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Homem é preso suspeito de desviar R$ 1,6 milhão de empresa em MG e usar dinheiro em bets

Homem é preso suspeito de desviar R$ 1,6 milhão de empresa em MG e usar dinheiro em bets Um homem de 29 anos foi preso preventivamente nesta quinta-feira (8) suspeito de desviar cerca de R$ 1,68 milhão da empresa onde trabalhava, em Pouso Alegre (MG). Segundo a Polícia Civil, André Rafael de Souza Martins era contador de uma fabricante de produtos para gastronomia e panificação e tinha autonomia s

Por Redação Publicado em 8 de outubro de 2026 às 12:38 5 min de leitura

Conteúdo de G1 — ler no site de origem

Homem é preso suspeito de desviar R$ 1,6 milhão de empresa em MG e usar dinheiro em bets
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Homem é preso suspeito de desviar R$ 1,6 milhão de empresa em MG e usar dinheiro em bets

Um homem de 29 anos foi preso preventivamente nesta quinta-feira (8) suspeito de desviar cerca de R$ 1,68 milhão da empresa onde trabalhava, em Pouso Alegre (MG). Segundo a Polícia Civil, André Rafael de Souza Martins era contador de uma fabricante de produtos para gastronomia e panificação e tinha autonomia sobre as contas. Os desvios teriam ocorrido ao longo de três meses.

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A prisão foi feita por volta das 6h, na casa do suspeito, após a Polícia Civil levantar informações sobre o possível paradeiro dele. Conforme o delegado Renato Gavião, responsável pelo caso, o pedido de prisão havia sido feito na semana passada e foi autorizado pela Justiça.

De acordo com a investigação, André teria transferido valores da conta da empresa para a própria conta bancária. Em alguns casos, ele teria devolvido o dinheiro posteriormente.

Homem é preso suspeito de desviar R$ 1,6 milhão de empresa em MG e usar dinheiro em bets

Ascom Polícia Civil

O prejuízo de R$ 1,68 milhão foi identificado em uma auditoria realizada pela empresa. Conforme a Polícia Civil, o levantamento considera apenas três meses. O investigado, no entanto, tinha autonomia financeira desde 2024.

“Pode ser muito mais. A gente não sabe desde quando que vem ocorrendo esse furto”, disse o delegado.

O g1 tenta identificar a defesa de André Rafael de Souza Martins.

Dinheiro teria sido usado em apostas

Em uma conversa informal com o delegado após a prisão, André teria afirmado que usou o dinheiro desviado em apostas esportivas. Segundo a versão apresentada por ele, o dinheiro era retirado da empresa e colocado em sua conta para depois ser usado em plataformas de bets, na tentativa de recuperar os valores e cobrir os prejuízos anteriores.

De acordo com o delegado, o homem afirmou que é viciado em jogos e que faz acompanhamento com psiquiatra e psicólogo. A informação, no entanto, foi dada informalmente e ainda não integra o inquérito.

“Ele jogava, daí ele perdia, daí ele pegava dinheiro da empresa, jogava para a conta dele, jogava nas bets com a intenção de ganhar, restituir para a empresa e cobrir o rombo”, relatou o delegado.

A Polícia Civil ressalta que ainda não há confirmação de que todo o dinheiro tenha sido destinado às apostas. A quebra do sigilo bancário foi solicitada para identificar o destino dos valores.

“Ele pode ter também jogado, colocado em bets e não ter jogado. Também é uma hipótese”, afirmou Renato Gavião.

Suspeito teria usado chave Pix de empresa

Ainda segundo a investigação, o suspeito teria continuado a prática depois de ser demitido. Conforme a Polícia Civil, ele criou uma chave Pix vinculada ao e-mail da empresa para receber valores de clientes em uma conta pessoal.

Segundo o delegado, esse fato contribuiu para o pedido de prisão preventiva.

“Depois que ele foi mandado embora, ele ainda criou uma chave Pix para poder receber de cliente da empresa uma certa quantia, um dinheiro, um certo valor, para poder, no sentido de fosse colocado na sua conta”, explicou.

A empresa descobriu os desvios por meio de uma auditoria e procurou a polícia no dia 30 de setembro. De acordo com o delegado, os documentos apresentados permitiram identificar as movimentações entre as contas.

“As provas são claras, são contundentes, não tem como negar, porque são provas muito objetivas”, afirmou.

Polícia investiga destino do dinheiro

Durante o cumprimento do mandado de prisão, a Polícia Civil apreendeu celulares e outros equipamentos. Os investigadores também devem analisar as movimentações bancárias do suspeito.

O objetivo é descobrir onde o dinheiro foi parar e verificar se o valor desviado é realmente de R$ 1,68 milhão ou se existem outros prejuízos.

A investigação também identificou uma segunda possível vítima. Segundo a polícia, André também prestava serviços de contabilidade para uma empresa ligada à esposa de um dos sócios da fabricante e teria causado prejuízo a esse negócio. A Polícia Civil deve instaurar um novo inquérito para apurar esse caso.

O delegado informou ainda que parte dos valores teria sido transferida para a conta da esposa do investigado. Ela deverá ser ouvida pela polícia para explicar a movimentação. “Eu quero ouvir a esposa no sentido de como ela justifica esse valor na conta dela”, afirmou.

A polícia também solicitou a quebra do sigilo bancário para analisar as contas relacionadas ao investigado e rastrear os valores.

O inquérito tem prazo inicial de 30 dias, mas o delegado afirmou que poderá pedir a prorrogação devido à necessidade de análise dos extratos e das movimentações financeiras.

Até o momento, André Rafael de Souza Martins é investigado por furto qualificado.

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