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segunda-feira, 5 de outubro de 2026
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Estudantes de Economia da UFMT são denunciados por ataques racistas em grupos de mensagens

Mensagens compartilhadas nos grupos de estudantes são citadas na denúncia de manifestações racistas. Reprodução A Polícia Civil de Mato Grosso investiga denúncias de manifestações racistas e misóginas atribuídas a estudantes do curso de Economia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em grupos de WhatsApp. Os episódios teriam ocorrido entre os dias 3 e 4 de outubro e foram registrados tamb

Por Redação Publicado em 5 de outubro de 2026 às 19:51 3 min de leitura

Conteúdo de G1 — ler no site de origem

Estudantes de Economia da UFMT são denunciados por ataques racistas em grupos de mensagens
Publicado originalmente por [fonte]

Mensagens compartilhadas nos grupos de estudantes são citadas na denúncia de manifestações racistas.

Reprodução

A Polícia Civil de Mato Grosso investiga denúncias de manifestações racistas e misóginas atribuídas a estudantes do curso de Economia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em grupos de WhatsApp. Os episódios teriam ocorrido entre os dias 3 e 4 de outubro e foram registrados também por meio do portal Fala.BR, plataforma do governo federal usada para o envio de denúncias, reclamações, solicitações e outras manifestações aos órgãos públicos

Em nota, a UFMT informou que a denúncia foi encaminhada nesta segunda-feira (5) pela Ouvidoria da instituição à unidade competente, que já adota as providências administrativas cabíveis. “A UFMT reafirma seu compromisso com o respeito à diversidade, à dignidade das pessoas e com a manutenção de um ambiente universitário livre de discriminação e violência”, diz trecho da nota.

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Segundo um integrante do Centro Acadêmico de Ciências Econômicas, as primeiras manifestações ocorreram no grupo “Informes Economia”, administrado pelo Centro Acadêmico. Um estudante teria compartilhado uma figurinha de cunho racista e foi removido do grupo. A identidade dele não foi divulgada

Na sequência, outro estudante teria se referido a um colega usando o termo “carvão” e também foi retirado do grupo. Após os episódios, os administradores restringiram o espaço para que somente a equipe responsável pudesse enviar mensagens.

Com a restrição, a discussão migrou para o grupo “Geral”, ligado à Atlética Monopólio. De acordo com a denúncia, novas mensagens, áudios e figurinhas de conteúdo racista e misógino foram compartilhados no espaço.

Entre os conteúdos denunciados no boletim de ocorrências está uma mensagem que dizia que, por causa de um dos estudantes, “os preto lá estão achando que tem direitos". Também foram compartilhadas figurinhas consideradas racistas, incluindo uma imagem de uma mulher negra realizando um exame de ultrassom, com a representação do bebê como um macaco.

Prints divulgados mostram trechos das conversas em grupos de WhatsApp onde teriam ocorrido as manifestações racistas.

Reprodução

Ainda segundo a denúncia, um dos estudantes afirmou que pretendia enviar mais conteúdos racistas caso o grupo “Informes Economia” fosse reaberto. O denunciante também afirmou que não houve intervenção dos administradores do grupo da Atlética para interromper as manifestações.

Em nota, o Centro Acadêmico de Ciências Econômicas afirmou que os episódios não podem ser tratados como mero debate político ou opinião. “O Centro Acadêmico de Ciências Econômicas não se calará diante do racismo e da misoginia. Defendemos que os fatos sejam devidamente apurados e que os responsáveis sejam investigados e responsabilizados, conforme as normas e os procedimentos institucionais aplicáveis”, diz a nota.

A UFMT informou que, por se tratar de um procedimento sob sigilo, não pode divulgar nomes, número de envolvidos ou o conteúdo das manifestações. A universidade também afirmou que a apuração seguirá os procedimentos internos previstos, com garantia do contraditório e da ampla defesa.

O g1 tenta localizar a defesa dos alunos denunciados. A Polícia Civil investiga o caso.

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