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quinta-feira, 17 de setembro de 2026
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Prefeitura de SP avalia intervenção na A2, empresa de ônibus investigada por elo com PCC

Operação em SP revela que PCC se infiltrou em 12 empresas de ônibus da capital paulista A Prefeitura de São Paulo anunciou nesta quinta-feira (17) que estuda uma intervenção na empresa de ônibus A2 Transportes, após a companhia ser citada em uma operação da Polícia Civil e do Ministério Público que investiga suposta infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) em empresas do setor de transport

Por Redação Publicado em 17 de setembro de 2026 às 11:08 4 min de leitura

Conteúdo de G1ler no site de origem

Prefeitura de SP avalia intervenção na A2, empresa de ônibus investigada por elo com PCC
Publicado originalmente por [fonte]


Operação em SP revela que PCC se infiltrou em 12 empresas de ônibus da capital paulista

A Prefeitura de São Paulo anunciou nesta quinta-feira (17) que estuda uma intervenção na empresa de ônibus A2 Transportes, após a companhia ser citada em uma operação da Polícia Civil e do Ministério Público que investiga suposta infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) em empresas do setor de transporte coletivo. A empresa não é alvo da operação de hoje.

Em nota, a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) informou que criou um grupo de trabalho formado por representantes da Procuradoria-Geral do Município, da Controladoria-Geral do Município (CGM), da SPTrans e da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte para analisar os elementos reunidos na operação.

O objetivo é avaliar a possibilidade de uma intervenção na empresa, medida semelhante à adotada em 2024 nas concessionárias Transwolff e UpBus, que na época foram alvos da operação Fim da Linha.

Garagem da viação A2 Transportes, na Zona Sul de São Paulo

Reprodução/TV Globo

"A Prefeitura fará um levantamento rigoroso de contratos, documentos e eventuais vínculos da empresa com o sistema municipal de transporte, adotando imediatamente todas as medidas administrativas e judiciais que forem necessárias para proteger o interesse público e assegurar a continuidade dos serviços à população", afirmou a administração municipal em comunicado à imprensa.

À TV Globo, o prefeito Ricardo Nunes afirmou que deve tomar uma decisão ainda hoje e disse que a operação não coloca em risco o transporte público da capital.

"Não tem empresas do setor operando hoje que estejam nessa operação. O que a gente tem é uma empresa, aonde um dos sócios da A2 tem uma citação e pedido de prisão, mas a empresa em si não está cogitada no processo. Então esse grupo vai analisar juridicamente, tecnicamente e operacionalmente essa questão pra eu tomar a decisão se é o caso de fazer intervenção ou não da A2", disse o prefeito.

Milton Leite é alvo de operação contra infiltração do PCC no sistema de transporte de SP

A decisão ocorre após o Tribunal de Justiça de São Paulo autorizar a prisão temporária de 16 investigados apontados como integrantes ou colaboradores de uma organização criminosa que teria atuado para assumir o controle de empresas de transporte público e influenciar contratos e licitações no setor.

Entre os alvos estão o ex-vereador Milton Leite (União Brasil), que foi presidente da Câmara Municipal durante toda a legislatura passada (2021-2024), e Levi dos Santos Oliveira, ex-presidente da SPTrans e ex-secretário municipal de Mobilidade e Trânsito da capital paulista.

Em trecho da decisão, o desembargador Sérgio Ribas afirma que as investigações apontam que "12 das 22 empresas de transporte operando o sistema de transporte coletivo da capital são, em tese, controladas pelo PCC".

Alvo de mandado de prisão, empresário Paulo Korek é apontado como proprietário da A2 Transportes

Reprodução

Segundo a investigação, a A2 Transportes aparece em diálogos interceptados pela polícia que indicariam a existência de uma estrutura voltada à infiltração do PCC em companhias de ônibus. A empresa teria sido utilizada em negócios relacionados ao grupo criminoso e mencionam a atuação de dirigentes e empresários do setor.

Entre os alvos dos mandados de prisão está o empresário Paulo Sirqueira Korek Farias, apontado pela investigação como proprietário da A2 e gestor de outras empresas de transporte, além de "testa de ferro" da facção criminosa. O magistrado afirma que há indícios de que ele administraria interesses do grupo no ramo dos transportes.

À TV Globo, o advogado da A2 disse que Paulo Korek classifica as suspeitas como "ilações" e vai esclarecer tudo. Segundo ele, o investigado está propenso a se entregar, mas quer se apresentar na Corregedoria porque afirma ter "algumas coisas para expor".

Também teve a prisão temporária decretada Julio Salvador Filho, diretor da A2. De acordo com a decisão judicial, ele seria interlocutor de investigados ligados ao esquema e participaria da autorização de pagamentos a pessoas apontadas como "laranjas" da organização criminosa.

A decisão menciona ainda conversas atribuídas a Paulo Korek sobre a venda de 63 ônibus da empresa Translider no valor de R$ 1.260.000, com utilização de conta bancária da A2 para movimentação de recursos. Para a polícia, os diálogos reforçam suspeitas de uso de empresas de transporte para operacionalizar negócios vinculados ao grupo investigado.

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