Veja os principais desafios de Daniel Vilela nos próximos 4 anos
Daniel Vilela, durante entrevista na sede da Rede Anhanguera, no dia seguinte ao da vitória no primeiro turno das eleições de 2026 André Saddi/Governo de Goiás Eleito com 59,17% dos votos válidos no primeiro turno, Daniel Vilela (MDB) terá alguns desafios no governo nos próximos quatro anos. A sinalização mais recente desse cenário desafiador da continuidade da sua gestão foi demonstrada pela últi
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Daniel Vilela, durante entrevista na sede da Rede Anhanguera, no dia seguinte ao da vitória no primeiro turno das eleições de 2026
André Saddi/Governo de Goiás
Eleito com 59,17% dos votos válidos no primeiro turno, Daniel Vilela (MDB) terá alguns desafios no governo nos próximos quatro anos. A sinalização mais recente desse cenário desafiador da continuidade da sua gestão foi demonstrada pela última Pesquisa Quaest de avaliação do governo antes da eleição.
No levantamento, realizado entre os dias 20 e 23 de setembro, os 804 moradores de Goiás entrevistados apontaram os seguintes principais problemas do estado:
Saúde: 42%;
Economia: 11% (era 9%);
Violência: 9% (eram 15%);
Educação: 6% (eram 6%);
Infraestrutura: 5% (eram 6%);
Outros: 15% (eram 17%).
Na saúde pública, Vilela tem entre as prioridades a conclusão da compra do prédio onde funcionará o novo Hospital de Urgências de Goiás (Hugo), em Goiânia. O objetivo é melhorar a infraestrutura e o atendimento atuais. Em setembro, a TV Anhanguera mostrou mais de 20 pacientes aguardando em macas nos corredores do hospital, à espera de um leito. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp
Na ocasião, a Secretaria de Saúde de Goiás (SES-GO) informou à TV que as altas taxas de ocupação eram uma realidade no Hugo (87%) e em outras grandes unidades de saúde:
Hospital Estadual de Anápolis Dr. Henrique Santillo (Heana): 99% de UTI e enfermaria ocupados;
Hospital Estadual de Aparecida de Goiânia Caio Louzada (Heapa): 96%;
Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol): 90%.
Na época, a pasta informou que havia alta demanda em todas as unidades. Dados do sistema Mapa de Leitos, da SES-GO, desta segunda-feira (5), porém, mostram que a situação continua crítica, embora as taxas tenham reduzido:
Heana - 85% de taxa de ocupação;
Heapa - 86%;
Hugol - 88%;
Hugo - 85%.
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Em entrevista à TV Anhanguera, nesta segunda-feira, disse que concluir a obra do novo prédio do Hugo será um dos primeiros passos do governo. "Já temos uma data de transição, para que a gente, o mais rápido possível, possa oferecer essa qualidade na saúde, principalmente na Região Metropolitana de Goiânia", afirmou.
No antigo prédio do Hugo será implantado o Hospital da Mulher.
Desafios na economia
Em relação à economia, a mais recente Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra o tamanho do desafio. Segundo o levantamento referente ao segundo trimestre deste ano, a taxa de desemprego no estado é de 4%, após recuo de mais de um ponto percentual na comparação com o trimestre anterior e quase três pontos abaixo do segundo trimestre de 2022, início da gestão do ex-governador Ronaldo Caiado, quando Vilela ainda era seu vice.
Paralelamente, a Pnad mostrou que, no mesmo período, a informalidade em Goiás atingiu o maior patamar em dois anos, de 36,1%. A taxa se refere à soma dos seguintes grupos:
empregados no setor privado sem carteira de trabalho assinada; empregados domésticos sem carteira de trabalho assinada; empregadores sem registro no CNPJ; trabalhadores por conta própria sem registro no CNPJ; trabalhadores familiares auxiliares.
Um dos caminhos que a nova gestão de Daniel Vilela buscará para fazer a economia do estado avançar será pelo Investe GO, um mecanismo voltado à promoção do estado e à captação de investimentos. Também está prevista a consolidação do Distrito de Inovação e Inteligência Artificial, com o objetivo de atrair empresas de tecnologia para Goiás e, consequentemente, geração de empregos.
Em entrevista ao g1, o economista e conselheiro federal de contabilidade Einstein Almeida Ferreira Paniago explicou que a taxa de desocupação não se refere a pessoas sem renda, mas àquelas que muitas vezes trabalham, empreendem, mas não contam com proteção social. "Por isso, a informalidade deve ser lida como um sinal de onde o Estado precisa reforçar os ciclos virtuosos da economia, e não como um rótulo de fracasso", disse o especialista.
No caso dos empreendedores, o economista destaca que há caminhos para apoiá-los, como, por exemplo, por meio do que ele chama de "microcrédito na dose e no momento certos", com linhas que teriam "gatilhos" pré-definidos.
"Quando indicadores como faturamento registrado em nota fiscal eletrônica, inadimplência ou saldo de empregos caírem em determinado setor ou região, linhas de capital de giro já desenhadas seriam acionadas, acompanhadas de assistência técnica", detalhou.
Para Paniago, o principal desafio de Goiás não é crescer economicamente, mas fazer com que o crescimento crie raízes. "O Estado produz muito, gera empregos e exporta para o mundo, mas ainda precisa garantir que uma parcela maior do valor, do conhecimento e da proteção social gerados por essa riqueza permaneça nos municípios goianos e chegue às famílias que a produzem", afirmou.
Segurança
Na segurança pública, área que foi o carro-chefe da campanha tanto de Vilela quanto de Ronaldo Caiado à presidência da República, o governador pretende expandir as atuais políticas públicas, entre elas o programa IA contra o crime.
Segundo Vilela, a meta é instalar mais 5 mil câmeras de segurança em pontos estratégicos do estado. Ele afirmou que Goiás continuará sendo o “estado mais seguro do país”.
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