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Enviado por Bolsonaro, Hélio Lopes fica em 5º lugar e perde eleição para Senado em Roraima

Deputado federal pelo Rio de Janeito Helio Lopes (PL) usa foto nas redes ao lado de Jair Bolsonaro, ex-presidente condenado pelo STF Reprodução/Instagram O deputado federal pelo Rio de Janeiro, Hélio Lopes (PL), não conseguiu se eleger para o Senado por Roraima nas eleições de 2026. O candidato ficou em quinto lugar na disputa, com 79.038 votos, que representam 12,97% do total de votos do estado.

Por Redação Publicado em 5 de outubro de 2026 às 16:00 4 min de leitura

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Enviado por Bolsonaro, Hélio Lopes fica em 5º lugar e perde eleição para Senado em Roraima
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Deputado federal pelo Rio de Janeito Helio Lopes (PL) usa foto nas redes ao lado de Jair Bolsonaro, ex-presidente condenado pelo STF

Reprodução/Instagram

O deputado federal pelo Rio de Janeiro, Hélio Lopes (PL), não conseguiu se eleger para o Senado por Roraima nas eleições de 2026. O candidato ficou em quinto lugar na disputa, com 79.038 votos, que representam 12,97% do total de votos do estado.

Adversário de Hélio e parte do mesmo partido, o deputado federal Nicoletti (PL) foi o mais votado ao Senado no estado, com 138.269 votos (22,68% dos votos válidos). A segunda vaga ficou com Teresa Surita (MDB), eleita com 117.270 votos (19,24%).

À frente de Hélio Lopes, também ficaram outros dois candidatos, que não foram eleitos: Helena da Asatur (PSD), que obteve 106.652 votos (17,50%), e Chico Rodrigues (PSB), que alcançou 81.845 votos (13,43%). Apesar disso, Hélio desbancou outros oito políticos com trajetória em Roraima na disputa.

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Enviado por Jair Bolsonaro

Hélio Lopes transferiu domicílio eleitoral do Rio de Janeiro para Roraima este ano para disputar as Eleições. A mudança, segundo a própria campanha do deputado federal, atendeu a um pedido do ex-presidente Jair Bolsonaro, de quem é aliado histórico.

Para tentar atrair os eleitores locais, Hélio usou bastante a imagem de Jair e do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), com quem fez comício em Boa Vista durante a campanha. Desde novembro de 2025, Jair Bolsonaro cumpre prisão por tentativa de golpe de Estado.

No entanto, a Justiça Eleitoral proibiu o candidato de usar o sobrenome "Bolsonaro" na urna para evitar "confundir o eleitorado". Por isso, ele concorreu oficialmente sob o nome de registro: Helio Fernando Barbosa Lopes.

Para justificar ligação com o estado, Hélio afirmou na campanha que atuou na região amazônica e fez um curso militar em Boa Vista, em 1999. Ele também destacou um envio de emendas parlamentares para laboratórios de informática em Roraima antes de mudar o domicílio eleitoral.

A candidatura fez parte de uma estratégia nacional de partidos políticos, como o próprio PL. As siglas enviaram nomes de confiança com trajetórias em outros estados para concorrerem fora de seus redutos eleitorais. O objetivo, para especialistas, foi tentar garantir a eleição de aliados fiéis para atuar no Senado.

Ao longo da campanha, Hélio Lopes focou o discurso no avanço da segurança nas fronteiras, na expansão do agronegócio e na infraestrutura energética para Roraima. No entanto, evitou contato com a imprensa local. Sem justificativas, ele faltou a duas sabatinas marcadas na Rede Amazônica em setembro. Hélio e Bolsonaro se conheceram em 1991 no Exército, onde o candidato ganhou do ex-presidente o apelido de "irmão que a vida me deu".

Helio Lopes entre Jair e Flávio Bolsonaro

Reprodução

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Surpresa para o próprio partido

Durante a campanha, a chegada de Hélio Lopes exigiu 'jogo de cintura' do próprio diretório local do PL em Roraima. O presidente da legenda e agora governador eleito de Roraima, Arthur Henrique (PL), admitiu que a direção estadual descobriu a candidatura de Hélio Lopes pela imprensa. O partido planejava lançar apenas Nicoletti para o Senado e foi pego de surpresa pela decisão, que veio de Brasília. Como alguns candidatos locais já tinham fechado apoio a outros nomes para o Senado, o diretório decidiu liberar informalmente os filiados para manterem os compromissos, exigindo apenas que não fizessem ataques públicos à candidatura de Hélio.

A situação causou, por exemplo, uma discrepância na divisão do dinheiro de campanha. A candidatura de Nicoletti recebeu R$ 3,1 milhões do Fundo Eleitoral. Já a campanha de Hélio Lopes ficou com R$ 500 mil. O partido delegou ao próprio Nicoletti a função de determinar quanto cada candidato do partido receberia.

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