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Avó ensinou sinal de socorro usado por menina para pedir ajuda após tentativa de estupro em Curitiba: ‘Quando passava na televisão, eu falava’

Criança faz sinal universal de pedido de socorro e homem é preso em Curitiba A avó da menina de 9 anos que conseguiu pedir ajuda com um sinal universal de socorro após ser abordada por um homem em Curitiba ensinou o gesto aos netos depois de vê-lo na televisão. Segundo ela, a orientação era para que as crianças soubessem como agir em situações de perigo. "Quando passava na televisão, eu falava: 'I

Por Redação Publicado em 14 de outubro de 2026 às 09:38 4 min de leitura

Conteúdo de G1 — ler no site de origem

Avó ensinou sinal de socorro usado por menina para pedir ajuda após tentativa de estupro em Curitiba: ‘Quando passava na televisão, eu falava’
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Criança faz sinal universal de pedido de socorro e homem é preso em Curitiba

A avó da menina de 9 anos que conseguiu pedir ajuda com um sinal universal de socorro após ser abordada por um homem em Curitiba ensinou o gesto aos netos depois de vê-lo na televisão. Segundo ela, a orientação era para que as crianças soubessem como agir em situações de perigo.

"Quando passava na televisão, eu falava: 'Isso serve para vocês também. Qualquer perigo que você estiver, assim que puder pedir ajuda, faz assim com a mão. Quem conhecer esse sinal vai saber que vocês estão precisando de ajuda'", detalha a avó.

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Ela também explicou às crianças a importância de tomar cuidados ao sair de casa, como não ficar muito perto de desconhecidos, não conversar com estranhos e não aceitar doces ou dinheiro de pessoas que não conhecem.

O caso aconteceu na manhã de sexta-feira (9), no bairro Sítio Cercado. A menina estava indo para a escola com outras crianças, entre elas o primo de 10 anos, quando foi abordada por um homem de 54 anos.

Segundo a Guarda Municipal, o suspeito ofereceu dinheiro para que ela o acompanhasse. Após a recusa, segurou a mão da criança à força e começou a conduzi-la. O suspeito não teve o nome divulgado e foi preso.

Primo correndo para pedir ajuda, enquanto prima é levada por homem de 54 anos

Reprodução

Primo ajudou a salvar menina

Com medo, a única reação que a criança teve foi fazer o sinal de socorro, que consiste em dobrar o polegar para dentro da palma da mão e fechar os outros quatro dedos sobre ele. Ao reconhecer o gesto, o primo correu até um posto de combustíveis e pediu ajuda. "Eu cheguei falando que o homem estava tentando roubar a minha prima. Eles já levaram a sério", lembra o menino.

Câmeras de segurança registraram o menino pedindo ajuda. Funcionários e clientes foram em direção ao suspeito, que fugiu. Os frentistas acionaram uma viatura da Guarda Municipal que passava pela região, e o homem foi preso em flagrante por tentativa de estupro de vulnerável.

Frentistas ajudaram a salvar menina de tentativa de estupro em Curitiba

Auto Posto Osternack

Segundo a corporação, ele era monitorado por tornozeleira eletrônica desde 2017 por estupro de vulnerável.

O suspeito foi preso em flagrante e teve a prisão convertida em preventiva durante a audiência de custódia, segundo o Ministério Público (MP-PR).

Criança faz sinal universal de pedido de socorro e homem é preso por tentativa de estupro de vulnerável, em Curitiba

RPC

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O que fazer ao ver o sinal ✋✊

Sinal de socorro usado por mulheres em situação de perigo

g1 PR

O sinal universal de socorro foi criado no Canadá. Uma agência de publicidade de Toronto desenvolveu, em abril de 2020, uma campanha com ações para conter o crescimento dos casos de violência doméstica registrados no período de confinamento da Covid-19. O intuito era criar um gesto simples e seguro que poderia ser utilizado por vítimas de violência doméstica para denúncias, sem que o agressor percebesse o pedido de socorro.

Segundo especialistas, ao perceber alguém fazendo o gesto, a orientação é tentar se aproximar da pessoa de forma discreta e amigável, como se conhecesse a vítima, e levá-la para um local seguro, como um comércio ou uma farmácia.

A recomendação é conversar com a vítima e encaminhá-la aos órgãos competentes, como a delegacia.

Se não for possível se aproximar, a orientação é procurar a polícia e relatar a situação.

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