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quarta-feira, 7 de outubro de 2026
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Taxa de recusa à doação de órgãos ultrapassa 60% no PI; especialista alerta para importância de comunicar desejo à família

Sim pela vida: recusa familiar à doação de órgãos passa de 63% no Piauí A taxa de recusa de famílias para a doação de órgãos chegou aos 63% em 2026, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi). No Hospital de Urgência de Teresina (HUT), o índice foi de 61,7% entre janeiro e setembro de 2026. Segundo a enfermeira Lenier Braga, um dos principais desafios ocorre no momento em que

Por Redação Publicado em 7 de outubro de 2026 às 09:24 4 min de leitura

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Taxa de recusa à doação de órgãos ultrapassa 60% no PI; especialista alerta para importância de comunicar desejo à família
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Sim pela vida: recusa familiar à doação de órgãos passa de 63% no Piauí

A taxa de recusa de famílias para a doação de órgãos chegou aos 63% em 2026, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi). No Hospital de Urgência de Teresina (HUT), o índice foi de 61,7% entre janeiro e setembro de 2026.

Segundo a enfermeira Lenier Braga, um dos principais desafios ocorre no momento em que a equipe médica precisa comunicar a morte encefálica e apresentar à família a possibilidade da doação de órgãos.

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"Esse conflito familiar é natural. No momento quando a gente chega para a família explicando, algumas pessoas tiveram vivências às vezes traumáticas, e por causa disso elas agem de forma mais defensiva, não querem aceitar, replicam discursos mentirosos que infelizmente ganham muita repercussão às vezes nas redes sociais", explicou.

O psicólogo especialista Eduardo Miota afirmou que, durante todo o processo, a equipe busca esclarecer à família o que é e como funciona um transplante, além de explicar a importância da doação para pacientes que aguardam por um órgão.

"Não é sobre mutilar ou sobre maltratar alguém, e sim sobre ofertar para outras pessoas que estão precisando de uma doação, de um órgão, essa possibilidade que é a doação do órgão. A doação do órgão vai levar vida para outras famílias e para outras pessoas", reforçou.

Casos no Piauí

Família de PM morto após ser baleado na cabeça autoriza doação de órgãos:

Sargento Cláudio Plácido Rodrigues

Reprodução

A família do sargento da Polícia Militar do Piauí Cláudio Plácido Rodrigues autorizou a doação dos órgãos do policial após a morte dele, no dia 1º de outubro. Coração, fígado, rins e uma das córneas devem beneficiar pacientes do Piauí, Ceará e Paraná.

A expectativa inicial, segundo a família, era que seis pessoas fossem beneficiadas. Após a captação dos órgãos, profissionais identificaram que uma das córneas que seria transplantada foi atingida pelo projétil que feriu o militar e não pôde ser doada. Com isso, cinco pessoas devem ser beneficiadas.

Familiares de jovem colombiano autorizam doação de órgãos após morte encefálica:

Família de jovem colombiano autoriza doação de órgãos após morte em acidente no PI

HUT/ Reprodução

A família do colombiano Miguel Angel Ozuna, de 18 anos, autorizou a doação dos órgãos do jovem após a confirmação de morte encefálica, no dia 31 de agosto de 2026, no Hospital de Urgência de Teresina (HUT). Ele sofreu um acidente de trânsito na BR-343, próximo ao município de Altos no dia 19 de agosto. Como os pais do rapaz vivem na Colômbia, o processo de autorização contou com apoio de órgãos dos dois países.

Foram retirados o fígado, os dois rins e as córneas do jovem. Segundo a coordenadora da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos do HUT, Milena Cantuária, o procedimento foi realizado nesta quarta-feira (2).

Órgãos de jovem de 18 anos são doados após morte por aneurisma:

Jovem de 18 anos morre após aneurisma cerebral e tem órgãos doados para sete pessoas no Piauí

Arquivo Pessoal

Rafaell Davi Mendes Costa, de 18 anos, morreu após sofrer um aneurisma cerebral e teve os órgãos doados para sete pessoas. A captação foi realizada no dia 23 de setembro de 2026, no Hospital de Urgência de Teresina (HUT), no Piauí.

A decisão de doar os órgãos foi tomada pela família antes mesmo da confirmação da morte cerebral. Segundo o pai, a escolha levou em consideração a personalidade de Davi, que era cristão e participava ativamente das atividades da igreja.

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