Veja os estados que elegeram mais e menos mulheres para a Câmara e o Senado
Câmara e Senado: fachada do prédio do Congresso Nacional na Esplanada dos Ministérios no dia 4 de julho de 2017 Edilson Rodrigues/Agência Senado Com o fim da apuração das eleições 2026, o Mato Grosso do Sul foi o estado com maior proporção de mulheres eleitas deputadas federais: 4 das 8 vagas terão representantes femininas. Piauí, Distrito Federal e Roraima não elegeram nenhuma mulher para o cargo
Conteúdo de G1 — ler no site de origem
Câmara e Senado: fachada do prédio do Congresso Nacional na Esplanada dos Ministérios no dia 4 de julho de 2017
Edilson Rodrigues/Agência Senado
Com o fim da apuração das eleições 2026, o Mato Grosso do Sul foi o estado com maior proporção de mulheres eleitas deputadas federais: 4 das 8 vagas terão representantes femininas. Piauí, Distrito Federal e Roraima não elegeram nenhuma mulher para o cargo.
Ao todo, as mulheres ocuparão 109 das 513 vagas da Câmara dos Deputados, que terá a maior bancada feminina de sua história a partir de 2027. No Senado, foram 12 mulheres eleitas, chegando ao maior número em uma única eleição. Considerando as senadoras eleitas em 2022, serão 17 mulheres no cargo, o que faz o Senado ter a maior bancada feminina de sua história.
O Distrito Federal foi o único a eleger mulheres para as duas vagas em disputa nestas eleições: Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, ambas do PL. No outro extremo, 16 estados não elegeram nenhuma mulher como senadora em 2026.
Agora no g1
Câmara dos Deputados
O Mato Grosso do Sul terá metade de suas cadeiras de deputados federais do estado ocupadas por mulheres. Foram eleitas Camila Jara (PT), Rose Modesto (União), Mara Caseiro (PL) e Isa Marcondes (Republicanos).
Santa Catarina, Amapá, Mato Grosso, Rio Grande do Norte e Rondônia aparecem na sequência, com o equivalente a 37,5% de suas bancadas ocupadas por mulheres.
Em números absolutos, São Paulo tem mais deputadas federais eleitas, com 16 representantes para o estado. Como o estado tem direito a 70 cadeiras, a participação feminina é de 22,86%.
Piauí, Distrito Federal e Roraima não elegeram nenhuma mulher para a Câmara dos Deputados.
Veja os números e quem são as eleitas deputadas federais, da maior para a menor participação feminina:
Mato Grosso do Sul: 4 de 8 vagas (50%). Camila Jara (PT), Rose Modesto (União), Mara Caseiro (PL) e Isa Marcondes (Republicanos).
Santa Catarina: 6 de 16 vagas (37,5%). Julia Zanatta (PL), Ana Paula Lima (PT), Giovana Mondardo (PCdoB), Daniela Reinehr (PL), Paulinha (Podemos) e Geovania de Sá (Republicanos)
Amapá: 3 de 8 vagas (37,5%). Aline Gurgel (União), Professora Marcivânia (PCdoB) e Dra. Erica (Podemos).
Mato Grosso: 3 de 8 vagas (37,5%). Coronel Fernanda (PL), Professora Rosa Neide (PT) e Virginia Mendes (União).
Rio Grande do Norte: 3 de 8 vagas (37,5%). Natália Bonavides (PT), Nina Souza (PL) e Thabatta Pimenta (PV).
Rondônia: 3 de 8 vagas (37,5%). Joliane Furia (PSD), Sofia Andrade (PL) e Cristiane Lopes (Podemos).
Goiás: 5 de 17 (29,41%). Delegada Adriana Accorsi (PT), Flávia Morais (MDB), Magda Mofatto (PL), Marussa Boldrin (Republicanos) e Silvye Alves (União).
Maranhão: 5 de 18 (27,78%). Iracema Vale (MDB), Fabiana Vilar (PL), Amanda Gentil (PP), Larissa Dp (MDB) e Mariana Carvalho (PL).
Acre: 2 de 8 vagas (25%). Socorro Neri (PP) e Perpétua Almeida (PCdoB).
Sergipe: 2 de 8 vagas (25%). Yandra Moura (União) e Delegada Katarina (PSD).
Pernambuco: 6 de 25 vagas (24%). Juliana de Chaparral (União), Rosa Amorim (PT), Clarissa Tércio (PP), Iza Arruda (MDB), Eliane Soares (PSB) e Liana Cirne (PT).
Pará: 4 de 17 vagas (23,53%). Dra. Alessandra Haber (Podemos), Renilce Nicodemos (MDB), Dilvanda Faro (PT) e Andréia Siqueira (PSB).
