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Debate na TV Mirante: o que os candidatos ao governo do MA disseram sobre desenvolvimento econômico

Debate entre candidatos ao governo do Maranhão: veja a íntegra O desenvolvimento econômico do Maranhão foi um dos temas debatidos entre os candidatos ao governo do Estado. André Luís (Missão), Eduardo Braide (PSD), Felipe Camarão (PT), Orleans Brandão (MDB), Roberto Rocha (PRTB) e Saulo Arcangeli (PSTU) apresentaram propostas para a melhoria da economia. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g

Por Redação Publicado em 30 de setembro de 2026 às 15:50 9 min de leitura

Conteúdo de G1 — ler no site de origem

Debate na TV Mirante: o que os candidatos ao governo do MA disseram sobre desenvolvimento econômico
Publicado originalmente por [fonte]

Debate entre candidatos ao governo do Maranhão: veja a íntegra

O desenvolvimento econômico do Maranhão foi um dos temas debatidos entre os candidatos ao governo do Estado. André Luís (Missão), Eduardo Braide (PSD), Felipe Camarão (PT), Orleans Brandão (MDB), Roberto Rocha (PRTB) e Saulo Arcangeli (PSTU) apresentaram propostas para a melhoria da economia. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Maranhão no WhatsApp

Ao logo de pouco mais de 2h30 de debate, os candidatos também debateram sobre infraestrutura, meio ambiente e agronegócio e também trocaram acusações entre si sobre relações políticas e investigações policiais. Os candidatos apresentaram diferentes para ampliar a atividade econômica no estado. Enquanto alguns destacaram a industrialização e a atração de empresas, outros concentraram as propostas na agricultura familiar, na distribuição de riqueza, na infraestrutura ou no ajuste das contas públicas.

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Rafaelle Fróes/g1 Maranhão

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Veja, abaixo, em ordem alfabética, o que cada candidato disse sobre desenvolvimento econômico: André Luis (Missão)

André Luís (Missão) apresentou uma proposta de desenvolvimento econômico associada ao ajuste das contas públicas. O candidato afirmou que pretende reduzir despesas administrativas para ampliar a capacidade de investimento do governo.

Entre as medidas citadas estão a redução de 25% dos cargos comissionados, a junção de secretarias e a extinção da Secretaria de Articulação Política.

“Para fazer investimento, o Estado precisa cortar na carne. [...] reduzindo 25% dos cargos comissionados, a junção de algumas secretarias e a extinção como a Secretaria de Articulação Política.”

Segundo André Luís, a economia obtida com essas medidas seria utilizada para investimentos e para a atração de empresas para o Maranhão.

“A gente possa economizar recursos e sobrar dinheiro para investimento, para atrair os investimentos para esse estado, atrair as empresas para cá. E depois disso [...] a gente vai começar a gerar aquele trabalho e renda", propôs o candidato. O candidato também defendeu uma estratégia de desenvolvimento voltada para o interior do estado. Para ele, as políticas econômicas devem considerar as características de cada município.

“Nós precisamos olhar a potencialidade de cada pedacinho do nosso estado, o interior do nosso estado e cada município, com esse olhar de desenvolvimento e de enriquecimento", disse. A proposta de André Luiz, portanto, combina redução de despesas, reorganização da estrutura administrativa, atração de empresas e estímulo à atividade econômica nos municípios do interior.

Eduardo Braide (PSD)

Eduardo Braide (PSD) defendeu uma gestão baseada em critérios técnicos e associou investimentos em infraestrutura à melhoria dos serviços públicos e da atividade econômica.

Ao falar sobre sua experiência como prefeito de São Luís, Braide afirmou que pretende levar para o governo do estado um modelo de gestão com secretários escolhidos por critérios técnicos e sem indicações políticas.

“Uma vez a gente chegando no governo do estado, nós vamos fazer a mesma gestão técnica que eu fiz na prefeitura de São Luís no governo do estado, com secretários técnicos, sem indicações políticas", disse o candidato. Braide também citou obras realizadas durante sua gestão na capital, como parte do argumento de que investimentos públicos poderiam ser utilizados para melhorar a infraestrutura e estimular a economia.

Ele mencionou mais de 2 mil obras, além de obras de pavimentação, hospitais, unidades básicas de saúde, avenidas e viadutos. Em outro momento, ao questionar Saulo Arcangeli sobre as estradas estaduais, Braide citou problemas em rodovias e cobrou uma proposta para recuperação da malha viária.

O tema foi respondido por Saulo, que defendeu um plano de obras públicas para estradas, saneamento e moradia.

Felipe Camarão (PT)

Felipe Camarão (PT) defendeu que o desenvolvimento econômico esteja associado à distribuição de riqueza, à qualificação profissional e à geração de emprego e renda.

Ao responder a uma pergunta de Roberto Rocha sobre crescimento econômico, Camarão afirmou que o desenvolvimento deve considerar as diferenças entre as regiões do Maranhão.

“O que nós precisamos fazer para desenvolver esse Estado, Roberto, é distribuir riqueza, distribuir nas terras boas que nós temos, apostar na agricultura familiar, qualificação da mão de obra, gerar emprego e renda", disse o candidato. O candidato também citou o empreendedorismo como parte da estratégia econômica e defendeu investimentos de acordo com a vocação de cada região.

