Mensagem de médica pedindo para não dar alta a 'petistas' na eleição foi enviada em grupo de privado de médicos, diz hospital
Médica é suspeita de orientar funcionários a ‘não dar alta para petistas’ O Hospital Municipal da Mulher e Maternidade Célia Câmara, de Goiânia, afirmou, em nota, que as mensagens enviadas pela médica Marcella Segato de Sousa Melo sobre não dar alta a "petistas" foram enviadas em um grupo privado. O Ministério Público fez uma denúncia contra a médica, que é chefe da ginecologia e obstetrícia, pela
Conteúdo de G1 — ler no site de origem
Médica é suspeita de orientar funcionários a ‘não dar alta para petistas’
O Hospital Municipal da Mulher e Maternidade Célia Câmara, de Goiânia, afirmou, em nota, que as mensagens enviadas pela médica Marcella Segato de Sousa Melo sobre não dar alta a "petistas" foram enviadas em um grupo privado. O Ministério Público fez uma denúncia contra a médica, que é chefe da ginecologia e obstetrícia, pela suspeita de ter orientado funcionários sobre a negativa dos pedidos de alta no fim de semana das eleições. O g1 tentou entrar em contato com a médica, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. A defesa dela não foi localizada. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp
O hospital afirmou, ainda, que Marcella foi afastada da escala após o ocorrido. De acordo com a unidade, as afirmações feitas por Marcella não representam o posicionamento da administração do hospital ou da gestão (leia a nota completa a o final do texto).
"As manifestações mencionadas na solicitação encaminhada pela imprensa ocorreram em grupo interno e privado de profissionais médicos e constituem manifestações de caráter pessoal de seus participantes, não representando, em nenhuma hipótese, posicionamento da Administração do Hospital ou da instituição responsável pela gestão da unidade", escreveu.
LEIA TAMBÉM: ENTENDA: Médica é suspeita de orientar funcionários a ‘não dar alta para petistas’ em dia de eleição
Médica que teve 50% do corpo queimado em explosão de lancha agradece nova chance: “O que importa é estar viva"
Médica que reencontrou amiga de infância após post viralizar brincou em vídeo: ‘Internet, dê seus pulos’
O Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) também se manifestou sobre o ocorrido. Em nota, o Cremego disse que as denúncias relacionadas à conduta ética de médicos, recebidas pelo Cremego ou das quais toma conhecimento, são apuradas e tramitam em total sigilo e que solicita esclarecimentos ao médico responsável técnico pela instituição citada nas denúncias. Entenda o caso
Médica é suspeita de orientar funcionários a ‘não dar alta para petistas’ em dia de eleição
Reprodução/TV Anhaguera
Prints de mensagens que teriam sido enviadas por Marcella, obtidas pela TV Anhanguera, mostram a médica fazendo referência à simpatizantes do Partido dos Trabalhadores (PT). Ela escreveu orientando que os colegas não dessem alta aos simpatizantes no sábado e domingo (4), dia das eleições.
"Quem estiver na enfermaria sábado e domingo, não dar alta para ninguém, a maioria é petista".
Após o ocorrido, o Ministério Público Federal fez uma denúncia contra a médica. Leia a nota da maternidade na íntegra
"O Hospital Municipal da Mulher e Maternidade Célia Câmara informa que não adota posicionamento político-partidário e pauta sua atuação exclusivamente pelos princípios que regem a assistência pública à saúde, pela ética profissional e pelos critérios técnicos e assistenciais aplicáveis a cada paciente.
As manifestações mencionadas na solicitação encaminhada pela imprensa ocorreram em grupo interno e privado de profissionais médicos e constituem manifestações de caráter pessoal de seus participantes, não representando, em nenhuma hipótese, posicionamento da Administração do Hospital ou da instituição responsável pela gestão da unidade.
O Hospital ressalta, ainda, que manifestações ou preferências políticas de caráter pessoal não se confundem com as condutas médicas e assistenciais adotadas na unidade. Decisões relativas à internação, permanência hospitalar e alta devem observar exclusivamente critérios clínicos, técnicos, éticos e de segurança do paciente, independentemente de qualquer convicção política, ideológica, religiosa ou de outra natureza.
Diante das informações recebidas, a Administração adotará os procedimentos internos apropriados para apuração dos fatos e de seu contexto, assegurados o contraditório, a adequada instrução e a observância das normas institucionais e profissionais aplicáveis. Caso sejam constatadas condutas incompatíveis com essas normas, serão adotadas as medidas cabíveis.
O Hospital reafirma seu compromisso com uma assistência impessoal, humanizada, ética e tecnicamente orientada, garantindo tratamento isonômico a todos os usuários do Sistema Único de Saúde.
Por fim, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Goiânia informa que, assim que tomou conhecimento dos fatos relatados, adotou as medidas administrativas cabíveis para a apuração da conduta mencionada.
A Secretaria também reforçou a orientação às equipes quanto à necessidade de garantir atendimento adequado, ético e respeitoso a todos os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).
Hospital Municipal da Mulher e Maternidade Célia Câmara - Secretaria Municipal de Saúde (SMS)".
Hospital Municipal da Mulher e Maternidade Célia Câmara
Diomício Gomes/O Popular
📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás.
VÍDEOS: últimas notícias de Goiás