São Paulo: 16 de 70 vagas (22,86%). Erika Hilton (PSOL), Sâmia Bomfim (PSOL), Tabata Amaral (PSB), Professora Luciene Cavalcante (PSOL), Ana Carolina Oliveira (Podemos), Luna Zarattini (PT), Marina Helena (Novo), Rosana Valle (PL), Renata Abreu (Podemos), Natália Boulos (PSOL), Juliana Cardoso (PT), Dra. Sandra Tadeu (PL), Maria Rosas (Republicanos), Sirlange Manga (União), Adriana Ventura (Novo) e Sônia Guajajara (PSOL).
Ceará: 5 de 22 vagas (22,73%). Tainah Marinho (PSB), Giordanna Mano (PRD), Fernanda Pessoa (PSD), Erika Amorim (Republicanos) e Luisa Cela (PT).
Rio de Janeiro: 10 de 46 vagas (21,74%). Anielle Franco (PT), Soraya Santos (PL), Talíria Petrone (PSOL), Manoela Peres (PL), Dani Cunha (PL), Julia de Castro (PL), Chris Tonietto (PL), Jandira Feghali (PCdoB), Nísia Trindade (PT), Talita Galhardo (PSDB).
Minas Gerais: 11 de 53 vagas (20,75%). Ana Elisa (PT), Duda Salabert (PSOL), Ana Pimentel (PT), Gleide Andrade (PT), Dandara (PT), Lohanna (PV), Bella Gonçalves (PT), Nely Aquino (Podemos), Greyce Elias (PL), Rosangela Reis (PL) e Delegada Ione (PL).
Espírito Santo: 2 de 10 vagas (20%). Jack Rocha (PT) e Manu (PSB).
Rio Grande do Sul: 5 de 31 vagas (16,1%). Fernanda Melchionna (PSOL), Maria do Rosario (PT), Any Ortiz (PP), Daiana Santos (PCdoB) e Denise Pessôa (PT).
Bahia: 6 de 33 vagas (15,38%). Ivoneide Caetano (PT), Doutora Raissa Soares (PL), Roberta Roma (PL), Olivia (PCdoB), Alice Portugal (PCdoB) e Maria Marighella (PT).
Paraná: 4 de 30 vagas (13,33%). Ana Júlia (PT), Rosangela Moro (PL), Carol Dartora (PT) e Leandre (PSD).
Amazonas: 1 de 8 vagas (12,5%). Joana Darc (União).
Tocantins: 1 de 8 vagas (12,5%). Professora Janad Valcari (PP).
Alagoas: 1 de 9 vagas (11,11%). Julia Nunes (PSD).
Paraíba: 1 de 11 vagas (8,33%): Pollyanna (PP).
Piauí: nenhuma mulher entre os 10 eleitos (0%).
Distrito Federal: nenhuma mulher entre os 8 eleitos (0%).
Roraima: nenhuma mulher entre os 8 eleitos (0%).
Em sete estados, uma candidata mulher foi a mais votada: Socorro Neri (PP), no Acre; Coronel Fernanda (PL), em Mato Grosso; Camila Jara (PT), em Mato Grosso do Sul; Natália Bonavides (PT), no Rio Grande do Norte; Julia Zanatta (PL), em Santa Catarina; Yandra Moura (União), em Sergipe; e Professora Janad Valcari (PP), no Tocantins.
Senado
Além do Distrito Federal, que elegeu mulheres para as duas vagas em disputa para o Senado, outros 10 estados elegeram uma mulher cada um.
Veja os números e quem são as eleitas senadoras:
Distrito Federal: 2 de 2 vagas (100%). Michelle Bolsonaro (PL) e Bia Kicis (PL).
Acre: 1 de 2 vagas (50%). Mara Rocha (Republicanos).
Alagoas: 1 de 2 vagas (50%). Marina JHC (PSDB).
Amapá: 1 de 2 vagas (50%). Rayssa Furlan (Podemos).
Ceará: 1 de 2 vagas (50%): Luizianne (Rede).
Goiás: 1 de 2 vagas (50%). Gracinha Caiado (União).
Minas Gerais: 1 de 2 vagas (50%). Marília Campos (PT).
Pernambuco: 1 de 2 vagas (50%). Marília Arraes (PDT).
Rio Grande do Norte: 1 de 2 vagas (50%). Samanda de Lula (PT).
Roraima: 1 de 2 vagas (50%). Teresa Surita (MDB).
Santa Catarina: 1 de 2 vagas (50%). Carol de Toni (PL).
Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Paraná, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, São Paulo, Sergipe e Tocantins: nenhuma mulher eleita (0%). Cada estado elegeu dois homens.
Os percentuais se referem às vagas em disputa nesta eleição, e não à composição completa das bancadas estaduais no Senado. Senadoras que permanecerão no cargo sem disputar este pleito não entram nessa conta.