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Lula envia carta a evangélicos em busca de aproximação com segmento; Frente religiosa divulga texto

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, enviou uma carta às famílias evangélicas em mais um movimento de aproximação com esse segmento do eleitorado. O documento, datado desta quarta-feira (14), foi divulgado nas redes sociais pela Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito. Na mensagem, Lula fala sobre religião, família e ações do governo e pede aos evangélicos "disc

Por Redação Publicado em 14 de outubro de 2026 às 09:56 3 min de leitura

Conteúdo de G1 — ler no site de origem

Lula envia carta a evangélicos em busca de aproximação com segmento; Frente religiosa divulga texto
Publicado originalmente por [fonte]

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, enviou uma carta às famílias evangélicas em mais um movimento de aproximação com esse segmento do eleitorado.

O documento, datado desta quarta-feira (14), foi divulgado nas redes sociais pela Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito.

Na mensagem, Lula fala sobre religião, família e ações do governo e pede aos evangélicos "discernimento" na escolha eleitoral.

A divulgação ocorre durante uma campanha em que Lula enfrenta dificuldades entre eleitores evangélicos. Pesquisa Quaest divulgada em 28 de setembro mostrou o presidente com 27% das intenções de voto nesse segmento no primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) tinha 46%.

- Esta reportagem está em atualização

Lula anuncia medidas econômicas

Na carta divulgada pela Frente, Lula afirma ter "total respeito" pelos cristãos e diz compartilhar com as famílias evangélicas o compromisso de cuidar das famílias brasileiras.

O presidente também cita medidas e propostas de seu governo. Entre elas, menciona o combate às apostas on-line e afirma que as bets "estão destruindo tantos lares".

"Lembro a vocês, por exemplo, o combate às apostas online, as bets, que estão destruindo tantos lares, e meu empenho para que todos tenham dois dias de descanso semanal, pois a vida não se resume ao trabalho", diz a carta.

Lula relaciona a discussão sobre a jornada de trabalho à convivência familiar e religiosa. Segundo o texto, mais tempo de descanso permite fortalecer os vínculos familiares e, para os evangélicos, permanecer mais tempo na igreja "em comunhão com os irmãos".

Em outro trecho, Lula diz estar empenhado em proteger as mulheres, combater a violência e o crime organizado, além de proteger crianças e adolescentes.

O documento também cita saúde pública, aumento da renda e preservação do meio ambiente.

No fim da mensagem, Lula faz um apelo relacionado à eleição.

"Sei que, nas famílias evangélicas, tudo se decide em oração. Por isso, conclamo vocês a pedirem discernimento a Deus para fazer a escolha nesta eleição. Vá às urnas com a consciência livre e com a aliança renovada com o nosso amado Brasil", afirma.

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Jornal Nacional/ Reprodução

Aproximação com evangélicos não começou agora

A aproximação com o eleitorado evangélico tem sido buscada por Lula e pelo PT nos últimos anos.

Em junho deste ano, o PT divulgou uma outra carta destinada aos evangélicos. O partido afirmou que governos petistas sempre tiveram uma postura de "respeito e reconhecimento" às igrejas. Segundo reportagem do g1 à época, governo e partido buscavam ampliar o diálogo com esse eleitorado.

O recurso de enviar cartas a esse público também já foi usado pelo próprio Lula. Na eleição de 2022, a campanha divulgou uma mensagem na qual o então candidato defendia a liberdade religiosa, criticava o uso eleitoral da fé e afirmava ser pessoalmente contra o aborto.

A resistência entre evangélicos persiste na eleição de 2026. O Datafolha divulgado em 1º de outubro mostrou Lula e Flávio Bolsonaro tecnicamente empatados no conjunto do eleitorado em uma simulação de segundo turno, com 48% e 45%, respectivamente. No detalhamento por grupos sociais, Flávio Bolsonaro mantinha vantagem entre evangélicos.

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