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quinta-feira, 8 de outubro de 2026
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Terror dos agricultores, lagarta pode ser usada para resolver problema ambiental nas grandes cidades

Um estudo da Universidade Federal de São Carlos descobriu que uma lagarta consegue degradar isopor Uma lagarta que dá muita dor de cabeça para agricultores pode ser usada para resolver um problema ambiental nas grandes cidades. É a conclusão de pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos. O que a gente conhece como isopor é um tipo de plástico expandido – 98% de ar e só 2% de matéria-prima

Por Redação Publicado em 7 de outubro de 2026 às 22:39 3 min de leitura

Conteúdo de G1 — ler no site de origem

Terror dos agricultores, lagarta pode ser usada para resolver problema ambiental nas grandes cidades
Publicado originalmente por [fonte]

Um estudo da Universidade Federal de São Carlos descobriu que uma lagarta consegue degradar isopor

Uma lagarta que dá muita dor de cabeça para agricultores pode ser usada para resolver um problema ambiental nas grandes cidades. É a conclusão de pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos.

O que a gente conhece como isopor é um tipo de plástico expandido – 98% de ar e só 2% de matéria-prima. Leve, eficiente isolante térmico, amortecedor de impactos, resistente à umidade, barato. Adjetivos que fizeram dele um dos materiais mais populares na indústria e no varejo.

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Uma solução que, quando descartada, vira problema. A reciclagem do isopor ocupa espaço, depende de investimento em maquinário específico, em trabalhadores e devolve proporcionalmente pouca matéria-prima para a indústria. A solução pode estar onde a gente não imagina: em uma lagarta que foi notícia no Globo Rural por ser o terror do agronegócio.

Terror dos agricultores, lagarta pode ser usada para resolver problema ambiental nas grandes cidades

Jornal Nacional/ Reprodução

Ela é combatida com defensivos agrícolas no campo e tratada com dieta especial no laboratório da Universidade Federal de São Carlos, no interior de São Paulo.

Cientistas encontraram no intestino da bichinha fungos com potencial para degradar o isopor.

“Quando guardava essas lagartas em potes plásticos, ela era capaz de roer o pote, a tampa, e fugir. Então, a partir daquele momento, a gente viu que a gente poderia estudar a Helicoverpa armigera como degradadora de isopor”, conta Flavio Henrique Silva, professor do Departamento Genética e Evolução da UFSCar.

É tudo estudo por enquanto. Mas as pesquisas são promossoras.

"No futuro, a gente ter uma degradação que, mesmo se não for completa, que transforme aquele polimero em uma molécula que possa ser reaproveitada. Tudo o que a gente faz é em escala laboratorial, escala pequena. Mas a intenção é, claro, aumentar essa escala. A gente observa fenômenos naturais que ocorrem para tentar aplicar depois na prática”, diz Flavio Henrique Silva.

A engenheira técnica diz que não vai faltar espaço para as lagartas nas cooperativas de reciclagem.

“Algum isopor que não possa ir para o maquinário, ou que não tenha tanto valor para a cooperativa, talvez a gente possa destinar para as lagartas”, diz Carla Castilho, engenheira da área técnica da Associação Brasileira da Indústria do Plástico.

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