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Secretários são afastados após investigação que apura desvio de R$18 milhões em Sidrolândia

MPMS deflagra a segunda fase da Operação Dirty Pix O prefeito de Sidrolândia (MS), Rodrigo Basso, determinou o afastamento preventivo de dois secretários municipais por 180 dias, um dia após a deflagração da segunda fase da Operação Dirty Pix, que investiga suposto esquema de desvio de recursos públicos destinados ao Hospital Beneficente Dona Elmíria Silvério Barbosa. Presidente de hospital é pres

Por Redação Publicado em 8 de outubro de 2026 às 12:25 4 min de leitura

Conteúdo de G1 — ler no site de origem

Secretários são afastados após investigação que apura desvio de R$18 milhões em Sidrolândia
Publicado originalmente por [fonte]

MPMS deflagra a segunda fase da Operação Dirty Pix

O prefeito de Sidrolândia (MS), Rodrigo Basso, determinou o afastamento preventivo de dois secretários municipais por 180 dias, um dia após a deflagração da segunda fase da Operação Dirty Pix, que investiga suposto esquema de desvio de recursos públicos destinados ao Hospital Beneficente Dona Elmíria Silvério Barbosa. Presidente de hospital é preso pela 2ª vez em operação que investiga desvio de R$ 18 milhões em MS

A medida está publicada no Diário Oficial da Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul (Assomasul), publicado nesta quarta-feira (8).

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Conforme o decreto, foram afastados o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente, Edivaldo Fideli Filho Júnior, e o secretário municipal de Agricultura e Abastecimento, Cleyton Martins Teixeira. Durante o período de afastamento, os dois ficam impedidos de exercer as funções dos cargos, mas as atividades das respectivas pastas serão mantidas pela administração municipal.

O g1 não localizou o contato de Edivaldo Fideli Filho Júnior e de Cleyton Martins Teixeira. 'Dirty Pix'

A decisão ocorre após o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) cumprir 25 mandados de busca e apreensão e efetuar três prisões na segunda fase da Operação Dirty Pix, que apura esquema de fraudes em convênios públicos ligados ao hospital de Sidrolândia. Segundo os investigadores, os contratos sob suspeita somam mais de R$ 18 milhões em recursos públicos. Foram presos:

Jacob Meeuwis Breure, presidente do Hospital Beneficente Dona Elmíria Silvério Barbosa (já havia sido alvo na primeira fase da operação);

Júlio César Alves da Silva, assessor parlamentar;

Cristina Rosa Gomes de Carvalho, policial civil.

O g1 entrou em contato com as defesas de Jacob Meeuwis Breure e de Júlio César Alves da Silva. Os advogados informaram que ainda não tiveram acesso aos autos. A reportagem não localizou a defesa de Cristina Rosa Gomes de Carvalho. A Corregedoria da Polícia Civil e a Assessoria de imprensa não se posicionaram até a última atualização desta reportagem. Entenda o caso

De acordo com o MPMS, as investigações apontam que integrantes do grupo elaboravam planos de trabalho com informações falsas e valores superfaturados para obtenção de recursos públicos. A suspeita é de que as contratações fossem direcionadas a empresas previamente alinhadas aos investigados. Após o ingresso dos recursos nas contas da entidade responsável pelo hospital, parte do dinheiro teria sido desviada por meio de uma sequência de transferências bancárias.

Ainda segundo o Ministério Público, foram identificados repasses diretos e indiretos a agentes políticos, articuladores, intermediários e pessoas utilizadas para movimentar os valores investigados. Os promotores afirmam também que há indícios de que o grupo utilizou influência financeira para tentar dificultar o andamento das apurações.

O decreto de afastamento dos secretários não detalha as razões da medida nem menciona diretamente a operação. O texto estabelece que o afastamento é preventivo e terá duração de 180 dias, contados a partir da data da publicação. Também determina que os atos necessários à execução orçamentária, financeira e administrativa das secretarias sejam praticados pelo prefeito durante esse período.

A Operação Dirty Pix é conduzida pela 3ª Promotoria de Justiça de Sidrolândia, pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) e pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco). Os mandados foram cumpridos em Sidrolândia, Campo Grande, Maracaju e Selvíria.

O nome da operação faz referência às transferências bancárias que, segundo os investigadores, teriam sido utilizadas para movimentar os recursos do suposto esquema.

Até o momento, o MPMS não informou se os secretários afastados são investigados formalmente ou qual seria a relação deles com os fatos apurados. A prefeitura também não divulgou nota detalhando os motivos do afastamento. As investigações seguem em andamento.

Investigação apura desvio de recursos no Hospital Elmíria Silvério Barbosa, em Sidrolândia (MS).

Divulgação

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