'Temos que sobreviver', diz presidente da Disney sobre onda de demissões
Disney corta empregos em meio à crise REUTERS/Dado Ruvic/Illustration/File Photo A presidente da Walt Disney Company, Dana Walden, falou nesta quinta-feira (1º) sobre as demissões na empresa e afirmou que uma reestruturação constante é necessária para a sobrevivência da indústria, segundo a agência de notícias France Press. "É extremamente doloroso", descreveu Dana, na conferência Bloomberg Screen
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Disney corta empregos em meio à crise
REUTERS/Dado Ruvic/Illustration/File Photo
A presidente da Walt Disney Company, Dana Walden, falou nesta quinta-feira (1º) sobre as demissões na empresa e afirmou que uma reestruturação constante é necessária para a sobrevivência da indústria, segundo a agência de notícias France Press.
"É extremamente doloroso", descreveu Dana, na conferência Bloomberg Screentime, em Los Angeles.
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A empresa vem realizando cortes de funcionários nos últimos anos. Cerca de 1000 empregados deixaram a Disney em abril, após a chegada de seu novo CEO, Josh D'Amaro.
Dana explicou que a onda mais recente fez parte de um programa de desligamento voluntário que deu a um grupo de executivos "a oportunidade de decidir se era o momento adequado para sair ou permanecer, cientes de que essa evolução nunca vai parar".
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Em entrevista a Lucas Shaw, editor da Bloomberg, Dana ressaltou que reestruturações são esperadas nesse tipo de indústria. "A tecnologia colocou nosso negócio na mira e temos que sobreviver, prosperar e crescer", disse.
"Assim como todos os nossos concorrentes que estão em situação semelhante, e, certamente, todos os da indústria tecnológica, há uma necessidade constante de avaliar como você está estruturado", completou.
Na terça-feira (29), a Walt Disney demitiu algumas centenas de funcionários em diferentes áreas da empresa, informou a revista americana Variety.
Os cortes atingiram, principalmente, os departamentos de recursos humanos e tecnologia da informação (TI), tanto na estrutura corporativa quanto em diferentes divisões.
Esta foi a terceira rodada de demissões da Disney neste ano. Além da de abril, em julho, houve uma nova rodada de cortes, com centenas de demissões em áreas corporativas e divisões como Pixar, ESPN e Disney Entertainment Television.
Na divulgação dos resultados do trimestre encerrado em junho, D'Amaro e o diretor financeiro Hugh Johnston afirmaram que a companhia avaliava medidas para reduzir despesas, incluindo o quadro de funcionários e gastos administrativos.
A Disney empregava cerca de 231 mil pessoas no fim do ano fiscal de 2025, sendo aproximadamente 172 mil nos Estados Unidos e 59 mil fora do país, segundo dados da companhia citados pela Reuters.
A companhia também passou por uma grande rodada de demissões em 2023, quando anunciou o corte de cerca de 7.000 empregos como parte de um plano para reduzir US$ 5,5 bilhões em custos durante a gestão do então CEO Bob Iger.
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