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Presidiário que matou outro detento para ter pena de morte é executado na Flórida

Agora no g1 O presidiário James Robertson, de 63 anos, foi executado nesta terça-feira (13) na Flórida, nos Estados Unidos. Ele havia matado um colega de cela em 2008, com o objetivo de ser condenado à morte e evitar passar o resto da vida na prisão. Robertson recebeu uma injeção letal com três medicamentos e morreu cerca de dez minutos depois. Robertson acordou às 5h45 desta terça-feira (13). Seg

Por Redação Publicado em 13 de outubro de 2026 às 16:26 4 min de leitura

Conteúdo de G1 — ler no site de origem

Presidiário que matou outro detento para ter pena de morte é executado na Flórida
Publicado originalmente por [fonte]

Agora no g1

O presidiário James Robertson, de 63 anos, foi executado nesta terça-feira (13) na Flórida, nos Estados Unidos. Ele havia matado um colega de cela em 2008, com o objetivo de ser condenado à morte e evitar passar o resto da vida na prisão.

Robertson recebeu uma injeção letal com três medicamentos e morreu cerca de dez minutos depois.

Robertson acordou às 5h45 desta terça-feira (13). Segundo as autoridades, sua última refeição incluiu bife, batatas, ovos fritos, torradas e leite. Ele recebeu duas visitas, de um primo e de um amigo por correspondência, e não se encontrou nenhum líder religioso.

Questionado se gostaria de dizer algo antes da execução, Robertson respondeu: "Não. Sou hétero". Foi a primeira execução na Flórida desde que uma tentativa de executar Christa Pike, no Tennessee, fracassou há duas semanas. Ela sobreviveu a duas doses de um medicamento letal e precisou ser levada às pressas para o hospital.

O caso ocorre em meio ao aumento da atenção sobre a pena de morte nos Estados Unidos. Na semana passada, o Pentágono anunciou que transmitiria ao vivo a execução por fuzilamento de Nidal Malik Hasan, responsável por um ataque a tiros na base militar de Fort Hood. A decisão foi criticada por parlamentares republicanos e democratas.

Robertson se declarou culpado de homicídio em primeiro grau por estrangular Frank Hart enquanto ele dormia, em 2008

Foto: Departamento Penitenciário da Flórida

Detento abriu mão de recursos

Robertson se declarou culpado de homicídio em primeiro grau por estrangular Frank Hart enquanto ele dormia, em 2008. Ele abriu mão de todos os recursos judiciais e disse aos investigadores que matou o colega para evitar passar o resto da vida na cadeia.

Hart estava a apenas oito dias de ser libertado quando foi morto, segundo sua filha, Rebecca Hart.

Robertson foi preso aos 17 anos, em 1980, por invasão de domicílio e agressão. Depois, condenações por fuga, agressão e porte de armas dentro da prisão aumentaram sua pena. Hart também cumpria pena desde 2003, após ser condenado por um crime sexual.

Flórida lidera execuções nos EUA

Robertson teria sido o segundo presidário executado pela Flórida nesta terça. Na semana passada, porém, o governador Ron DeSantis revogou o mandado de execução de William Lee Thompson, de 74 anos. O republicano não explicou a decisão, mas havia suspendido temporariamente a execução no mês anterior para aguardar uma avaliação psiquiátrica.

Foi a primeira vez que DeSantis revogou um mandado de execução. Thompson continuará no corredor da morte, e uma nova data poderá ser marcada. Seus advogados afirmam que ele tem demência e está com a saúde debilitada. Eles pedem que seja transferido para uma unidade médica.

Thompson foi condenado por homicídio em primeiro grau, sequestro e violência sexual pelo assassinato de Sally Ivester, de 23 anos, em 1976. Outros dois governadores da Flórida já haviam marcado sua execução na década de 1980, mas recursos judiciais e suspensões impediram que a sentença fosse cumprida.

DeSantis supervisionou 19 execuções em 2025, o maior número em um único ano por um governador da Flórida desde a retomada da pena de morte, em 1976. Robertson foi a 17ª pessoa executada no estado em 2026. Outras duas execuções estão marcadas, uma para 20 de outubro e outra para 5 de novembro.

Os Estados Unidos executaram 47 pessoas em 2025. Neste ano, a Flórida responde por mais da metade das 31 execuções registradas no país até agora. Em julho, o estado executou dois detentos no mesmo dia, algo que não acontecia em um estado americano havia quase dez anos.

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