Vitaminas para gestantes: quando começar a suplementação?
Vitaminas para gestantes: quando começar a suplementação? Crédito: Divulgação A descoberta da gravidez desperta uma mistura intensa de alegria e dúvidas na rotina da mulher. A preocupação em oferecer a melhor nutrição para o desenvolvimento do bebê surge logo nos primeiros dias. O problema é que a alimentação diária nem sempre consegue suprir as altas demandas de micronutrientes exigidas por essa
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Vitaminas para gestantes: quando começar a suplementação?
Crédito: Divulgação
A descoberta da gravidez desperta uma mistura intensa de alegria e dúvidas na rotina da mulher. A preocupação em oferecer a melhor nutrição para o desenvolvimento do bebê surge logo nos primeiros dias.
O problema é que a alimentação diária nem sempre consegue suprir as altas demandas de micronutrientes exigidas por essa fase. A ingestão adequada de vitaminas para gestante garante a formação saudável dos órgãos fetais, protegendo a saúde da mãe contra quadros de anemia e exaustão extrema.
A orientação médica individualizada faz toda a diferença para o sucesso do pré-natal. O obstetra avalia o histórico de saúde e os exames de sangue para definir o momento exato e a dosagem certa de cada nutriente. Iniciar esse cuidado reduz riscos de malformações e previne complicações gestacionais graves, como a pré-eclâmpsia.
O ideal é preparar o organismo feminino antes mesmo da fertilização. O uso de um suplemento para antes da gravidez, como o Materna Pré, fortalece os estoques de nutrientes da mulher, garantindo um ambiente favorável para o início da gestação.
Por que a grávida precisa suplementar vitaminas?
O corpo da gestante passa por transformações profundas desde o início da gravidez. O Manual MSD aponta que o volume de sangue circulante aumenta quase 50% para nutrir a placenta e garantir o oxigênio necessário ao bebê. Esse esforço metabólico consome as reservas de minerais e vitaminas da mãe em um ritmo muito rápido.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) ressalta que a carência de micronutrientes atinge parte significativa das gestantes em países em desenvolvimento. A deficiência de ferro e ácido fólico provoca anemia e atrasos no crescimento fetal. O suplemento alimentar entra na rotina para preencher as lacunas que a dieta não consegue cobrir.
Quais nutrientes são necessários repor?
A gestação exige um aporte nutricional elevado para apoiar a multiplicação celular rápida. A suplementação orientada evita a fadiga excessiva da mulher, preserva a densidade óssea materna e reduz o risco de parto prematuro.
As principais vitaminas necessárias são:
Ácido fólico (Vitamina B9): previne defeitos no fechamento do tubo neural do feto, estrutura que dá origem ao cérebro e à medula espinhal.
Ferro: atua na produção de hemoglobina, previne a anemia profunda e garante o transporte adequado de oxigênio para o bebê.
Vitamina D: melhora a absorção de cálcio, auxilia no fortalecimento dos ossos fetais e reduz o risco de pré-eclâmpsia na gestação.
Cálcio: protege a massa óssea materna e atua na formação do sistema esquelético e dos dentes do bebê.
Ômega 3 (DHA): estimula o desenvolvimento cerebral do feto e apoia a formação da retina durante o terceiro trimestre.
Vitamina B12: trabalha junto com o ácido fólico na síntese de DNA e na formação das células vermelhas do sangue.
Quando começa a suplementação de vitaminas para gestante?
O momento ideal para iniciar o uso de um suplemento para gestante varia de acordo com o nutriente e o planejamento da mulher. A ABRAN recomenda iniciar o consumo de ácido fólico enquanto está planejando a gravidez. Como o tubo neural do bebê se fecha até a quarta semana de gestação, o nutriente precisa estar presente no organismo no momento exato da fecundação.
Já no primeiro trimestre exige atenção dobrada para a ingestão de ácido fólico e vitamina B6. A vitamina B6 atua no sistema nervoso e reduz os enjoos matinais comuns nas primeiras semanas, e o ferro e o cálcio costumam ter a dose reforçada a partir do segundo trimestre, período em que o bebê acelera o seu crescimento físico.
As necessidades da mãe mudam conforme a evolução da gravidez. É por isso que o obstetra solicita exames de sangue periódicos para ajustar a dosagem das vitaminas em cada etapa.
A Eliane Messias Rodrigues, farmacêutica responsável Drogal, diz que a auto-suplementação deve ser evitada, pois o excesso de certos micronutrientes também traz riscos à saúde do bebê.
Atenção na alimentação, mamãe!
As vitaminas para gestantes funcionam como aliados poderosos, mas não substituem refeições equilibradas. A base da nutrição na gravidez precisa vir de pratos variados e coloridos. A ingestão de alimentos in natura garante o aporte de fibras que aliviam a prisão de ventre.
O consumo de frutas cítricas, por exemplo, melhora a absorção do ferro presente nos vegetais. Ou seja, enquanto as folhas verde-escura concentram boa quantidade de folato, os ovos e peixes oferecem proteína de alta qualidade e gorduras boas.
O consumo de água também exige prioridade máxima, porque ajuda na formação do líquido amniótico e melhora a circulação sanguínea.
Evitar alimentos ultraprocessados, excesso de sal e bebidas alcoólicas protege o desenvolvimento fetal e garante um pré-natal mais leve.
Depois do parto é necessário continuar suplementando?
O nascimento do bebê não encerra a necessidade de suporte nutricional. A fase do pós-parto exige grande energia da mulher para a recuperação física e para a produção do leite materno. O leite transporta os nutrientes da mãe diretamente para o recém-nascido, o que mantém a demanda metabólica em níveis elevados.
A perda de sangue durante o parto reduz as reservas corporais de ferro. Então, manter a reposição de minerais e vitaminas no pós-parto evita o desgaste físico da mãe e combate a queda de cabelo típica desse período de alterações hormonais.
A continuidade da suplementação garante a qualidade nutricional da amamentação e apoia o bem-estar materno nos primeiros meses de vida do bebê.
Eliane Messias Rodrigues, farmacêutica responsável Drogal. CRF/SP 43.895
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