'Vestir Maria': artesã transforma fé em arte na confecção de mantos de Nossa Senhora no Amapá
Sultana Benathar, artesã que produz mantos de Nossa Senhora no Amapá Josi Paixão/g1 Filha de costureira e artesã por vocação, Sultana Monteiro carrega uma missão que une talento e fé: confeccionar os mantos que vestem imagens de Nossa Senhora no Amap´´. Há mais de duas décadas, ela se dedica ao trabalho artesanal e já participou da produção dos mantos de Nossa Senhora de Nazaré, para o Círio no Am
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Sultana Benathar, artesã que produz mantos de Nossa Senhora no Amapá
Josi Paixão/g1
Filha de costureira e artesã por vocação, Sultana Monteiro carrega uma missão que une talento e fé: confeccionar os mantos que vestem imagens de Nossa Senhora no Amap´´. Há mais de duas décadas, ela se dedica ao trabalho artesanal e já participou da produção dos mantos de Nossa Senhora de Nazaré, para o Círio no Amapá, e também de Nossa Senhora Aparecida.
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Apesar da experiência, Sultana diz que não fez cursos de costura ou bordado. Para ela, a habilidade surgiu naturalmente.
"Eu acho que o dom nasceu comigo. Tudo começou com a minha mãe, que era costureira. Depois fui seguindo esse caminho", conta.
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O envolvimento com a Igreja Católica veio ainda na juventude, quando passou a participar das atividades religiosas incentivada pela madrinha. Desde então, a devoção mariana também passou a fazer parte da sua história.
Produção dos mantos
Manto do Círio de Nossa Senhora de Nazaré 2026 no Amapá
Sultana Benathar/Arquivo pessoal
Ao falar sobre a produção dos mantos, a artesã admite que é difícil traduzir o sentimento em palavras.
"É amor, é fé. A gente coloca tudo aquilo que sente em um pedaço de tecido. Cada manto precisa transmitir uma mensagem e representar o tema daquele ano", explica.
Ao longo dos anos, Sultana não ficou responsável apenas pelos mantos. Ela também atuou na ornamentação da berlinda que conduz a imagem durante as procissões. Em Santana, por exemplo, foram cinco anos dedicados à confecção do manto e à decoração do carro que acompanha a santa.
Depois de passar seis anos afastada dos trabalhos do Círio de Nazaré em Macapá, ela afirma que retornou mais preparada e com uma conexão ainda mais forte com a fé.
"O sentimento nunca é o mesmo. Cada ano é diferente. Existe uma emoção muito grande em saber que você está ajudando a vestir Maria", diz.
Para a artesã, o trabalho vai muito além da técnica. Ela define o próprio ofício como um serviço.
"Sou filha de costureira, costureira é um instrumento de fé. Meu dom veio para servir. Enquanto Deus permitir, é isso que eu quero continuar fazendo", diz.
Entre linhas, bordados e tecidos, Sultana segue transformando devoção em arte e ajudando a manter viva uma das tradições religiosas mais importantes do Amapá.
Sultana Benathar confeccionou o manto de Nossa Senhora Aparecida
Josi Paixão/g1
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