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Trump descarta novo ataque ao Irã no próximo mês e fala em 'discussões produtivas'

"Estamos mantendo discussões produtivas com a República Islâmica do Irã. Quero deixar claro para todos que, embora o Irã esteja em péssimas condições, tanto econômica quanto militarmente, e embora o bloqueio permaneça em pleno vigor e efeito, com o petróleo fluindo em quantidades recordes pelo Estreito de Ormuz (22 milhões de barris, só na noite passada, sem que um único barril tenha vindo ou ido

Por Redação Publicado em 8 de outubro de 2026 às 13:23 4 min de leitura

Conteúdo de G1 — ler no site de origem

Trump descarta novo ataque ao Irã no próximo mês e fala em 'discussões produtivas'
Publicado originalmente por [fonte]

"Estamos mantendo discussões produtivas com a República Islâmica do Irã. Quero deixar claro para todos que, embora o Irã esteja em péssimas condições, tanto econômica quanto militarmente, e embora o bloqueio permaneça em pleno vigor e efeito, com o petróleo fluindo em quantidades recordes pelo Estreito de Ormuz (22 milhões de barris, só na noite passada, sem que um único barril tenha vindo ou ido para o Irã!), não atacaremos o Irã em nenhum momento antes das eleições de meio de mandato que serão realizadas nos Estados Unidos em 3 de novembro. O IRÃ NÃO TERÁ ARMAS NUCLEARES! "

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursa em comício no Nebraska em 5 de outubro de 2026.

REUTERS/Nathan Howard

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, envolveu-se em mais uma polêmica ao sugerir as cidades de Los Angeles e San Diego como possíveis alvos de ataques do Irã. Diversas autoridades da oposição democrata, incluindo o governo local, criticaram Trump.

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“Este é um pequeno preço a pagar pela segurança do mundo, pela segurança do nosso país", afirmou Trump sobre a guerra contra o Irã. "Eles poderiam destruir uma cidade [dos EUA]. Deixem que destruam Los Angeles. Deixem que destruam San Diego. É um preço muito pequeno a pagar e, muito em breve, tudo isso [a guerra] terá acabado. Basicamente, já está quase acabando”, completou.

A fala ocorreu em um comício no Nebraska na noite de segunda-feira, onde Trump tenta garantir o sucesso eleitoral dos candidatos republicanos no estado nos midterms, as eleições de meio de mandato, que ocorrerão no início de novembro.

Los Angeles e San Diego ficam na Califórnia, no oeste dos EUA, e são governadas por democratas. Juntas, elas têm cerca de 5,2 milhões de habitantes.

Agora no g1

Diversas autoridades norte-americanas criticaram Trump pelas declarações. O governador da Califórnia, o democrata Gavin Newsom, afirmou que o presidente norte-americano é "perturbado e perigoso".

"Depois de enviar a Guarda Nacional e os fuzileiros navais para ocupar a Califórnia, Donald Trump agora está dizendo que nossos inimigos estrangeiros deveriam 'acabar com' Los Angeles e San Diego. Ele é perturbado e perigoso", afirmou.

A prefeita de Los Angeles, Karen Bass, também reagiu: “Deixe Los Angeles fora da sua boca maldita”, escreveu nas redes sociais nesta terça (6).

Gavin Newsom e Donald Trump

Reuters

O senador democrata Alex Padilla, que representa a Califórnia, acusou Trump de "chamar um ataque em território americano e colocar milhões de cidadãos em risco". Ele lembrou também que um soldado de Nebraska morreu na guerra contra o Irã.

"Pelo menos 19 militares morreram na guerra não autorizada de Trump contra o Irã. Agora Trump está convidando um ataque em território americano, colocando milhões de americanos e centenas de milhares de militares americanos em risco, enquanto tenta fazer com que os americanos comemorem um ataque contra o próprio país. Que tipo de comandante [de um país] faz isso?", afirmou Padilla.

Horas depois, na terça-feira, a Casa Branca rejeitou as críticas e defendeu a fala de Trump. "Ele estava dizendo que os EUA estão lutando para IMPEDIR que o Irã tenha a capacidade de destruir Los Angeles e San Diego com uma arma nuclear — o que eles fariam se tivessem a oportunidade".

Na contramão da fala da Casa Branca, não há qualquer indício de que o Irã teria mísseis capazes de chegar às cidades dos EUA, nem mesmo antes da guerra, segundo especialistas em questões militares.

O prefeito de San Diego, Todd Gloria, não havia se manifestado publicamente sobre a fala de Trump até a última atualização desta reportagem.

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