“Nós temos no nosso plano de governo, de forma adequada, de forma regionalizada, de acordo com a vocação de cada região, um plano para você ter o seu investimento para empreender e ter geração de emprego e renda, especialmente para as mulheres e para as juventudes", explicou. Camarão afirmou que pretende estimular a agricultura familiar, qualificar trabalhadores e criar condições para que investimentos sejam distribuídos entre diferentes regiões do estado.

A proposta apresentada por ele combina, portanto, investimentos no campo, qualificação profissional, empreendedorismo e políticas voltadas à geração de trabalho e renda.

Orleans Brandão (MDB)

Orleans Brandão (MBD) colocou a geração de emprego e renda entre as principais prioridades de sua proposta econômica. O candidato afirmou que pretende ampliar a qualificação profissional, atrair novas indústrias e desenvolver agroindústrias.

Durante o debate, Brandão também citou a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Bacabeira como uma estrutura que poderia ser utilizada para ampliar a industrialização do estado.

“A nossa zona de processamento e exportação já está instalada e mais de 18 bilhões em negócios já foram feitos. A partir do ano que vem, eu vou potencializar a nossa ZPE", explicou o candidato.

Segundo Orleans, a localização da ZPE, próxima a rodovias, ferrovias e ao Porto do Itaqui, pode ser utilizada para ampliar os negócios e agregar valor à produção maranhense.

O candidato afirmou ainda que pretende reduzir a dependência da exportação de matérias-primas.

“A gente não vai exportar mais só commodities, mais só matéria-prima. A partir da ZPE, nós vamos exportar o produto final", disse. Orleans também citou a industrialização e o desenvolvimento de agroindústrias como formas de ampliar as oportunidades de trabalho.

“Através dessa biorrefinaria, nós vamos criar as agroindústrias. Eu vou trabalhar por todas as áreas, mas principalmente, eu quero gerar emprego, quero gerar renda, quero gerar oportunidades para os maranhenses", falou Camarão. O candidato também defendeu investimentos na agricultura familiar e no agronegócio, além da regularização fundiária e da ampliação de estradas para melhorar o escoamento da produção.

Roberto Rocha (PRTB)

Roberto Rocha (PRTB) defendeu a industrialização como uma das principais estratégias para ampliar a geração de riqueza no Maranhão.

O candidato criticou o modelo baseado na exportação de matérias-primas e afirmou que o estado precisa agregar valor aos produtos antes de enviá-los para outros mercados.

“Só tem uma saída. É criar uma válvula de retenção para agregar valor ao produto aqui. O que é isso? [...] ZPE, Zona de Processamento de Exportação", disse o candidato. Para Rocha, a ZPE poderia ser utilizada para transformar parte da produção maranhense antes da exportação, criando novas atividades industriais e empregos. O candidato também defendeu a instalação de agroindústrias e a transformação da produção agrícola em produtos de maior valor agregado.

Em outro momento, ao falar sobre a produção do Maranhão, Rocha afirmou que o estado precisa avançar na transformação da produção vegetal em proteína animal.

“O desafio não é produzir vegetal. O desafio é transformar o vegetal em proteína animal", disse. A proposta inclui a instalação de empresas e agroindústrias capazes de processar a produção dentro do próprio estado.

Rocha também relacionou a industrialização à criação de empregos e à necessidade de aproveitar a localização do Maranhão, especialmente pela proximidade com o mercado externo e com o Porto do Itaqui.

Saulo Arcangeli (PSTU)

Saulo Arcangeli (PSTU) defendeu um modelo de desenvolvimento baseado na agricultura familiar, na reforma agrária, na assistência técnica aos pequenos produtores e na distribuição de riqueza.

Durante a discussão sobre agricultura, o candidato afirmou que o estado precisa fortalecer a produção dos pequenos agricultores e ampliar as cadeias produtivas.

“Você tem que desenvolver a agricultura familiar, garantir assistência técnica, produção, escoamento da produção, as cadeias produtivas, principalmente da pesca", explicou. Saulo também citou a necessidade de desenvolver atividades econômicas relacionadas a produtos tradicionais do Maranhão, como babaçu, buriti e juçara. Segundo ele, esses produtos poderiam ser utilizados para formar cadeias produtivas e agroindústrias capazes de gerar trabalho e renda.

O candidato também defendeu uma reforma agrária e criticou o avanço do agronegócio sobre áreas de produção tradicional.

Em outro momento do debate, Saulo apresentou uma proposta de infraestrutura diretamente relacionada à atividade econômica. Ele afirmou que pretende criar um plano de obras públicas para recuperar estradas estaduais e vicinais, além de investir em saneamento e moradia.

“A gente vai precisar de um plano de obras públicas para garantir a infraestrutura, além das estradas, as estradas principais, as estradas vicinais, para a gente avançar na agricultura familiar, para gerar trabalho e renda", disse. A proposta, segundo Saulo, tem como objetivo melhorar o escoamento da produção e ampliar a capacidade econômica de diferentes regiões do estado.

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