidades, o que dificultaria a intimação pela delegacia.

Oito mil arquivos no celular

Segundo a denúncia, após conquistar a confiança das vítimas, o acusado praticava os abusos na própria casa, no Grajaú. Além dos crimes sexuais, ele também produzia registros em foto e vídeo, caracterizando exploração sexual e produção de material pornográfico.

As investigações também apontam que parte desse conteúdo chegou a ser compartilhada.

A polícia já havia identificado que o suspeito utilizava sua atuação como advogado e professor universitário para manter contato com famílias em situação de vulnerabilidade, o que facilitava o acesso às vítimas.

Durante as investigações, agentes encontraram mais de 8 mil arquivos com conteúdo sexual envolvendo crianças e adolescentes no celular do advogado. Segundo o MPRJ, o volume de material levanta a suspeita de que o número de vítimas seja maior do que o já identificado.

O Ministério Público pediu à Justiça a fixação de uma indenização mínima de R$ 500 mil para cada vítima identificada.

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